Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

07
Ago 18

“Olhando para o Céu Noturno que (por qualquer razão ainda por nós desconhecida) se abate sobre nós, poderemos estar a olhar (sem o saber mas sentindo-a) para a verdadeira Máquina do Tempo (de H. G. Wells e ansiada por todos nós) encarnando um Universo Vivo (de Jimmy Guieu e do seu livro L’ Univers Vivant – publicado em Portugal na extraordinária, já lendária e de culto, coleção ARGONAUTA/Livros do Brasil).”

 

PIA22564.jpg

Thin, red veins of energized gas

Mark the location of one of the larger supernova remnants

In the Milky Way galaxy in this image from NASA's Spitzer Space Telescope

(spitzer.caltech.edu)

 

Como a partir de uma simples observação do Céu Noturno (algo que o Homem já faz há milhares de anos inicialmente utilizando o dispositivo ótico básico – um dos seus órgãos dos sentidos, a Visão) – a partir da superfície terrestre – se consegue projetar através de uma associação de cores (olhando a tonalidade, sabendo o que significa/representa) – ou seja traduziro que na realidade se passa e/ou se passou naquela secção do Universo, visto como um Organismo Vivo.

 

Nesta imagem (PIA 22564 – Spitzer Spies Supernova Remnant HBH 3) da responsabilidade do Telescópio Espacial Spitzer (dirigido pelo JPL/NASA e utilizando infravermelhos) e utilizando o instrumento ótico IRAC (a câmara fotográfica), podendo-se ainda ver as cicatrizes deixada por uma SUPERNOVA (uma estrela que explodiu), neste caso (entre outras informações) a sua anterior localização: com finos veios de gaz de cor avermelhada e com intensa capacidade energética, a destacarem-se no registo fotográfico (PIA 22564) indicando o que sobrou da explosão de uma Supernova – como se algo se tivesse passado (integrando nela e para nosso aparente conforto a dupla Espaço/Tempo) num Organismo Vivo (como se fosse o nosso Corpo Humano) deixando no local sinais da sua existência e posterior transformação (Evolução). Ou seja um Testemunho.

 

E com as secções do Espaço definidas a branco indicando três zonas de formação de novas estrelas (a azul com comprimentos de onda de 3,6 micros a vermelho com 4,6). Aqui com o que sobrou da estrela que se desintegrou – a SUPERNOVA HBH3 com 150 anos-luz de diâmetro e provavelmente uma das maiores conhecidas (tendo explodido entre um mínimo de 80.000 anos até um máximo de 1 milhão de anos no passado) – a referir-se a um diâmetro comparável (sendo a de HBH3 de 150 anos-luz) a 1/666 do diâmetro da Via Láctea (e por outro lado a mais de 150X o diâmetro do Sistema Solar incluindo todos os cometas); num registo de Março de 2010 agora sendo editado (pelo JPL/NASA), quando dentro de cerca de três semanas o Telescópio Espacial SPITZER comemora o seu 15º Aniversário (em 25 de Agosto).

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:40

19
Abr 18

[Um excerto (apresentando-o e propondo a sua leitura) de um artigo científico muito interessante, para quem ainda tenta obter (descobrir e não replicar) – tantos são os trilhos expostos mas ainda não interiorizados – umas pistas sobre o Espaço/Tempo onde coexistimos.]

 

The denser is the core of a galaxy, the stronger its magnetic field, the faster its rotation, the longer its spiral arms and the higher is the energy value and velocity of particles emitted from its core and also from its spiral arms

(Jamal Shrair)

 

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Buraco-Negro Supermaciço

Our star is rotating on a helical orbit while spiraling up and down

(spiral oscillation)

 

“The true motion of the Sun in the galaxy is not a circular motion, but exactly like the motion of an electron in the hydrogen atom. The electron is not moving on a circular orbit or with a random motion around the proton – as quantum mechanics claims – but on a helical orbit. It is also oscillating up and down (spiral oscillation) while orbiting the proton.”

 

According to my understanding, all structures in the Universe, including the largest one, are magnetically ordered and centrally powered. The Milky Way follows this standard cosmic model. The astronomical objects and celestial bodies of our galaxy are connected to each other and ultimately to the extremely powerful magnetic field at its center. This is the reason why stars, star systems and star clusters orbits each other and also around the central magnetic field, which is considered in mainstream physics to be a super-massive black hole. The Sun is also part of this galactic magnetic order and cannot be an exception among at least 100 billion stars. Those stars are not scattered randomly, but they are ordered into different groups that are orbiting each other. Thus, without a doubt, the Sun is a member of star system which orbits a larger star cluster. In fact, calculations and observations show that the solar system is linked to another star system. However, realizing the complete physical reality of our star is the biggest scientific task. The Sun is the cosmological candle that allows us to visualize the whole Universe. But, only when we can light it up on the surface of the Earth, we will be able to visualize the Universe and truly understand the force that powers it.

