Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

17
Mar 19

Tubarão-Frade e Baleia-Anã

Avistados perto da costa da região do Algarve

 

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Tubarão-Frade

 

Uma boa notícia para o meio ambiente (Ecossistema) que no presente parece caraterizar o território marítimo do sul de Portugal, num momento da História do Algarve em que tendo como motor (Protagonista) do seu desenvolvimento económico o Turismo (e logicamente o Imobiliário), a mesma região ainda não se librou definitivamente do maior perigo para o seu desenvolvimento futuro (como destino turístico europeu e mundial que ainda é): numa luta tendo como um dos seus principais ativistas o anterior presidente da Câmara de Albufeira (Carlos Eduardo da Silva e Sousa 2013/18) tentando impedir o início das perfurações – em busca de Petróleo −ao longo da costa sul do nosso país nele incluindo o Algarve. Colocando desde logo em causa um projeto (Cultural e de preservação da nossa Memória) deveras importante até para o desenvolvimento e enriquecimento do Turismo na região, como o é o da candidatura de três localidades do barlavento algarvio (Sagres, Lagos e Silves) a Património Imaterial da UNESCO: ou não tivessem essas perfurações/explorações consequências bem nefastas (em todo o Ecossistema marítimo e terrestre envolvente), podendo-se traduzir a breve prazo num aumento da poluição marítima (lá se vai o mar, lá se vai a praia) e na transformação de todo o território terrestre numa verdadeira Muralha-Estaleiro (reconvertida a apoio da Industria Petrolífera).

 

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Baleia-Anã

 

Região do Algarve caraterizada pelo seu tempo mediterrânico (com tempo geralmente ameno − e suportável − do Inverno ao Verão), pelo seu interior maioritariamente agrícola (abastecendo de produtos típicos regionais o mercado turístico rodeando o Mar e a Praia) – com produção de laranjas, de amêndoas, de figos, de vinho, de medronho, etc. e pelo seu litoral (rico em peixe do melhor, especialidade gastronómica de região dando origem a cataplanas, feijoada de buzinas e claro a sardinha assada ) completamente entregue à Indústria do Turismo (de Sagres ao Guadiana), disponibilizando-nos uma paisagem e um ambiente (envolvente) de duas faces, com os antigos agora mais sedentários (e ultrapassados) habitando a serra e os novos-nómadas (oriundos das mais variadas origens e nível social) movimentando-se (para os da serra e do campo erraticamente) pela costa. Mas que mantendo a sua vitalidade e crença no presente (e no futuro deste povo já de muitas origens) ainda nos premeia e dá a usufruir de espetáculos como aqueles fornecidos por Tubarões e Baleias: com um Tubarão-Frade (de 7 metros) a ser avistado perto da Ilha do Farol em Faro e com uma Baleia-Anã (de 7/8 metros) a ser avistada perto do Carvoeiro no concelho de Lagos. Algo normal de se ver nestas águas (ou não fosse o Cabo de S. Vicente um marco de comunicação marítima importantíssimo entre o Atlântico norte e sul e o Mediterrâneo) localizadas na ponta sul e mais ocidental do continente europeu, dando-nos a observar duas das maiores e mais fantásticas (e belas) espécies marinhas e assim (como contraponto) alentando-nos mais um pouco face à cada vez maior escassez (em quantidade e qualidade) da Sardinha (pequenina e gostosa) do Algarve: assada na grelha e a nível de peixe uma das Maravilhas Gastronómicas do Algarve.

 

(imagens: Kike Calvo/AP Photo/sputniknews.com e Greg Skomal/NOAA/wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:06

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