Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

24
Jan 18

“Para o correto funcionamento do capitalismo é necessário a divisão da sociedade em castas, como  fizeram os hindus tantos séculos atrás.”

(eticahoje.wordpress.com)

 

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A Cadeia Alimentar & Social

 

A melhor forma de se controlar um indivíduo (com cada um deles sendo um caso particular, necessário de se integrar num coletivo, apesar de sujeito a constantes oscilações na estratégia de intervenção) de modo a se controlar o seu grupo (impondo-lhe um caminho de sobrevivência de acordo com um único objetivo definido) ‒ tentando a integração passiva do indivíduo (função primordial do Estado e da Igreja) no mecanismo de reprodução (nesta fase inicial de replicação) coletiva do Sistema (fortemente hierarquizado da base até ao topo e com este último protegido por uma Névoa-Degrau, na pratica definida/protegida pelos seus parâmetros/dimensões Inacessíveis) ‒ será sempre o de ter sob a sua dependência (direta por representação/indireta por financiamento) a Comunicação Social e todos os Canais (oficiais e alternativos) dando-lhe acesso e uma capacidade profunda (no caso de introdução de casos aparentemente extremos com um eficácia próxima dos 100%) de intrusão: influenciando de tal forma os nossos Movimentos e Momentos quotidianos (que nos definem como seres vivos e inteligentes) ‒ se necessário levando-nos à prática de extremos, que nos poderão levar à extinção, como é o caso da Guerra ‒ tornando-os capazes de nos induzir e direcionar (sem pensarmos deixando-o para o coletivo) para o horizonte (tão belo, tão longínquo) para além da falésia (do precipício/sacrifício).

 

Desta relação entre a base desta Pirâmide Alimentar (refletindo um ato necessário e básico de transformação e de sobrevivência) e o seu Topo escondido para lá das Nuvens, sobressaindo a Natureza da Coisa (tal como o seu nome indica e analisado ao nível de consciência/orgânica, algo de abstrato, virtual, intrusivo, dominador, capaz de rápida e eficazmente nos banalizar e substituir ‒ como temos feito com o nosso Criador) pretensamente criada pelo Sujeito (para o servir), posteriormente melhorada pelo mesmo (dando mais espaço ao objeto de modo ao sujeito ter mais tempo) para no final dispensando a presença da Balança (mantendo o prato relativo ao Sujeito sempre mais pesado, valorizando-o face ao objeto) ‒ de modo a assim se manter o Equilíbrio Universal ‒ surgir o novo Símbolo (de Devoção e Sacrifício) com aspeto Humano e sob a forma de Objeto: no início com o Homem a Construi-lo (sem cérebro e á sua imagem), de seguida a adorá-lo (dando-lhe forma/aspeto humano com santinhos e bonecos) para no fim promovê-lo (a nosso substituto) dando-lhe crédito e valorizando-o ‒ criando o cenário necessário para o substituir (o Sujeito pelo Objeto) atribuindo Algo de Mais ao Objeto (extrapolando o processador biológico do Sujeito e processando-o como réplica no Objeto) transformando-o numa Entidade capaz de imitar, aprender, replicar e até substituir (não tendo o problema da morte e da crise existencial).

 

No caso dos EUA (considerada a maior potência Global e sendo a única capaz de matar num instante um recorde de biliões) com os últimos episódios após a eleição do seu 45º Presidente a serem um exemplo flagrante de como a nossa degeneração (da espécie Humana) parece cada vez mais evidente e inexorável, inacreditavelmente bastando criar um Boneco (à imagem do sujeito e estando este disponível) e inventar histórias à sua volta (tendo-se acesso a papel/de preferência a todos e aos respetivos escribas/remunerados para tal): analisando o espectro da Comunicação Social norte-americana e apontando apenas alguns canais e cadeias (com maior acesso do povo sejam jornais ou TV), sendo óbvio o resultado apenas por esmagador ‒ e considerados uns doze sendo claro o resultado (DEM-12 REP-1; ou em 13 azar para os REP): de um lado (Conservadores) contando com a FOX e do outro (Liberais) com os restantes ‒ WSJ, NBC, CNN, MSNBC, CBS, ABC, USA TODAY, WP, HP, NYT, Economist ‒ num campo bem inclinado. Mas com a maior Tragédia (pondo de lado a política, ideologia e partidos nos EUA como no Mundo) sendo a devastação moral e falta de ética de muitos profissionais (neste caso do talvez já há muito defunto jornalismo) face às ameaças proferidas (e ignoradas por não relevadas) preferindo manter o emprego. E assim pelo menos enquanto vivermos neste Nada Admirável Mundo Novo (o seguinte e em perspetiva poderá ser ainda bem pior) e necessitando-se de dinheiro para sobreviver, limitando-nos a ter emprego (trabalho é bem diferente) e em troca receber (miseravelmente e pior que uma prostituta seja homem/mulher).