 

[Investigador na área da Fusão Nuclear (fenómenos idênticos ocorridos no Sol) e dos Fundamentos da Física, tendo como base de formação a Engenharia Eletrotécnica. Ligado à ShrairFusion: “ShrairFusion conducts theoretical and experimental research in the field of condensed matter nuclear fusion, which is identical to the fusion that takes place in the Sun. In addition, it provides competent and valuable consultation in the field of low energy nuclear reactions (LENR), also known as Cold Fusion.” (hu.linkedin.com)]

 

(texto/excerto: Jamal S. Shrair/watchers.news/14.04.2018 – imagem: watchers.news)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:36

07
Fev 18

“Um rolamento é um dispositivo que permite o movimento relativo controlado entre duas ou mais partes. Serve para substituir a fricção de deslizamento entre as superfícies do eixo e da chumaceira por uma fricção de rolamento.” (wikipedia.org)

 

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Multiversos

(e rolamentos)

 

Neste Grande Oceano onde existimos (o Universo) ancorados a ponto perdido e impercetível do mesmo (sendo esse ponto a Terra), deveremos tomar em consideração que para melhor o compreendermos e assim o interiorizarmos (fazendo efetivamente parte dele e como consequência usufruindo-o), teremos em primeiro lugar que assumir o nosso papel e função (da Terra e como tal do seu ser vivo, organizado e inteligente o Homem) nesta complexa estrutura e no elaborado mecanismo deste imenso Oceano

 

‒ Colocando de lado e de vez a nossa nunca abandonada Teoria Geocêntrica (centrada na Terra e no Homem e limitada pelo nascimento e pela morte)

 

E em segundo lugar (depois de verificado o primeiro ponto, com a assunção definitiva de que para se sobreviver, sendo obrigatório abandonar o lugar habitualmente referido como de partida) de nos adaptar ao leito (invólucro) que entre parâmetros infinitos tudo acolhe: e lhe dá forma, cor e vida como noutro Organismo Vivo (Universo Vivo) qualquer ‒ num conjunto de organismos (suspenso por acessórios) formando o seu próprio modelo (Corpo) provavelmente replicados e formando Multiversos.

 

(imagens: misteriosdouniverso.net e sciencedaily.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:53

23
Nov 16

O Universo não se pode limitar apenas a uma componente meramente física para se o tentar compreender (e absorver): não só porque tal seria uma contradição face à noção de Infinito (negando o impossível e até mesmo a utopia) mas até porque existindo fenómenos que ainda a desafiam (a física), estes apenas nos indicam (e não apenas sugerem) a presença de algo mais que uma mera Presença (sinalizada por nós em perceções e sensações) talvez primando pela sua Ausência – assim não se refletindo e propiciando cópias (sem nada terem a ver com o molde Original).

 

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O Universo não se pode limitar (por definição ilimitado) a uma componente meramente física

Condicionado na sua (nossa) conceção pelos nossos órgãos dos sentidos (e suas perceções)

Podendo-se conceber o Homem como mais uma projeção condicionando o seu movimento às (suas) barreiras sensoriais – como um muro de uma prisão

 

A bold claim has been made by two leading scientists – they say that our brain is in fact a “biological computer”. What does it mean? It means that our consciousness is actually a program, which is driven by the main computer – our brain and it exists even when we die. So, how does this relate to the concept of the soul and its immortality? The two scientists say that when a human dies, his soul goes back to the universe. (explorerscode.com)

 

No guião do filme que repetidamente nestas últimas temporadas tem formatado as sucessivas gerações de seres humanos, constata-se que numa primeira fase do desenvolvimento desta espécie caracterizada por viver comodamente instalada num ambiente de circuito fechado, esta se revolta como se fosse induzida não como seria de pensar contra os limites externos impostos (para esta inexistentes por ainda misteriosos e incompreensíveis), mas ingenuamente ou como deliberado defeito de produção estrategicamente introduzido, contra os seus companheiros coabitando o mesmo espaço de vida: apesar de ser aí e com estes amigos comuns que mantem o metabolismo, reproduzindo-se e evoluindo (ou seja sobrevivendo). Uma atitude rebelde contra o obstáculo mais próximo, mais fácil de ser derrubado até pela curta distância: desenrolando-se num viveiro com regras e objetivos, antes mesmo da montagem e do início de produção. Numa atitude comportamental incorreta, posteriormente superada (por condicionamento e aceitação), mas mais tarde ressurgindo (como JC ressuscitando) e tornando-nos definitivamente senis (até pela nossa idade e desgaste irrecuperável) e mesmo religiosos – não aceitando a morte mas a nossa transformação: ou não fosse de uma forma inconsciente e com algo de verdade (até a Imaginação e o Sonho fazem parte da Realidade) que ansiamos por um filho para continuarmos presentes. Nas profundezas secretas da incrível memória humana talvez mais uma prova da existência da Alma: apresentando-nos este Universo infinito (Matéria + Antimatéria) e a sua Máquina interativa (numa conjunção de fenómenos eletromagnéticos) transportando-nos numa viagem para além dos limites físicos.

