Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

14
Ago 17

Mesmo não se observando na Lua e em Marte vestígios evidentes da existência de água à sua superfície (em quantidade relevante como na Terra com os seus rios e oceanos), nada impede que estes dois corpos celestes não possam conter água (em depósitos subterrâneos), podendo representar para o Espaço o papel aqui reservado (na Terra) aos oásis nos Desertos ‒ um ponto intermédio de apoio (se quisermos sobreviver), à nossa obrigatória partida e Conquista do Universo. Depois destes, talvez mais longe e só mais tarde Trappist-1.

 

Habituados a procurar a grandes distâncias aquilo que poderemos encontrar perto de nós (como a água) e perdidas quase todas as esperanças de descobrir indícios de Vida (por mais primitivos que sejam) no nosso Sistema Planetário, mais uma vez (e tal como “um ferreiro usando um espeto de pau”) viramo-nos para o incessível e pomo-nos a sonhar: com um sistema rodeando uma estrela, com vários planetas orbitando a mesma, com condições favoráveis à existência de água e talvez mesmo com condições necessárias para a existência de vida (orgânica).

 

PIA21751.jpg

 

Sistema Planetário Trappist-1

(com a estrela rodeada por sete planetas)

 

Nesse sentido se encontrando a estrela Trappist-1 (observada inicialmente no final do século XX), identificada mais tarde como uma anã-vermelha e com sete planetas identificados até ao ano de 2017: conjuntamente formando um sistema planetário (Trappist-1) constituída por uma estrela (de tipo espectral M8V) rodeada por sete planetas (todos eles podendo conter água) e com todos eles orbitando a estrela (de referência) a uma distância menor que a distância Mercúrio/Sol (quase 58 milhões de Km) ‒ com a distância entre dois desses planetas a andar pelos 600.000Km (pouco mais que 1,5 X distância Terra/Lua).

 

1024px-Comparison_between_the_Sun_and_the_ultracoo

 

Tamanho comparativo do Sol e de Trappist-1

(a segunda estrela com pouco mais de 10% do diâmetro do Sol)

 

Um Sistema Planetário edificado em torno de uma estrela com cerca de 500 milhões de anos (e com um tempo de vida muito maior que a do Sol) e localizado a cerca de 40 anos-luz do nosso Sistema (o Sistema Solar) ‒ qualquer coisa como 380 biliões de Km: observado na constelação de Aquários e com todos os seus sete planetas sensivelmente do mesmo tamanho que o apresentado pela Terra (e com os cientistas denominando-os terrestres, talvez pelas condições e por algumas semelhanças ‒ como ambientais ‒ com o nosso planeta).

 

PIA21422_-_TRAPPIST-1_Planet_Lineup,_Figure_1.jpg

 

A estrela e os sete planetas integrando o Sistema Trappist-1

(com os planetas f, g e h situados na zona habitável)

 

Projetando à nossa imagem um Outro Mundo (que não o nosso mas parecido) situando-se a 40 anos de distância do Sistema Solar viajando à velocidade da luz ‒ e tomando como referência a velocidade da sonda Juno (v = 40km/s), transformando-se numa eternidade medida em muitos milhares de anos. Rodeando uma estrela-anã extremamente fria e com 7 planetas à sua volta, comportando-se face à sua estrela como a Lua face à Terra e assim numa das suas faces sendo sempre de dia e na outra pelo contrário sendo sempre de noite: senão numa ou na outra (face) podendo existir zonas fronteiriças (com condições intermédias e suportáveis) compatíveis com Vida (especialmente nos planetas mais distantes da estrela Trappist-1).

 

“Researchers say in a new study that the TRAPPIST-1 star is quite old: between 5.4 and 9.8 billion years. This is up to twice as old as our own solar system, which formed some 4.5 billion years ago.” (nasa.gov)

 

(imagens: nasa.gov/wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:01

13
Mar 17

Mãe compra-me um Lego mas que seja da NASA.

E já que lá vais um rolo de papel de parede.

(sem gozo e dito por um jovem cientista)

 

Quando o negócio está parado uma das soluções para o manter vivo – tentando que amanhã alguém, ainda o possa ressuscitar – é fazer referência e constante publicidade ao produto. Não sendo pois de admirar que à falta de melhor (e para nos ir entretendo), a NASA por um lado proponha a ideia do cidadão-cientista e o proponha para papel de parede (PIA 21385 – Jupiter Wallpaper – photojournal.jpl.nasa.gov), enquanto por outro lado e sempre com a mesma ideia nos ponha a ver quadrados cintilando num ecrã como num jogo de computador – podendo-se passar à prática com simples peças de Lego.

