Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

09
Jun 15

Agora que não nos fornecem (temporariamente) imagens frescas de Marte (por causa da conjunção – Marte está do outro lado do Sol relativamente à Terra, prejudicando as comunicações entre ambos), só nos restam mesmo os mistérios dos planetas anões.

 

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Pontos brilhantes e possível UFO em Ceres

 

O Sistema Solar é na actualidade constituído por oito planetas: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. Em princípio só um deles contém Vida e até seres inteligentes, organizados em sociedades tecnologicamente evoluídas e em constante transformação: esse é o nosso planeta Terra. Dos planetas exteriores (os últimos quatro) pouco ou nada sabemos sobre a possível existência de Vida (mesmo que rudimentar), sendo dois deles mais conhecidos por serem monstros gasosos (Júpiter e Saturno) e os outros dois sendo vistos como mundos gelados (Úrano e Neptuno). Nestes dois últimos casos havendo sempre a possibilidade da existência de água. E existindo água poder existir Vida. Mas até agora e que se saiba nada. Sobram os planetas interiores. E pondo de lado Mercúrio e Vénus (os mundos mais parecidos com a nossa definição de Inferno) além da Terra (já atrás considerada) resta Marte. Além da possibilidade de alguns microrganismos poderem sobreviver às condições da atmosfera marciana (como o comprovam as experiências levadas a cabo na Terra com organismos simples e simulando as condições ambientais marcianas) e da mais que certa existência de depósitos de água gelada nos pólos (ou em certas zonas subterrâneas do planeta), da presença de vida ou de algo de parecido em Marte só vindo mesmo de alguns arqueólogos (ao analisarem certas estruturas estranhas existentes à superfície de Marte) ou dos teóricos da conspiração (que vêm indícios de vida em todo o lado): talvez não hoje mas num passado remoto.

 

E assim sobram-nos os outros corpos celestes que circulam no nosso Sistema Solar – asteróides, cometas, luas e até outros pequenos objectos como um planeta anão. Aqui podemos socorrer-nos das missões espaciais mais importantes a decorrem neste preciso momento no exterior (maioritariamente da NASA) e excluindo a confusão instalada em Marte com a presença de sondas norte-americana, chinesas e indianas e a viagem da sonda ROSETTA acompanhando 67P/C-G na sua trajectória à volta do Sol, surgem-nos logo à memória as sondas DAWN e NEW HORIZONS: com a primeira já em órbita de CERES e a segunda cada vez mais próxima de PLUTÃO. Fiquemos então pelo planeta anão onde a sonda já chegou: CERES (o outro – claro – é Plutão). O que me chamou desde logo a atenção foi a questão colocada (de uma forma inopinada) pelos cientistas da NASA aos seus leitores, solicitando-lhes uma explicação para a presença das manchas luminosas sobre a superfície de CERES – condicionando-lhe as respostas (pelas hipóteses apresentadas) ou atirando-as para o baú marginal e depreciativo das “outras coisas” – e como que desresponsabilizando-se daquilo que deveria ser da sua total competência: utilizando um inquérito sobre o que seriam aquelas luzes de CERES. E quando eu (como muitos outros) escolhi a minha opção (proposta e autorizada pelos censores da NASA), a percentagem era a seguinte:

 

Explicação p/brilho Ceres %
Gelo 29
Vulcão 9
Géiser 8
Sal 8
Rocha 6
Outra 40

 

É evidente que a maioria escolheria as hipóteses Gelo e Sal (pelos sua composição materiais reflectores), com uns minoritariamente a escolherem a opção Rocha (pela sua possível inclusão de minerais): num total de 43%. De acordo portanto com as directivas informativas e pedagógicas da NASA (ou seja seguindo o seu Manual de Instruções). Com as opções Vulcão e Géiser (apesar de credíveis mas sendo menos divulgadas) a serem menos consideradas (17%). E com o grande filão a ir para OUTRA (40%): surpresa ou mera confirmação (intencional)? Daí as múltiplas explicações para o aparecimento de luzes na superfície do planeta anão CERES (e ao contrário do que muitos afirmam não limitados a uma única cratera), desde as teorias emitidas por diversos astrónomos surpreendidos com o aparecimento deste fenómeno inesperado (e que procuram sempre uma explicação natural ou lógica) e acabando quase sempre em nada, até às teorias não menos credíveis invocando a presença de uma intervenção externa e obrigatoriamente artificial (ou seja não natural nem mesmo terrestre).