 

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A regulação, construção, manutenção e desconstrução das nossas células cerebrais (particularmente os neurónios) poderão ser da responsabilidade de microtúbulos

Respondendo instantaneamente a acontecimentos mentais para uma rápida mudança (e readaptação) da estrutura (envolvendo axônios, dendrites e sinapses)

 

The Quantum Theory of Consciousness is a concept developed by Dr. Stuart Hameroff and Sir Roger Penrose. This theory basically says that our soul is contained in the microtubules in our brain cells. A concept known as “Orchestrated Objective Reduction” is a process developed by the two scientists, in which they say that what is perceived as consciousness by us is actually a consequence of the effects of “quantum gravity” in our microtubules. According to this theory, when death happen the quantum state of the microtubules in the brain is lost, but the information is kept within them. (explorerscode.com)

 

Nenhuma Máquina por mais perfeita que a possamos imaginar (já nesse aspeto a limitando) poderá aplicar e concretizar o seu destino (físico), sem que num outro plano (de intervenção) ainda por nós não detetado (apesar dos sinais da existência de algo mais e já que tudo o resto continua depois de desparecermos) se introduza um outro parâmetro completamente alheio aos anteriores: que sendo-lhe interior também a envolva e ultrapassadas as suas inimagináveis dimensões (físicas) forme um todo e o pense em conjunto (como faz a mente/alma com o nosso corpo).

 

(imagens: theghostdiaries.com e ufo-blogger.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:26

21
Nov 16

O Universo Vivo

 

“Apercebendo-nos de todas as implicações que a evolução da vida do Sol terá na Terra e no nosso Sistema Solar (sabendo-se que a nossa estrela se encontra a meio do seu período de existência), não nos causará admiração que com o aumento do volume do Sol (e da sua temperatura e luminosidade) a Terra se torne um deserto (seca, árida, calcinada, posteriormente engolida pelo Sol) e nos viremos para Plutão (até podendo ter água). Marte será o primeiro entreposto de passagem.”

 

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Célula Cerebral vs. Universo

 

Se para além de pensarmos (nós e todos os outros) sobre o que nos ensinaram (e interiorizaram) ser aceitável e normal e nos estendermos (de modo a fechar o conjunto) para algo de maior ou até de mais pequenino (do infinitamente grande ao infinitamente pequeno), será fácil de concluir que se somos uma Unidade (orgânica, inteligente e organizada = viva) da mesma forma que nos decompomos (em subunidades) também de algo faremos parte (de um cenário semelhante mas macro).

 

Da mesma forma que poderemos pensar que um dia há vários biliões de anos um determinado objeto penetrou a nossa região do Universo (tal qual um espermatozoide) fecundando-a (como se fosse um óvulo), também poderemos concluir que o que aí se passou provocou as suas próprias ondas originando réplicas – grandes e pequenas e até ao Infinito.

 

Numa estrutura desenvolvendo-se através do infinito do Espaço (assente numa estrutura dinâmica baseada na matéria e no vazio e nas interações eletromagnéticas nas mesmas e entre elas) assente num molde aleatório mas resultante dum processo evolutivo (caracterizado pela sua constante e ininterrupta transformação relevada por uma extraordinária presença de algo vivo e inteligente) e sendo capaz de por simples replicação ampliar a sua expansão por todos os parâmetros disponíveis.

 

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Plutão

 

Como se vivendo na Terra num ecossistema propício à experimentação reprodutiva e ao estudo do desenvolvimento de uma determinada espécie nos considerássemos (cada um de nós e todo o conjunto formado) uma dessas replicas, refletindo nelas mesmo o que não vemos (só adivinhando esse mundo ao microscópio) e através delas o que diante de nós (como se vivêssemos num sonho) ainda nos vai esmagando (o Universo): viajando entre mundos concorrentes e/ou paralelos (e de tempo perdido).

