Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

22
Ago 19

[Minimalistas para Uns, Maximalistas para Outros, ou seja, Intolerantes, Extremistas.]

 

Numa Verdadeira Saga Minimalista

(naturalmente aplicada aos mais fortes)

Governo decreta serviços mínimos para a greve da RYANAIR

(e sem se dignar responder podendo escorregar na Banana,

secretamente e mesmo parecendo “aérea” a companhia inglesa agradece)

 

Robbing_the_poor_800_666.jpg

 

E depois de há cerca de um ano a Assembleia da República ter votado (e Aprovado) com o apoio do PS uma resolução pedindo ao Governo que fizesse todos os esforços para que a RYANAIR respeitasse a legislação portuguesa do trabalho (e desse modo os trabalhadores e PORTUGAL), eis que o Governo mesmo “tendo recebido uma mão cheia de nada” da companhia aérea (e Privada) inglesa − e aí se vendo o respeito tido pela RYANAUR para com o GOVERNO de PORTUGAL – se antecipa de uma forma aparentemente feroz (“querendo comê-los” como pretendia fazer com os MOTORISTAS) e infelizmente nada surpreendente (“ou não viessem aí as eleições e cada tomada de posição autoritária não desse votos”) na tomada de posição contra os TRABALHADORES PORTUGUESES − aqueles mesmos cidadãos que os políticos dizem sempre desejar representar e defender (como serviço público e patrioticamente) e não apenas como se constata fazendo-o com os Patrões (e até com outros periféricos associados, muitos deles ainda-por-cima subsídio-dependentes do Estado): mesmo com a RYANAIR a não cumprir (e que se saiba para poder usufruir de algo mais, nem sequer prestando Serviço Público) gozando o país e os seus trabalhadores, por um lado deixando “ir em Paz a Ryanair” e pelo outro “punindo”, impondo serviços mínimos aos trabalhadores (grevistas). Pensando António Costa e o seu partido o PS (agora o partido do Governo e com postura Estatal) que mantendo o procedimento tido nas Eleições Europeias − insistindo na mesma estratégia (antes com Professores, agora com Motoristas) e sendo nós umas bestas (uns verdadeiros Animais-de-Carga) − certamente que vencendo antes, agora arriscando-se ao mesmo: e talvez mesmo com o Bônus (tão típico das Ditaduras) da Maioria Absoluta (tendo no Antigo Regime a experiência SALAZAR e no Novo Regime a experiência CAVACO − para já não falar dos Monstros, dos Monstrinhos e dos Monstrengos).

 

(imagem: Matt Mahurin/reuters.com [blog]/canadiandimension.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:13

14
Mar 18

Espetando agulhas num boneco representando o patrão, com os trabalhadores da empresa a melhorarem a produção.

 

“Sticking Pins in Boss Voodoo Dolls Can Improve the Workplace”

(mysteriousuniverse.org)

 

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As Voodoo Dolls

 

Quando uma notícia para os nossos padrões (Europeus e Ocidentais) Extraordinária (ainda-por-cima de natureza Ordinária) nos atinge os neurónios com os mesmos (no Homem) esmagadoramente inativos (com o Homem possuindo uns 80 milhões ao nascer e menos 30% perto do fim da sua presença material) ‒ e com um dos Mitos Urbanos a apontar para a utilização do Cérebro apenas em 10% da sua capacidade total ‒ é comum que nos sintamos surpreendidos e simultaneamente ultrajados: surpreendidos pela nossa capacidade mental (dita como) desperdiçada ‒ quando para mantermos o nosso cérebro a funcionar normalmente precisamos de 20% do oxigénio total que inspiramos ‒ e ultrajados pelos protagonistas e pelo objetivo do tema em análise (neste caso as relações de trabalho envolvendo patrões e empregados, vistos sob um prisma inovador e alternativo e recorrendo ao Mundo Espiritual e subjetivo da Magia & Feitiçaria) mantendo sempre a rigidez (de interpretação e aplicação) e a fossilização hierárquica (ao contrário do ocorrido no processo Evolutivo, com os dinossauros a eternizarem-se). E talvez dizendo (por vezes e como mera ação/reação inata, essencialmente de proteção) alguns disparates.