 

As luzes de CERES poderiam ter origem artificial, não terrestre e contando com intervenção alienígena. Se tal não fosse a opção correcta a única alternativa possível seria estarmos em presença de colónias em que o Homem seria pelo menos um dos elementos colonizadores (mesmo que em disputa activa com outros grupos), nesse caso visto como o intruso provocador da anomalia. CERES seria um corpo celeste habitado por seres vivos organizados, inteligentes e mais desenvolvidos tecnologicamente de que nós e as luzes que agora avistávamos uma das indicações da presença do equivalente às nossas cidades e de outros pólos civilizacionais. Por isso é muito natural que para além das luzes que todos nós vemos muitos já vejam também as próprias estruturas e edifícios que as mesmas iluminam, não tardando muito até que comecemos a ver os seus próprios habitantes: alguns até já vêm grandes naves espaciais na região, com alguns casos a serem comprovados por imagens registadas nas proximidades de Ceres (pela sonda DAWN) e pelas suas respectivas sombras (na superfície do planeta anão). E essa será a razão pela qual ao longo do tempo a opção OUTRO continuará a crescer inexoravelmente e com isso todos nós ficaremos contentes com a própria NASA incluída. Só falta mesmo OBAMA dizer YES THEY LIVE e o PÁPA reconhecer que JESUS provavelmente seria um deles.

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:51

05
Abr 15

 

Extraterrestres: Seres que tem a sua origem fora do planeta Terra.

 

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Sistema Solar
(NASA – ilustração)

 

Vivemos num mundo de múltiplos aviários dispersos em diferentes coordenadas (mas por aproximação e interacção confluentes no mesmo objectivo), onde os animais são criados e alimentados de modo a atingirem um determinado fim, a partir do qual e a qualquer momento poderão ser certificados e dispensados (libertados, mortos, seleccionados, transformados, etc): na linguagem intrusivamente inserida nessas cobaias e pelas mesmas interpretado como libertados, mas na verdade apenas dispensadas por quantidade excessiva e falta de qualidade.

 

Se em extensão o número de cobaias actualmente catalogadas se torna de manutenção impraticável (mesmo em tempo de guerra, 7 biliões é demais), em compreensão o acontecimento torna-se muito mais dramático (para esses biliões imperfeitos, não para os teóricos da perfeição).

 

A quantidade é o oposto da qualidade e a qualidade que hoje em dia o sistema transmite já não é a adequada nem sequer mesmo a aceitável: nos dias de hoje e daqui para o futuro o mundo assentará em meros mecanismos de mercado (no Objecto) e subverterá com o seu poder financeiro, manipulativo e abstracto transportado pelo dinheiro/moeda (ou seja restringindo o nosso acesso ao poder) o indivíduo (o Sujeito), despromovendo-o não só relativamente às Coisas mas colocando-o atrás (e bem lá atrás como hoje já se verifica com os instrumentos primitivas) da própria máquina – muito melhor do que o Homem pelo seus reduzidos custos de manutenção, por ser de fácil actualização e substituição e por nunca contestar directivas propostas mas apenas se limitando a aplicá-las.

 

Pelo menos para já!

 

Marte

 

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Marte ao meio-dia e ao fim do dia
(NASA – Mars Pathfinder)

 

Todos somos originários da mesma semente. O Sistema Solar é um organismo vivo. No início a célula formou-se, com o seu núcleo a ser envolvido por uma membrana de protecção. Defendia-se assim o centro e todo o Espaço envolvente. O conjunto desenvolveu-se, movimentou-se em múltiplos parâmetros, conjugou matéria e energia e no seu ponto intermédio deu origem à distribuição. Formou-se aí um grupo equilibrado por fechado ao mundo exterior. No equilíbrio do conjunto que constituía o primitivo Sistema Solar, o Sol era o centro umbilical duma limitada rede planetária, de ambientes semelhantes e proporcionadores da existência de vida. O Sol fornecia e a membrana proporcionava a partilha.