 

Mesmo que o Homem possa ser em último caso o subproduto de uma experiência levada a cabo em tempos passados num ambiente em circuito fechado (ainda se mantendo ativa ou tendo sido entretanto abandonada – talvez nem sendo o Homem o Objetivo), nada nos impede de pensar e de exigir o impossível (o que nos tem sido vedado).

 

Podendo-se imaginar o Homem como sendo um mero ponto intermédio entre o tudo e o nada (provavelmente limitando-se a uma experiência a decorrer num determinado habitáculo especulativo, entre a criação e o abandono) projetando na tela do Mundo a essência do Construtor: coabitando um Organismo Vivo e projetando-o no interior (do Homem e do Ambiente que o sustenta) para além de se estender sem limites por todos os buracos do mundo. Com as Unidades tais como as Esferas todas replicadas e movimentando-se sem fim.

 

(imagens: quora.com e nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:19

28
Jul 16

Uma estrela Anã-Branca atacando brutalmente uma outra Anã-Vermelha

(precisamente o que poderia dizer uma criança, ao presenciar os pais num mero ato sexual)

 

“Um grupo de astrónomos amadores (alemães, belgas e ingleses), especialistas na procura e descoberta de novas e distantes estrelas (localizadas nos confins do Espaço Exterior), descobriram (no ano passado) num Sistema localizado a cerca de 380 anos-luz de distância da Terra (AR Scorpii), um estranho e extraordinário fenómeno de interação entre duas estrelas vizinhas: com uma das estrelas (uma anã-branca) a atingir a outra estrela (uma anã-vermelha) com um bombardeamento dirigido de ondas de rádio e ultravioletas.”

 

Todos os esquemas reprodutivos fazem parte da Evolução

(em interações replicadas como a dum sistema binário – tipo óvulo/espermatozoide)

 

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Uma interação de proporções cósmicas entre duas estrelas constituindo um sistema binário (uma anã-vermelha e uma anã-branca)

Na qual a anã-branca acelera os seus eletrões para velocidades de tal forma elevadas como extremamente energéticas

(superando a velocidade da luz de 300.000Km/s)

De tal forma que a mesma estrela acaba por libertar e por dirigir essas partículas de alta energia para a estrela mais próxima

A anã-vermelha sua vizinha

 

No mundo completamente caótico em que atualmente se vive, em que a espécie inteligente e dominante deixou degradar ininterruptamente a sua IMAGEM, subalternizando-a de uma forma irreversível face ao puro valor de mercado do OBJETO, começa a tornar-se banal que face à perda de valores que física e psiquicamente constituem o SUJEITO, todo e qualquer tipo de fenómeno (por mais infinitamente grande ou pequeno que seja) que agora testemunhemos, será sempre desprezado (por não ser de consumo imediato), arquivado e esquecido (até porque na produção de mais-valia já são carga excedentária).

 

O que significa que vivemos hoje em dia numa etapa evolutiva da nossa Civilização em que o valor do HOMEM é cada vez menor (tendendo matematicamente para Zero), tendo como consequência trágica (talvez mesmo ao nível de Extinção) a desvalorização e a descredibilização de imediato de todas as estruturas em que a sua organização sempre assentou e que lhe permitiu desde o seu aparecimento adaptar-se e sobreviver – sempre em grupo e em Sociedade. Um Mundo presente (no tempo e no espaço) que já hoje nos sugere (se ainda existirmos) projetando-se no futuro (provavelmente com a nossa presença mas como subespécie), a sobreposição objetiva do caos sobre a subjetividade da ordem.

 

Como se o CAOS e a ORDEM não constituíssem um todo de MATÉRIA e de ENERGIA, onde ainda cabe a VIDA traduzida em MOVIMENTO. Com os nossos órgãos dos sentidos a serem os únicos a poderem afirmar o que é e o que não é (objeto ou sujeito) e a poderem-se surpreender (a surpresa é memorizável/memorável) com todas as perceções e com a compreensão do MUNDO: integrados num veículo único biológico e inteligente (e sem outro conhecido mas talvez noutro local projetado), capaz de se organizar (proteger/sobreviver), experimentar (copiar/repetir) e finalmente fazer (ou seja replicar, no ato aprender e mais tarde evoluir).

 

“Da mesma forma que a permanente interação entre Humanos se transforma na única razão válida pelo qual ainda evoluímos e nos mantemos vivos (desde que simultaneamente preservemos o meio ambiente fechado que nos rodeia e sustenta – a Terra e a Natureza), tudo o resto que nos rodeia e constitui o nosso Mundo, se transforma no fim e na sua simples essência, numa réplica do (mesmo) Evento mas em escalas diferentes. Num Universo Infinito coexistindo com outros.”