 

“Voodoo doll: a doll made to resemble a person in order to cast spells on them or to harm them by harming the doll.”

(mysteriousuniverse.org)

 

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Espetar o Patrão/Melhorar a Produção

 

Desde muito pequenino (e ao longo de todo o meu percurso obrigatório de desenvolvimento e de formação) sendo submetido a um bombardeamento psicológico intenso (por parte do Estado, da Igreja e da Iniciativa Privada) de modo a assegurar o meu estatuto de normalidade e o respetivo e necessário comprovativo de sobrevivência (o tal Certificado dando no Passado Antigo autorização de Porte de Arma, dando no Passado Moderno autorização de Posse de Canudo e dando já no Passado como o será no Futuro uma autorização de Porte Misto),

Uma das Marcas que mais influenciaram a minha geração (e muitas outras desde o final da II Guerra Mundial, atingindo o seu Apogeu e Explosão Mediática, bem visível e notória nos inesquecíveis anos 60) e que acabaram definitivamente por definir o Mundo ‒

 

Com o mesmo Mundo (agora para melhor implantação e manipulação de ideias e de fatos, em regime estrito de conformismo e de apatia dito Global ‒ veja-se o caso das FAKE NEWS sempre presentes mas só agora nos apercebendo delas) a adotá-lo, envolvendo-se profundamente nele, integrando-se e desaparecendo no seu interior (no fundo e no final com o Sujeito a transformar-se num subproduto do Objeto)

 

‒ Foi a Marca EUA.

 

“We wanted to see, rather than actually retaliating against the abusive boss, whether mistreated employees could benefit from harmless acts of symbolic retaliation.”

(mysteriousuniverse.org)

 

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Retaliação Virtual como outra forma de Intoxicação Real

 

Com se tudo aquilo que desde o minimamente significativo até ao mais extremamente relevante partilhasse integralmente (neste Ecossistema único e em transformação) e connosco o nosso Destino (desse Mundo/Espaço/Tempo de então e ainda de hoje da Criação e Desenvolvimento Humano), só pudesse ter origem do outro lado do oceano (a muralha do Atlântico), num Mundo Novo (e pronto a ser colonizado adaptando aos mesmos os indígenas/ou eliminando-os), sem limites físicos ou morais no Horizonte (Lei da Sobrevivência do mais forte/ou do protegido), pronto para satisfazer o sonho de qualquer um (bom ou mau pertencendo ao rebanho de Deus), sempre com a presença do Amigo (o Amigo Americano) mas sobretudo (pois o Mundo não é só Dor mas também Prazer), com o seu Espetáculo Circense sempre montado e (mesmo que de uma forma incorreta provocando doença e morte mas tornadas pouco importantes por banalização do ato) em ação contínua (infelizmente causando dor e consequências como numa articulação calcificada), de modo a entreter as massas fazendo-as esquecer a Realidade: algo apesar de tudo muito fácil de entender (interiorizar e replicar) ou não fossem os EUA a Maior Potência BANG-BANG Global (até ao fim do século XX partilhando o farnel com a URSS, depois da queda desta sendo por autonomeação/sugestão o nosso único Tutor e Polícia), encontrando-se os seus produtos (Armas & Dólares) em qualquer canto ou mesmo buraco (fossa mais recônditas) da Terra (de modo a manter o mais possível o seu Império evitando os Romanos) e adicionalmente lançando os foguetes e fazendo a festa (a deles para eles a nossa para nós) e no fundo consagrando a afirmação Todos Diferentes Todos Iguais (faltando dizer-nos quais os Iguais e quais os Diferentes ‒ como se coexistissem em todos os universos e parâmetros ‒ num Mundo de Caos e de Ordem e de circulação entre ambos).

 

“We found a simple and harmless symbolic act of retaliation can make people feel like they’re getting even and restoring their sense of fairness.”

(mysteriousuniverse.org)

 

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Retaliação de vítimas não tendo acesso aos seus predadores

 

E tudo isto provocado apenas por uma notícia juntando VOODOO, Empregados e Patrões (e levando-nos superiormente e como não poderia deixar de ser ‒ dada a instituição em causa ‒ até às condições de trabalho e relação Patrão/empregado) aparecendo como já é natural e muito comum (mesmo que com este estudo a contribuição para o tema em questão seja nula) num estudo realizado numa Universidade Norte-Americana e envolvendo Magias & Feitiçarias: Sticking Pins in Boss Voodoo Dolls Can Improve the Workplace” (Paul Seaburn/Mysterious Universe). Tendo como conclusão a tirar (inovadora no estilo) de mais este ensaio académico transformado num estudo (Righting a wrong: Retaliation on a voodoo doll symbolizing an abusive supervisor restores justice) e posteriormente editado numa publicação da especialidade (The Leadership Quarterly), que um patrão pretendendo aumentar a produção dos seus trabalhadores de modo a melhorar significativamente os seus lucros, em vez de os submeter desde logo à Realidade brutal do seu (miserável) quotidiano (redução de horário, despedimentos, etc.), poderá em sua substituição e pelo menos temporariamente (o que é temporário hoje poderá vir a ser definitivo amanhã) substituir essa intervenção por uma projeção Virtual para os trabalhadoras mais pacífica e acima-de-tudo reconfortante. E convidando à posterior acomodação e indiferença, numa espécie de resposta, tipo Retaliação (mas Simbólica).

 

(texto: a partir de dados de Paul Seaburn/Mysterious Universe ‒ imagens: mysteriousuniverse.org/telegraph.co.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:58

20
Set 12

Texto Inicial

                     

A escritora Maria Teresa Horta, distinguida com o Prémio D. Dinis pelo romance “As Luzes de Leonor”, disse esta terça-feira à Lusa que não o aceita receber das mãos do primeiro-ministro, conforme o previsto.

 

Maria Teresa Horta

 

“Na realidade eu não poderia, com coerência, ficar bem comigo mesma, receber um prémio literário que me honra tanto … das mãos de uma pessoa que está empenhada em destruir o nosso país”.

“O primeiro-ministro está determinado a destruir tudo aquilo que conquistámos com o 25 de Abril [de 1974] e as grandes vítimas têm sido até agora os trabalhadores, os assalariados, a juventude que ele manda emigrar calmamente, como se isso fosse natural”.

“O país está a entrar em níveis de pobreza quase idênticos aos das décadas de 1940 e 1950 e, na realidade, é ele [Passos Coelho], e o seu Governo, os grandes mentores e executores de tudo isto”.

 

Nota Final

 

Se analisarmos alguns dos comentários dos leitores a esta atitude da escritora – têm que se convencer de uma vez por todas, que todos somos livres – é triste verificar que os portugueses continuam a querer vingar-se nos outros de tudo aquilo que o Estado lhes faz, escondendo cobardemente os predadores – a ver se eles não reparam nele – mesmo que estes estejam dispostos a destruir tudo o que foi construído com enorme esforço e sacrifício pelos nossos antepassados: só sabem dizer mal de quem tem um emprego – mesmo mal pago ou com salários em atraso – e alguns trocados para gastar, como se a culpa fosse nossa e não de quem votou sem pensar – mas com toda a certeza – nos políticos do costume.

Nunca esquecendo a presença constante de um machismo medíocre, latino, racista e persistente de todos os homens deste país – e recordando no entanto e com tristeza o caso das mulheres-homens, que por imitação do macho dominante e protetor deixaram de o ser, ocupando o seu lugar de chefia na retaguarda de outro homem-macho.

 

(texto inicial e imagem – Público)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:59

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