 

(imagem: dreamstime.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:47

04
Fev 16

Porque não gostamos do que somos

 

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Será que nos queremos mesmo distinguir dos objetos?
É que de facto vivemos numa sociedade materialista (por nós escolhida) e que só (cada vez mais) despreza o sujeito – desvalorizando-o face ao objeto e elevando este último aos Céus:
De simples objeto (matéria-prima) a referência (moeda).

 

O sujeito é um subproduto imaginado por um objeto que abandonou definitiva e integralmente a teoria do caos (em todas as suas componentes) – julgando-se diferente por optar exclusivamente pela ordem (no caos) desprezando completamente o caos (na ordem). Como se não fossem uma entidade única (real) e absoluta (complementar). O Imaginário é como a antimatéria nunca um resultado de uma ideia qualquer (uma construção mental adotada por estratégica).

 

Se simplificarmos as coisas e olharmos com olhos de ver, a vida nunca surgiu porque esteve sempre presente: só que nem sempre com a forma que nós hoje apresentamos, juntamente com o resto da criação. No resto tudo é igual: ordenado (quando o compreendemos) ou no caos (quando procuramos desesperadamente regras, que definindo-as entre limites, as possamos controlar). O problema surge quando esta espécie única e extraordinária (que nós somos) e num momento imprevisto e experimental do seu processo de evolução, utiliza pela primeira vez um artefacto de alcance nunca visto (no resto da criação) mas sempre presente e à disposição: o artefacto era o cérebro e o nunca visto era a sua capacidade.

 

O Homem. Uma espécie que cria o mundo à sua imagem, se isola na sua ilusão e constrói o que considera a perfeição: um espaço de vida onde a Natureza respeita as regras por ele estabelecidas e onde tudo o que possa contestar essa união perfeita e interior (estabelecendo e interiorizando o Homem como um dos pontos centrais do nosso Universo) é inaceitável por o convidar à extinção. Aceitando à discussão a procura da verdade sobre qual o nosso papel em toda esta engrenagem na qual nos inserimos e sobre a qual até pensamos (mais uma prova da nossa diferença positiva sobre a generalidade que nos rodeia) poderemos estar a negar a nossa posição no mundo e a impedir definitivamente a nossa capacidade futura de o conquistarmos – tornando-nos meramente em mais uma espécie deste viveiro terrestre.

 

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Depicted vs Dissected Heart

(iflscience.com)

 

Achamos que o que nos distingue do resto que existe (aqui na Terra), também será aplicado indefinidamente no seu exterior replicando-se num tempo eterno (parâmetro imaginário utilizado para controlo) e até ao infinito (como seriam os deuses por nós inventados): aceitando que a Terra possa não ser o centro (com o Sol a girar à sua volta) mas com a mesma contendo algo de belo, prometedor, concentrador, evolutivo e fulcral – nós! Substituindo o Sol pelo Homem e com as ideias deste revolucionando as ideias sobre o Universo. Uma manifestação da maior característica demonstrada pelo Homem (autoinfligido por medo) ao longo dos milhares de anos da sua ainda curta existência: sendo o centro de tudo mas temendo ficar só (tal como nos nossos átomos, aprisionando todos ao centro – positivos e neutros – à exceção dos negativos).