 

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Monte Sharp – Garden City
(NASA – Curiosity Rover)

 

Até que um dia a membrana se dissolveu, o organismo atingiu a maturidade e finalmente acabou por se expor. Junto ao Sol ficaram os mais novos, fugidos para mais longe os filhos mais velhos. E a abertura do conjunto à exposição do Universo por dissolução das suas fronteiras virtuais (por apenas se limitarem ao tempo), contribuiu para uma nova evolução desse mesmo conjunto e para a descaracterização do aparente modelo inicial (por estático). Com a interacção agora existente entre o Sol e a restante galáxia onde o mesmo estava instalado (a Via Láctea), todo o estado do sistema se alterou tornando-se agora extremamente dinâmico e claramente sequencial: com as etapas a decorrerem do seu exterior para o seu interior.

 

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Cratera Fram – Blueberries
(NASA – Opportunity Rover)

 

Os planetas exteriores por serem mais velhos e estarem colocados mais próximos das fronteiras do nosso Sistema foram os mais sacrificados. Hoje transformados em mundos quase esquecidos e gelados, com alguns deles a mostrarem uma grandeza aparentemente ofuscante mas apesar de tudo nada condizente com a sua história passada e contando ainda com uns quantos corpos celestes de pequenas dimensões, onde a água se terá refugiado e alguma forma de vida com ela sobrevivido. Sobraram na grande etapa os planetas interiores: Mercúrio, Vénus, Terra e Marte. O quinto antes de Júpiter fora destruído pelo grande cataclismo, dando origem a uns quantos corpos menores e à Cintura de Asteróides. Rodeados pela guardiã (Cinturão de Kuiper) e pela última fronteira (Nuvem de Oort).

 

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Thigh Bone on Mars or Just Another Rock
(NASA – Curiosity Rover)

 

O último ciclo iniciou-se em Marte. Mas o seu tempo estava desde logo contado: com o grande cataclismo que destruiu o quinto planeta (original), todo o espaço em seu redor seria violentamente afectado, tendo Marte como seu vizinho mais próximo sido de longe o mais brutalmente atingido (a todos os níveis fossem físicos ou químicos) e radicalmente modificado – com as acções vindas do exterior a reflectirem-se imediatamente nas condições geológicas e ambientais do planeta, encaminhando-o inexoravelmente para o seu fim. Perdeu a sua atmosfera original, perdeu as suas vastas extensões líquidas e no fim apenas ficou o deserto. Árido, sem vida aparente e viajando sem objectivos em torno do Sol. E aí a vida surgiu na Terra. Como se de uma sequência de sobrevivência se tratasse, com os planetas interiores a seguirem-se ordenadamente na criação de um ambiente sustentável e propiciador de vida e num trajecto bem claro de aproximação ao Sol. Como que afirmando que um dia, mais cedo ou mais tarde e se quiséssemos sobreviver, nos teríamos que encaminhar definitivamente para as estrelas e tal como os antigos aventureiros o desejaram e fizeram, descobrir outros mundos e aí se instalar.

 

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Vista panorâmica da região de Twin Peaks
(NASA – Mars Pathfinder)

 

Marte era o nosso passado e Vénus o nosso futuro. O que não excluía o planeta Marte de qualquer tipo de recuperação, nem que fosse estritamente de investigação e de aquisição de conhecimentos. Até porque em Marte todos os vestígios aí encontrados seriam os trilhos da nossa anterior passagem. E os trilhos reportam sempre à memória, à cultura e à nossa compreensão – do que somos e dos instrumentos de transformação. Como um pequeno organismo vivo pertencemos ao Sistema Solar e estamos integrados num conjunto mais vasto composto por muitos outros elementos que se reproduzem, evoluem, interagem e finalmente se completam (dando origem a outros). Essa interacção estende-se indefinidamente entre o mais pequeno e o maior organismo existente. O que implica que o próprio mega agrupamento onde estamos integrados (Via Láctea) mais cedo ou mais tarde terá que interagir fortemente com algum dos seus vizinhos, até para manter o seu movimento, as trocas de energia e matéria e a própria vida (seja ela o que for). Por acção e reacção dar-se-á um novo Evento (talvez com a galáxia de Andrómeda) e tudo se alterará: e como seres inteligentes deveremos ter a capacidade de assistir e subsistir.