 

primeiras-imagens-trappist-768x512.jpeg

O Sistema Trappist-1 como visto pela NASA

Numa viagem de cerca de 370.000.000.000.000Km

Uma imagem é o reflexo de um objeto (uma estrutura)

E não um compromisso (de construção) com alguns dos (seus) dados recebidos

 

Com a Humanidade presa à possibilidade de existir no Universo Infinito que nos envolve algo de vivo e no mínimo de semelhante ao Homem (nem que seja em último caso algum tipo de organismo demonstrando alguma iniciativa ou movimento), é natural que perante as notícias sucessivas que nos vão chegando sobre a descoberta de outros planetas localizadas em regiões habitáveis rodeando uma determinada estrela, nos acabemos por convencer que tal facto ocorreu mesmo (a descoberta de outros planetas como a Terra) e desse modo que qualquer imagem que nos seja proporcionada e dado ao nosso prazer e usufruto (mesmo que nos faça lembrar uma simples construção infantil) só possa ser mesmo realidade.

 

E assim juntando-nos ao coro daqueles indiferentes que apesar de não verem acreditam no que os outros dizem ver (uns 7 biliões), somos agora esmagados com as primeiras imagens (reais) vindas de um desses mundos potencialmente semelhantes ao nosso (ainda-por-cima certificados pela NASA), numa montagem animada baseada em dados reais recolhidos a partir do sistema planetário Trappist-1 (utilizando o telescópio Kepler) tendo como objetivo mostrar-nos a região ocupada pela estre-anã centro desse Sistema: não nos mostrando especificamente nenhum desses planetas (tal é impossível de se concretizar pelo menos para já e unicamente com o instrumento ótico utilizado), mas por outro lado deixando a nossa imaginação funcionar face às manchas apresentadas (com a sua óbvia mensagem subliminar – existem mais como nós), construindo-se a partir daí uma realidade (organizada e até geométrica) mesmo que parecendo um Lego.

 

(imagem: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:53

26
Fev 17

KTBQ THE-45

 

30548ccd4110be9d9cf24c410cdc2d71.jpg

Donald Trump

The Fucking Rep-Beast

 

NASA finds Earth-hab planets round Trappist-1 star.

Trump announces wall to keep aliens out.

(@PeterJStockwell)

 

Num momento da História da Terra em que tendo sido eleito um novo líder para comandar a maior potência militar a nível Global (o recentemente eleito 45ºPresiodente dos EUA, por sinal veementemente contestado por todos os seus opositores, por alguma parte dos seus apoiantes e pela maioria dos eleitores norte-americanos), os cientistas de uma organização governamental norte-americana (tendo já demonstrado muitas reticências sobre a política do novo Presidente em assuntos como o do investimento no Programa de Exploração Espacial e nas questões relacionadas com o Aquecimento Global – e assim colocando-se do lado da oposição) acabam eventualmente de descobrir um novo e potencial Sistema Solar (por algumas semelhanças e pelo que elas poderão significar). Através da utilização do telescópio Spitzer colocado em órbita da Terra a quase 570Km de distância, detetando a presença de radiações infravermelhas emitidas por corpos celestes localizados a enormes distâncias em zonas bastante longínquas do nosso Universo (algo impossível de ser feito à superfície da Terra devido à interferência da nossa atmosfera). O sistema Trappist-1 integrando no seu centro uma única estrela (estrela-anã) e com 7 planetas girando à sua volta provavelmente rochosos e podendo conter água: e com pelo menos três deles podendo integrar a zona habitável.

 

ssc2017-01d_Inline.jpg

TRAPPIST-1 system

Our Salvation and Destiny

 

Trump signs Executive Order banning aliens from these 7 planets from entering US:

TRAPPIST-1b - 1h.

(@rickkemp202)

 

Já que a campanha de assassinato político (iniciada antes mesmo de o candidato ser considerado como tal e prosseguindo ativa e ininterruptamente ainda hoje) parece declaradamente não querer produzir frutos (mais de 3 meses depois deste já ter sido eleito e tendo já sido nomeado para o cargo em causa), num ato de puro desespero, de brutal hipocrisia e como que num insulto e ato de desprezo para com todos os nossos sonhos destruídos por uma esperança prometida mas infelizmente sempre adiada (e no qual os nossos líderes políticos tiveram um papel fundamental de manipulação, desmobilização e manutenção do status quo) – e recorrendo ainda-por-cima ao nosso espirito de criança aventureira (vista como uma entidade misteriosa sempre pronta a correr todos os riscos e a enfrentar o desconhecido só para alcançar o impossível) – os estrategas deste tipo de Eventos nunca vistos antes por estes lados, parecem não querer desistir nem largar as suas armas insistindo no desaparecimento e na eliminação do adversário: nem que para tal tenham que arrolar ao seu contingente, bruxas, feiticeiros, mágicos e outros espíritos poderosos (se necessário executando rituais e invocando-os) combatendo o Maldito – isto se quiserem ficar por este planeta; ou em alternativa partindo para um Outro Mundo onde a Besta 666 não os possa alcançar – e já com um Sistema Planetário em vista. Pelos vistos abandonando de vez a preferência inicial de uma considerável percentagem de cidadãos, optando por ser atingido por um asteroide a ter este Presidente (ou o outro certamente, com o asteroide atingindo ambos e todos os restantes); e com outros mais comedidos e dando valor à vida (à sua vidinha) a anunciarem ainda a sua preferência por Marte – talvez porque lá chegados a morte se daria em segundos (não sendo tão longa e sofrida, como com este Presidente controlando o planeta Terra).