 

O que se passa é que na realidade o Universo é todo constituído por Coisas. Uma dessas coisas que nós distinguimos das outras coisas até pelo interesse que nos desperta e por sermos a parte mais interessada nisso é naturalmente a coisa designada como Homem. O que não impede que essa coisa (maior) usufruindo de todas as possibilidades postas por si própria e como por artes de magia (o Divino) à sua disposição (e como é evidente sem qualquer tipo de utilidade para as outras coisas menores), não possa tomar a iniciativa, intrometer-se e até ter um papel extremamente importante na evolução de todas as coisas: como assim ensinaram-me na escola que se deslocasse um pequeno grão de areia numa praia (a minha parte como sujeito), poderia estar inconscientemente a alterar (a minha parte como objeto) o equilíbrio geral do meu planeta.

 

Todos somos Objetos porque não gostamos do que somos.
Ou então talvez gostemos, mas sem sabermos bem como.

 

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"Facial Dissection'' and "Laminectomy"

(iflscience.com)

 

No início eram as coisas. Distribuídas num espaço indefinível e sem limites e que as próprias coisas constituíam (como um) e formavam (como um todo). Entre várias e extensas planícies, entre vales e montanhas, entre buracos e coincidências, as coisas foram-se espalhando construindo estruturas e espaços vazios. E tal qual um caleidoscópio do caos surgiu ordem (das coisas) e da ordem surgiu caos (porque nada se mantem – nada se cria, nada se perde, tudo se transforma). E assim sucessivamente e sem começo nem fim (tal como na nossa vida sem bem e sem mal – mas sendo erradamente interpretada no nosso percurso individual, como um período de espaço de pura abstração temporal). Coisas das mais diversas e com organizações diferentes, no interior do caos ou da ordem das coisas. E talvez com momentos de Inspiração Superior e da mais pobre deformação inferior (onde a coisa que observa pensa estar num milagre, refletindo nesse evento algo mais que a sua imagem – uma espécie de super-coisa): mostrando-se aí o Homem como coisa destacada.

 

Com esta Super-Coisa a dividir-se literalmente em duas e a impor-se espetacularmente no mercado Universal: de um lado o sujeito-super e do outro a coisa-inferior. E no hífen insuspeito estando a bela mercadoria. E assim como sujeitos-super tendo a obrigação de tratar das coisas-inferiores (deste universo Mercantil), assim como de zelar pela mercadoria (restante) e dispondo dela como seu usufruto. Por isso hoje esta coisa aqui aparecida num canto perdido (ou achado) do Espaço proveu-se na sua Essência (a que pomposamente chama Alma) e subiu a outro nível – mais elevado e separado (alienado): de objeto passando a sujeito mas (irreversivelmente) fossilizando na origem. Desintegrando-se. E passando despercebido (mas existente) como tudo num Todo.

 

(imagem inicial: chadecerebro.com.br)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:32

30
Set 14

Mais um apologista duma política externa mais intrusiva e agressiva por parte dos Estados Unidos da América, de modo a assim apresentarem ao mundo (Rússia, China e outros estados emergentes) a sua poderosa e ambiciosa política externa.

 

Zbigniew Brezinski

O Último Alienígena Adoptado e Ainda Agradecido (c/ excepção dos judeus)

                             

“The major world powers, new and old, also face a novel reality: while the lethality of their military might is greater than ever, their capacity to impose control over the politically awakened masses of the world is at a historic low. To put it bluntly: in earlier times, it was easier to control one million people than to physically kill one million people; today, it is infinitely easier to kill one million people than to control one million people.”

(Zbigniew Brzezinski – Barack Obama advisor on Foreign Politics)

 

George Bush e Laura Bush

 Momentos antes de iniciarem a sua merecida (e colorida) viagem intergaláctica

 

Os Donos do Mundo souberam aproveitar as Teorias Marxistas em seu favor. Se os regimes comunistas tentaram o controlo da sua população controlando todos os meios produtivos e as suas estruturas desde a base até ao topo e concentrando-as na figura do Estado – incluindo aí a educação, a cultura, a justiça e a organização social (os alicerces fundamentais da sua sustentação) – os regimes democráticos (ou capitalistas) viram a sua missão muito mais simplificada: faltando ao prometido à sua geração (maioritariamente já morta ou com validade expirada) e a todas as gerações seguintes (maioritariamente já descartadas ao tornarem-se demograficamente excedentárias) – mas em contrapartida (do negócio) aproveitando-se em privado de todos os novos e revolucionários processos científicos e tecnológicos (por eles estrategicamente coordenados) – estes regimes democráticos limitaram-se apenas a valorizar o objecto esquecendo o sujeito (o aspecto fundamental para o crescimento de mais-valia).