 

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Planalto de Hebes Chasma
(ESA – Mars Express)

 

E tudo isto levando-nos ao que verdadeiramente nos trouxe aqui: a admiração de alguns pelo suceder de momentos inesperados e para já inexplicáveis do tipo déjà-vu: hoje deixamos de sugerir a possibilidade da existência de vida noutros corpos celestes, mas em sua substituição até já confirmamos a existência de largas extensões de água espalhadas pelo Sistema, de vida ainda que primitiva no solo ou em oceanos e até indícios ainda não claramente assumidas de vestígios arqueológicos. O Sistema Solar estende-se por 100000AU (100 mil vezes a distância entre o Sol e a Terra). Isso considerando os extremos localizados na Nuvem de Oort como a nossa última fronteira. Com o Cinturão de Kuiper muito mais próximo (50AU) e Júpiter quase que colado à Terra (5AU).

 

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Solo rochoso em Pahrump Hills
(NASA – Curiosity Rover)

 

“As massas nunca se revoltarão espontaneamente, e nunca se revoltarão apenas por serem oprimidas. Com efeito, se não se lhes permitir ter padrões de comparação nem ao menos se darão conta de que são oprimidas.” (George Orwell – kdfrases.com)

 

O Déjà-vu!

Primeiro a Terra era o centro do Universo. Vieram uns tipos do contra e lá teve a Igreja de intervir. O poder estava inquieto, a Religião estava em causa. Prometeram queimar Galileu, mas deixando-o morrer na penumbra, lá aceitaram o conhecimento. O Sol era o centro e o grande planeta que o orbitava era a Terra. O Universo éramos agora nós, o reino de Deus era a Terra, o Sol o anjo protector e o Universo tudo o que nos rodeava. Apenas se mudava o foco (a Terra) conservando-se o conteúdo (o Homem). Mas hoje já tudo mudou, mantendo o Homem o caminho previsto para a sua inevitável obliteração (perdão substituição).

Agora todo o Sistema Solar parece encharcado em Água. Marte pode ter tido oceanos, organismos vivos e sabe-se lá até civilizações. O Homem poderá ser o maior do seu Sistema, mas talvez nem mesmo um dos mais notados da sua galáxia. Talvez nem vivamos numa realidade verdadeiramente percepcionada, mas apenas rodeados por múltiplas projecções: o nosso órgão da visão não capta todo o Universo de sinais que nos atingem, pelo que mesmo ao nosso lado poderá estar um, ou então outro e eu. Deste mundo ou de outro qualquer.

Todas as nossas memórias têm sido constantemente reconstruídas. E acompanhada essa reconstrução pela utilização sistemática da nossa falsa cultura dita cada vez mais especializada (a nova forma de analfabetismo, pondo-nos exclusivamente a olhar para um ponto e ignorando todo o resto), a sensação de déjà-vu começa a tornar-se cada vez mais asfixiante e mesmo assim, em vez de tentarmos encontrar uma explicação compreensível e racional, recorremos mais uma vez à nossa conhecida garrafa de oxigénio (que até podia ser de vinho) festejando a nossa morte.

Viva la Muerte!

 

(imagens: NASA/ESA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:42

08
Nov 14

SKY surgiu na Noite vinda dos Céus
(e não foi só pelo sexo)

 

Apresentou-se em minha casa afirmando ser uma alienígena vinda do distante planeta Plutão (entretanto despromovido pelos terrestres), cuja nave tivera um acidente fatal com o seu motor de inversão, o qual teria acabado por explodir quando já se encontrava no interior da nossa atmosfera, levando desse modo ao seu inevitável despenhamento. Uma ocorrência inesperada.

 

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Tinha caído em pleno oceano a cerca de 3km da costa de Albufeira. Segundo ela ninguém se tinha apercebido do acontecimento e a sua nave acabara por se afundar, encontrando-se neste momento bem no fundo do mar. Com a ajuda de umas luzes (barcos, faróis) que conseguia ver ao longe, pôs-se a caminho delas, atingindo a costa horas depois.