 

1_main_pia21423-png.jpg

A Trappist-1 planet

Dreaming with is Surface

 

It might take us 400,000 years to get to TRAPPIST-1

But girls we have to get off this shit show before Trump kills us all.

(@WholeGlassOfB)

 

De acordo com um dos órgãos de Comunicação Social Norte-Americana declaradamente apoiando os Democratas e do qual o The Huffington Post (integrando as Fake News) é um exemplo típico e dos mais flagrantes (nunca largando a sua presa como um cão agarrado a um osso e escolhendo como seu objetivo prioritário a destruição e abate daquele que inesperada e inopinadamente derrotou a sua candidata, há muito considerada como a Vencedora) e abandonadas definitivamente por extremamente perigosas as alternativas Asteroide e Marte, eis que agora o mesmo jornal (online) apoiando-se numa sondagem levada a cabo pela SurveyMonkey (empresa de pesquisas online) nos vem comunicar que 1/3 dos cidadãos residentes nos EUA estariam dispostos a abandonar o nosso planeta e a partirem (temporariamente, numa de tranquilidade e sem Trump) para um outro. Aproveitando a última descoberta anunciada pela NASA de um Sistema Planetário localizado a mais de 370 triliões de Km da Terra (viajando à velocidade da luz de 300000Km/s só demorando 39 anos a lá chegar) e com fortes possibilidades de possuir um mundo habitável para os seres humanos: mesmo com a loucura não tendo limites nem se sabendo como lá chegar (à Loucura e ao Sistema), sendo já uma das hipóteses implantadas na nossa mente (subliminarmente) condicionada por um cérebro perdido, muitas vezes dispensado e em claro (e deliberado) subaproveitamento (e decadência). Um Sistema denominado TRAPPIST-1, integrando vários planetas e com os cientistas a associarem-no (comparando-o, procurando semelhanças) ao nosso Sistema Solar. Segundo o The Huffington Post (lançando o isco) com sete planetas orbitando uma “super-legal” estrela-anã localizada na constelação Aquário e com três deles movimentando-se numa área em redor dessa estela provavelmente habitável e podendo conter água (e talvez mesmo Vida tal como sucede na Terra): segundo o jornal fazendo com que de imediato centenas de pessoas se propusessem para fazer a Viagem ou então (e depois de constarem o perigo que seria abandonar a sua zona de conforto) que o outro se oferece-se para ir na vez deles.

 

p1110460.jpg

SETI – Allen Telescope Array

Searching for Aliens in Hat Creek

 

Já hoje dia 25 de Fevereiro com o site norte-americano Universe Today (universetoday.com) ligado à divulgação científica e tecnológica nas áreas da exploração do Espaço e da Astronomia (e referindo-se ao agora tão falado sistema Trappist-1), a atribuir à organização SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) utilizando o radiotelescópio de Arecibo (Porto Rico) e os telescópios Allen (Califórnia), a primeira tentativa efetiva de observar o longínquo Sistema localizado a quase de 40 anos-luz de distância da Terra:

 

SETI Has Already Tried Listening to TRAPPIST-1 for Aliens

(Matt Williams – Universe Today)

 

“…And now it seems that there is more news to be had from this star system. As it turns out, the Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI) Institute was already monitoring this system with their Allen Telescope Array (ATA), looking for signs of life even before the multi-planet system was announced…And while the survey did not detect any telltale signs of radio traffic, further surveys are expected. Given its proximity to our own Solar System, and the fact that this system contains seven planets that are similar in size and mass to Earth, it is both tempting and plausible to think that life could be flourishing in the TRAPPIST-1 system. So far, nothing has been picked up from this crowded system…But the SETI Institute is not finished and future surveys are already in the works. If there is a thriving, technologically-advanced civilization in this system (and they know their way around a radio antenna), surely there will be signs soon enough…”

 

(texto/itálico: dailydot.com – ilustrações/imagem: dailydot.com e nasa.gov/worldpress.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:48

Outubro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9

16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO