Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

30
Mai 13

“A Sabedoria não entra numa Alma Maligna”

(textos bíblicos)

 

A Alma do Deserto

 

A pequena raposa regressava a casa toda contente, após um pequeno passeio realizado sob a supervisão dos guardiões do deserto, por solicitação expressa da sua mãe, nessa altura muito ocupada no arranjo do seu lar e na protecção das suas crias, enquanto o pai se ia entretendo desde o nascer do Sol, em arranjar os alimentos necessários à manutenção do bem estar de toda a sua família. Excepcionalmente o tempo estava mediamente quente mas bem suportável, com uma pequena mas bendita aragem a percorrer o corpo da jovem raposa, curiosa e aventureira e a impeli-la em direcção à sua querida casa e refugio, onde certamente a sua mãe e restantes irmãos, a esperavam com excelentes petiscos e iguarias, sempre descobertos na imensidão misteriosa da planície pelo seu pai rei da sabedoria, na sua ideia descendente de antigos e poderosos mágicos e feiticeiros, com ligações sagradas ao centro do mundo. Mas sempre sob as ordens da Mãe.

 

A Árvore da Sabedoria

 

A árvore é um elemento incontornável e fundamental da uma vasta composição que há milhares e milhares de anos nos descreve a paisagem natural que o nosso planeta de acolhimento nos oferece e connosco partilha – sem pedir nada em troca senão a sua manutenção – estabelecendo desde logo um importante elo de ligação físico e profundamente mágico entre a terra limitada mas acolhedora onde nos locomovemos – a nossa casa – e o céu belo, estrelado e misterioso que rodeia o nosso planeta e que nos faz sonhar constantemente desde a nossa infância, com outros mundos, outras terras e outros seres vivos curiosos e aventureiros como nós. Até pela sua longevidade, pela sua perseverança e pelo seu estoicismo face a todos os elementos que a tem erodido desde o seu aparecimento à face da Terra, ela pode ser mesmo considerada como um verdadeiro receptáculo – não só simbólico, mas também real – da ideia sobre a existência de mundos de espaços sucessivos e paralelos em constante movimento e transformação, unidos através de canais de ligação integrados mas ainda não compreensíveis por nós, no que concerne à visibilidade desses mesmos mecanismos de deslocação e logicamente das suas técnicas de utilização.

 

(imagens – Francisco Mingorance e Manish Mamtami – NG)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:49

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