Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

09
Mai 19

Num artigo Científico envolvendo Portugueses e Portugal:

(noticiado entre outros pelo site Live Science, pela Geophysical Research Abstracts/EGU e ainda pelo National Geographic)

 

“Delamination of oceanic lithosphere in SW Iberia:

a key for subductioninitiation?”

 

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Ao largo da costa portuguesa com a placa tectónica ligando os Açores a Gibraltar a separar-se em duas camadas, com a parte superior sendo “descascada” e criando um fenómeno de subdução − com uma placa mergulhando sob a outra, aproximando a Europa da América do Norte e como consequência podendo “estreitar” o oceano Atlântico

(imagem: ilustração National Geographic)

 

Da responsabilidade da “Geophysical Research Abstracts” publicado este ano na “EGU General Assembly” e envolvendo oito investigadores sendo cinco deles portugueses – João Duarte, Filipe Rosas, Jaime Almeida, Sonia Silva e Pedro Terrinha, envolvendo duas instituições nacionais (além de internacionais) como a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (assim como o seu Departamento de Geologia)/ Instituto Dom Luiz e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) – a comunicação por parte destes de uma informação importante envolvendo simultaneamente fenómenos Geológicos (placas tectónicas, sismos, tsunamis) e o território de Portugal (terrestre e marítimo), certamente e para nós (num futuro talvez próximo) e pelas suas potenciais consequências (conjugando vários fatores, podendo ser devastadoras) tornando-se um caso absolutamente relevante (provocando naturalmente alarme) senão mesmo prioritário (de investigação e estudo): declarando que em função das observações e pesquisas levadas a cabo por estes investigadores e incidindo sobre o território marítimo localizado ao largo da costa portuguesa (uma zona relativamente plana e no entanto e ao contrário do que seria previsível, origem de muitos sismos), a crosta terrestre (nessa zona) se estava a dividir em duas, como se a sua parte superior se estivesse a separar da inferior ou seja a “descascar”.

 

E com o interesse e a preocupação neste fenómeno (não o sendo inicialmente) a sustentarem a (posterior) tese do alarme, dado não existirem nessa região falhas tectónicas conhecidas (podendo nesse caso com a deslocação dessas placas provocar tremores de terra) as habituais e mais comuns causadoras da maioria (esmagadora) de sismos: sabendo-se o que se sabe por ocorrido no passado (com origem nessa mesma região, assente na base do oceano Atlântico, maioritariamente sendo plana/sem falhas e em princípio não sendo fonte de muitos sismos) e com os registos (mais fortes e denunciadores do que aí poderá vir) a apontarem para 1755 (sismo de M8.7) e para 1969 (sismo de M7.9). Há 264 anos com um terramoto acompanhado de tsunami atingindo entre outras localidades a capital do país Lisboa (com mais intensidade no litoral, de Lisboa para baixo e apanhando o Algarve) aí originando mais de 100.000 mortos e a destruição (em grande escala) da capital e posteriormente fez há pouco 50 anos (28 de Fevereiro) com um outro mas mais fraco (também acompanhado por um tsunami mas muito menos intenso) a provocar alguma destruição e uma dúzia de vítimas mortais: ambos com origem na mesma região inicialmente pensados como consequência da compressão de placas tectónicas próximas (Africana e Euroasiática) e agora após este estudo com a origem a apontar não para placas já pré-existentes mas possivelmente para o possível aparecimento de uma nova falha e de duas novas placas tectónicas – num futuro talvez a curto ou médio-prazo, e aí podendo entrar em confronto vindo a afetar toda a estrutura geológica (terrestre/marítima) desta região adjacente, tão próxima e (“umbilicalmente”) ligada a Portugal.

 

Neste contexto com esta separação da crosta terrestre em duas camadas (uma superior outra inferior) com se se “desdobrasse em duas peles (descascando) − e segundo um número crescente de cientistas − a poder significar o aparecimento de uma nova falha, de outras duas placas tectónicas e da criação (na sua fase inicial) de uma nova zona de subdução (ao largo da costa sudoeste de Portugal): com uma das placas tectónicas então criadas a deslocar-se por debaixo da outra. Segundo os investigadores tudo se justificando dado estarmos perante um sector da litosfera (leito oceânica) bastante antigo (Jurássico) e mais fino (coberta por basaltos/sedimentos) do que seria expetável.

 

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Foram quatro minutos infernais - sensivelmente entre as 03:41 e as 03:45. Um país, em pânico, saiu para a rua meio despido ou em pijama. Portugal era assolado pelo maior tremor de terra desde o sismo de 1755. O Sul, nomeadamente o Algarve, e a região de Lisboa foram as zonas mais atingidas pelo sismo de 7,9 na escala de Richter, que se fez sentir também em Espanha e Marrocos. Morreram 13 pessoas, duas em consequência direta do abalo e 11 indiretas, algumas "acometidas de síncopes", e houve várias dezenas de feridos.