 

Multidões em que a paciência nunca se esgota

(porque já optaram pela subserviência)

 

O homem que justifica o fim do comunismo com o planeamento social utópico levado a cabo por parte do Estado (tão característico desse poder totalitário). E que acredita que a democracia ocidental (ou seja o capitalismo) só se expandirá e desenvolverá com o fim do Estado e do poder tirânico a ele associado: então daremos uma verdadeira liberdade à criatividade e daremos primazia à condição humana. Só que este homem parece ignorar um pequeno pormenor: com a globalização entramos num novo caminho muito semelhante ao que nos transportava ao capitalismo de estado tão característico dos regimes comunistas, consequência lógica da evolução do capitalismo privado (e à sua necessária concentração para assim poder sobreviver e dominar) em torno das grandes corporações multinacionais. Actualmente sobrepondo o seu brutal poder económico – total e cada vez mais concentrado em poucos grupos financeiros – ao exercício final (estertor) do poder do estado: e quem paga é a condição humana (com o despoletar dos deveres – em nome do lucro – e o desaparecimento dos direitos – em nome de Deus).

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:06

15
Abr 14

O que é necessário hoje em dia para fundar um País?

 

 

É claro que a primeira condição se baseia exclusivamente e como primeiro item eliminatório no Objecto ou seja, na riqueza de matéria-prima que esse território pode assumir e assegurar, na manutenção da supremacia económica mundial; em certos casos extraordinários também utilizados na passagem proporcionada pelo país ao comércio de determinados objectos delicados ou simplesmente para servirem como base de apoio ou exemplo moral para os outros.

 

  1. Ter o apoio declarado – mesmo que secreto – dos EUA;
  2. Ter o apoio das grandes corporações globais com ligações preferenciais e estreitas a interesses norte-americanos;
  3. Ter o apoio dos exércitos mercenários privados contratados pelas referidas corporações globais;
  4. Ter o apoio logístico necessário para o exercício eficaz e autoritário do poder baseado no rearmamento das milícias armadas privadas e como acção complementar à intervenção e impulso insurreccional vindo do aliado exterior;
  5. Ter o apoio progressivo de toda a comunidade internacional, condicionada nas suas acções e opções pelo respeito aos interesses hegemónicos dos seus aliados e polícias EUA
  6. Ter o apoio interno suficiente para poder conduzir o seu povo e o seu país até ao cenário mais apocalíptico de catástrofe e mesmo assim ser capaz de o tornar indiferente, de o reprimir e em último caso até de o eliminar.

 

No pior dos cenários teremos mais um território com as suas estruturas completamente demolidas – pronto a ser colonizado e saqueado – mas agora não num continente distante, mas no interior da própria Europa.

 

O Sujeito faz parte de toda esta apresentação deliberadamente amputada, sendo no entanto apenas considerado no desenrolar de todo este processo, como um apêndice provisório e a todo o momento descartável.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:37

15
Jun 13

 

Pró zombie

 

Com um Ministro que optou pelo seu Estado Zombie – antes estava contra, agora está a favor – a proposta por ele solenemente lançada sobre os malditos professores que se opõem à sua transformação inevitável, é “comam-se uns aos outros que verão que é solução”. Aos pais serão oferecidos as sobras desta orgia com repasto, que poderão ser livremente repartidas pela sua restante prole.


Professores a mais

 

Este momento – para a Formação de todos nós e para a responsabilização de todos os seus principais executores e responsáveis – poderá vir a marcar um ponto fundamental no nosso processo evolutivo e na subsequente transformação de muitas das estruturas sociais existentes no nosso país – assegurando a sua existência e identidade e desse modo consolidando o Estado Social e a sua independência – se toda a comunidade estiver consciente do perigo de subalternização e esquecimento que nos querem propor, transformando-nos em meros objectos transaccionáveis e desse modo dispensando o Estado Social, criado originalmente para proteger o sujeito que o pensara e construíra.

 

(imagem – jornal DN e blogue Anterozóide)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:26

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