 

De seguida atravessou todo o areal, deslocando-se de imediato para a primeira zona habitacional que encontrou: à esquerda encontrou um grande bloco (de apartamentos) alto, extenso e monolítico, fazendo parecer uma muralha; à sua direita terrenos vedados e plantados (relvado, árvores), com habitações no seu interior e parecendo muito mais acolhedores. Logicamente escolheu a sua direita.

 

Deparou-se com seis espaços muito semelhantes e numerados de 1 a 6. Sem hesitar escolheu o último desses espaços (para dispor de algum tempo para pensar) e enquanto se aproximava dele viu um vulto enorme a sair do número três: era um indivíduo do sexo masculino, louro, forte, musculado e de olhos azuis, que quase a fez mudar de ideias. Olhou-a, apreciou-a de cima a baixo, assobiou e lá seguiu o seu caminho.

 

Chegada à porta tocou à campainha. E ao abrir a porta vi-me perante uma mulher jovem e esbelta, apresentando sobre o seu corpo uma simples camisa de noite e com os seus poderosos seios tentando expor-se sofregamente ao mundo. Mas simultaneamente parecendo perdida neste espaço para ela (talvez) desconhecido e transmitindo ainda para o exterior alguma ingenuidade.

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Nada disse enquanto transpunha a porta e se ia sentar no sofá. Sem saber o que fazer fechei a porta, dirigi-me para ela e apresentei-me. Não percebi o que disse, que língua utilizava ou se a mesma existiria. E aí ela fixou o seu olhar sobre o meu e nunca mais o largou. Enquanto me olhava ia esfregando lenta e suavemente a sua perna esquerda, subindo ligeiramente a camisa suportada pelo seu corpo e que progressiva e deliberadamente ia escorregando pelos seus ombros.

 

O seu corpo transpirava de evidente desejo e expondo-se ao exterior convidava à intrusão. Ela sabia muito bem o que me estava a provocar e assim, enquanto o seu corpo parecia vibrar ininterruptamente enviando ondas de timbre profundamente sexual ao meu encontro, o meu membro começava irreversivelmente a manifestar-se. E ela apercebia-se disso, estática, provocativa.

 

É fácil de adivinhar o que aconteceu: agarrei-a, despi-a e logo à primeira penetrei-a. Ficamos assim tempos indeterminados, com a sua vagina a chupar-me sofregamente o meu pénis até o mesmo atingir a sua maior erecção e explodir num orgasmo absoluto, a alta pressão, quente e quase me fazendo cair de prazer. Adormecemos e voltamos a repetir vezes sem conta (talvez sempre a mesma mas diluída no espaço).

 

Ainda de madrugada a mulher levantou-se, vestiu-se, ainda agradeceu e sem mais explicação saiu e desapareceu na noite. Deixei-me ficar deitado na cama a olhar, sem compreender muito bem o que se tinha na realidade passado naquelas últimas horas. E ao virar a minha cabeça em direcção ao lado da mesinha de cabeceira vi o bilhete. Dizia apenas: “teste de impregnação positivo”.

 

(imagens – boytoydolls.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:41

07
Jun 12

Mercúrio, Vénus e o Sol

 

Eram nove e meia da manhã de um dia lindo de sábado, estava eu em Albufeira ainda no quentinho da cama e o Sol já estava escondido no céu, pronto para ser observado. Por isso – e com outros a usufruírem os seus raios quentinhos, bem esticadinhos na praia ou boiando nas águas salgadas do mar – conseguimos olhar para ele.

 

SOHO – NASA

 

Enquanto o planeta Mercúrio se “afasta” do Sol deslocando-se para a esquerda, o planeta Vénus continua na sua trajetória de “aproximação” ao Sol deslocando-se para a direita.

Faltam poucos dias para podermos ver da Terra o trânsito do planeta Vénus, passando diante da nossa estrela o Sol. O que acontecerá de novo – para nós terrestres – no próximo século: é só esperar.

 

(o trânsito de Vénus deu-se entre 5 e 6 de Junho)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:58

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