(texto: Graça Henriques/dn.pt)

 

E concluindo:

 

“In the present case, due to the proximity to a continental margin and to the Azores-Gibraltar Plate Boundary the process is highly asymmetric and resembles simple models of subduction initiation. We propose that the reactivation of the margin and the hypothetical process of subduction initiation may have been aided by a process of delamination of oceanic lithosphere. The identification of a first case of oceanic lithospheric delamination will certainly contribute to further our understanding of the dynamics of tectonic plates. Old oceanic lithosphere may be prone to gravitational instabilities, which may play a fundamental role in the process of subduction initiation.” (Publication: FCT- Instituto Dom Luiz)

 

E como não poderia deixar de ser (acontecer) num país onde tudo é relativo – “O que Hoje é Verdade, poderá Amanhã ser Mentira” (falando de um tema maioritário o Futebol) ou “O que tu recebes é o ordenado Bruto e não o que te Entregamos o Líquido” (apenas para introduzir a guerra Poder-Governo-Oposição/Professores e a Educação) – rapidamente se indo dos 8/sinal de indiferença aos 80/sinal de extremismo (e vice-versa), servindo-se unicamente de uma simples e solitária palavra ou então (numa tese mais elaborada, mesmo que não sustentada) suportando-se numa aparente sugestão inscrita numa frase sem a pretensão (e o objetivo) de chegar a determinadas conclusões − que não as nunca mencionadas no (referido) artigo científico: podendo-se facilmente concluir lendo unicamente o seu último parágrafo (do referido artigo da FCT) − incidindo geologicamente sobre a área delimitada entre as margens (terrestres) do sudoeste do Continente Europeu e os limites (marítimos) da placa de Açores/Gibraltar – que (e já referido antes)

 

“Old oceanic lithosphere may be prone to gravitational instabilities, which may play a fundamental role in the process of subduction initiation.”

(FCT- Instituto Dom Luiz)

 

Numa indicação do que poderá vir acontecer no futuro e ao longo da nossa costa sudoeste (geologicamente falando) − podendo vir a alterar drasticamente o seu comportamento sísmico (no presente), afetando com maior intensidade e consequências (negativas) toda a zona litoral a sul de Lisboa (incluindo nessa lista o Algarve e toda a sua costa, numa faixa estendendo-se de Sagres até Gibraltar) – com o surgimento de uma nova falha entre duas novas placas tectónicas, entrando ambas em interação e com a Península Ibérica logo ali ao lado (com o sudoeste a ter lugares reservados logo na 1ª fila): num fenómeno ainda não colocado no tempo (através da concretização de um possível/previsível Evento) mas podendo (estando mesmo em marcha) vir a ser perigoso (como previsto mas ainda não confirmado por vários modelos de atividade tectónica) – atirando a Europa contra o Canadá e fazendo desaparecer (entre eles) o Atlântico (daí o pré-pânico instalado e a notícia  sobre o Fim-do-Atlântico). Mas para outros (muitos deles antes nunca se preocupando muito com o assunto, agora e vendo a sua oportunidade virando especialistas − prefiro os autodidatas puros) sendo (após 1755 e 1969) um Sinal do Fim do (Oceano) Atlântico (e como à 3ª é de vez) ou até do Fim-do-Mundo. No Futuro se vendo quem é que tinha razão (se os Cientistas ou os Teóricos da Conspiração) no caminho de mais esta Evolução.

 

(imagens: pressfrom.info − chaparralblog.wordpress.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:54

28
Abr 15

Um violentíssimo terramoto de magnitude de 7.8
Registando-se para já a ultrapassagem dos 4.000 mortos
(e com a contagem sempre a subir)

 

O Nepal é um país pertencente ao continente asiático, localizado na conhecida região montanhosa dos Himalaias (tendo no Monte Everest o ponto mais alto da Terra). Encontra-se entalado entre dois dos mais populosos países do mundo, a China a norte e a Índia a sul. A sua população andará por volta dos 25/30 milhões estando a sua capital instalada em Katmandu.

 

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O problema deste país encontra-se na sua geologia. A confluência nessa região da Ásia de duas placas tectónicas em constante movimento, originam fenómenos por vezes extremamente violentos e de consequências devastadoras provocados pelo encontro das mesmas e pela sobreposição de uma (que se eleva) sobre a outra (que se afunda). Tremores de guerra de grande amplitude têm nesta região episódios periódicos.

 

O epicentro do último terramoto registado na região e que já terá provocado mais de 4.000 mortos, foi assinalado a cerca de 15km da superfície e dado a confluência das placas e as características montanhosas do solo (pouco flexível) as consequências foram brutais, com a amplitude do sismo a ficar muito perto da magnitude 8. Terrenos deslocaram-se, outros afundaram-se e ainda outros se ergueram.

 

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Naturalmente que as coordenadas da região se terão modificado um pouco. Se por um lado a cadeia montanhosa dos Himalaias não terá tido globalmente modificações de parâmetros de assinalar (latitude, longitude, altitude), o mesmo não se poderá dizer para outras zonas onde poderão ter ocorrido deslocações na ordem dos três metros e até mesmo na capital que poderá ter-se elevado de meio metro.

 

“Three days after the terrible earthquake shook Nepal — killing more than 4,200 people, toppling centuries-old monuments and engulfing Mount Everest’s base camp in an avalanche — the scope of the devastation was becoming clearer.”
(washingtonpost.com)

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:19

12
Abr 14

Uma demonstração da preocupação científica do 1.º Representante de Portugal e 1.º Responsável pela Manutenção da Qualidade de Vida dos Cidadãos que jurou defender – e pelos quais foi nomeado – em função dos alertas da comunidade científica especializada.

 

Lisboa – Terramoto de 1755

 

Especialistas alertam para próximo grande sismo em Lisboa

 

Académicos e engenheiros garantem que, num país onde está escrito que vai ocorrer outro sismo, ninguém pode sentir-se a salvo. Sobretudo os portugueses que vivem na Grande Lisboa, Vale do Tejo, Costa Alentejana e no Algarve. O Laboratório Nacional de Engenharia Civil prevê que o próximo terramoto possa matar entre 17 a 27 mil pessoas. E é esta certeza científica que está na origem da revolta de um grupo de especialistas que se queixou até ao Presidente da República. Mas sem resultado. (RTP – 11.04.2014)

 

A única explicação

 

Teoria aplicada:

“Se ele não liga é porque não têm medo; e se ele não tem medo é porque isso não existe”.

 

Prática experimental:

“Três vezes nove vinte e sete/sete e dois nove/noves fora nada”.

 

(imagem/Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:34

16
Dez 13

Sismo ao largo de Larache – Marrocos:

 

Registou-se hoje ao largo da costa atlântica marroquina, um sismo com as seguintes características:

Epicentro: 83km WNW de Larache – Marrocos

Profundidade: 35.9 km

Magnitude: 4.8

Data/Hora: 2013-12-16/07:06:20 UTC



Relembrando o Terramoto de 1755 em Lisboa – Portugal:

 

“Large earthquakes throughout the Mediterranean region have also been known to produce significant and damaging tsunamis. One of the more prominent historical earthquakes within the region is the Lisbon earthquake of November 1, 1755, whose magnitude has been estimated from non-instrumental data to be about 8.0. The 1755 Lisbon earthquake is thought to have occurred within or near the Azores-Gibraltar transform fault, which defines the boundary between the African and Eurasian plates off the west coast of Morocco and Portugal. The earthquake is notable for both a large death toll of approximately 60,000 people and for generating a tsunami that swept up the Portuguese coast inundating coastal villages and Lisbon. An earthquake of approximately M8.0 near Sicily in 1693 generated a large tsunami wave that destroyed numerous towns along Sicily's east coast. The M7.2 December 28, 1908 Messina earthquake is the deadliest documented European earthquake. The combination of severe ground shaking and a local tsunami caused an estimated 60,000 to 120,000 fatalities”.

 

(earthquake.usgs.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:49

24
Mar 11

“Galileu afirmou que a Terra girava à volta do Sol e por pouco não o atiraram para a fogueira. Outros deitam fogo à sua terra de nascença e desrespeitam a “lei da culpa” por eles próprios decretada. E assim de culpados propõem-se a vítimas, podendo ainda ser recuperados”

 

 

José Sócrates e Teixeira dos Santos

 

I

 

Antigo

 

 

Em Novembro de 1755, Lisboa sofreu um dos sismos mais violentos da história

 

O sismo de 1755, também conhecido por Terramoto de 1755 ou Terramoto de Lisboa, ocorreu no dia 1 de Novembro de 1755, resultando na destruição quase completa da cidade de Lisboa, e atingindo ainda grande parte do litoral do Algarve. O sismo foi seguido de um tsunami - que se crê tenha atingido a altura de 20 metros - e de múltiplos incêndios, tendo feito certamente mais de 10 mil mortos (há quem aponte muitos mais. Foi um dos sismos mais mortíferos da História, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 na escala de Richter.

 

(Wikipédia)

 

II

 

Novo

 

 

Surfando desde já na sua onda, Sócrates pediu a demissão – UAU, loucura total!

 

Tal como aconteceu no Japão, um “Tremor de Terra” atingiu agora Portugal, com todas as consequências negativas que daí podem advir.

A dúvida na resolução deste problema, que agora se coloca a todos nós, deve-se não só à sua existência, mas também ao que o próximo instante da nossa vida nos reserva.

Nessa perspectiva e entre algumas hipóteses possíveis, podemos estar na eminência de sermos atingidos por um “Tsunami”, de proporções indefinidas. 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:10

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