 

Neste fenómeno extraordinário incluindo dois colossos (duas estrelas constituindo um sistema binário) com a BRANCA a bombardear por impulsos e a espaços a VERMELHA com um jato brutal de radiações. Um caso registado pelos telescópios do observatório ESO (num estudo da responsabilidade da Universidade de Warwick/Inglaterra), mostrando como uma estrela rodando a grande velocidade e aproximadamente com o tamanho da Terra, é capaz de bombardear duma forma direta e como que dirigida (com raios extremamente intensos e radioativos) uma outra estrela localizada nas proximidades da sua órbita.

 

De tudo isto se concluindo que o que verdadeiramente alimenta o conjunto (o Universo) não é propriamente a criação Humana da Lei de Sobrevivência do Mais Forte (como pretensa salvaguarda da espécie para sempre dominante), mas a da constatação evidente (do mais pequeno ao maior) de que aquele que persiste é o mesmo que se adapta, é o mesmo que controla e até é o mesmo (e único) que fica.

 

(dados e imagens: RT)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:27

14
Jan 16

Galaxy Cluster IDCS J1426
(distância: 10 biliões anos-luz)

 

Na extensa ausência de cor que é a vasta imensidão do espaço – no entanto sempre cheio de energia (e de movimento) e preenchido de matéria (mesmo que no seu estado neutro) – surge sempre um farol que nos diz que ali não há limite: como o maciço aglomerado de galáxias IDCS J1426 localizado a uns incomensuráveis 10 biliões de anos-luz da Terra (cerca de 10 triliões de quilómetros). Uma imagem obtida através da conjugação de esforços do Observatório de Raios-X Chandra, do telescópio espacial Hubble e do telescópio espacial Spitzer, muito importante para o estudo e compreensão destas imensas estruturas formadas no início do Universo (em mundos cheios de estrelas).

 

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Galaxy Cluster IDCS J1426
(PIA20063)

 

IDCS J1426 um imenso mar de matéria e de energia ainda palpável por visível (recorrendo a instrumentos de observação auxiliares) apesar da sua longa idade (estima-se que a idade do Universo ande entre 13/14 biliões de anos) contendo no seu interior (tão maciço como 500 triliões de sóis) com imensos aglomerados de estrelas (muitas delas ainda jovens): e cuja luz-própria que hoje nos chega e ao planeta foi emitida quando o Universo ainda só tinha 3,8 biliões de anos – ou seja há 10 biliões de anos (a Terra tem cerca de 4,5 biliões de anos). Um aglomerado de estrelas constituído em 90% por matéria-negra, essa misteriosa substância que (com a matéria) preenche o Universo. E de cuja imagem usufruímos numa micro fração de segundos (se quisermos comparar o Homem com o todo do Universo).

 

Star Eta Carinae
(distância: 7500 anos-luz)

 

No caso de Star Eta Carinae não estamos perante outro aglomerado de galáxias mas de uma única estrela. No entanto tratando-se de uma estrela muito especial, enorme (estimativas afirmam que o seu raio poderá andar num máximo de 0,9UA uma brutalidade se comparada com o Sol), com cerca de 90X a massa do Sol e apenas 5 milhões de vezes mais brilhante do que ele. Fazendo parte de um sistema binário (Eta Carinae) e sendo acompanhada por uma estrela irmã (de menor dimensão).

 

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Star Eta Carinae
(PIA20294)

 

Uma estrela que quando foi descoberta (1667) tinha uma magnitude de -4 (tendo como referência de escala a estrela Vega de magnitude zero), mas que no entanto e à medida que os anos iam passando foi mudando a intensidade do seu brilho: como terá acontecido 66 anos depois da sua descoberta, com uma grande erupção a registar-se em Eta Carinae tornando a estrela e todo o espaço que a envolvia muito mais luminoso e brilhante (e com a intensidade a continuar a variar de tempos a tempos). Considerada devido a este facto como uma estrela variável de alta luminosidade e que tal como todas as estrelas de grandes dimensões (gastam muito combustível devido à alta luminosidade) se esgotará rapidamente talvez explodindo finalmente em mais uma Supernova. Mas que para já nos presenteia com mais uma imagem enviada pelo telescópio espacial Hubble.

 

(dados: NASA – imagem: photojournal.jpl.nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:21

23
Jul 15

Desde que na minha juventude li o livro de Jimmy Guieu “O Universo Vivo” (Livros do Brasil – Colecção Argonauta – N.º 5), que ficou bem registada na minha memória (e no meu processo formativo), a ideia de que o Universo em que sempre vivemos talvez pudesse ser mesmo retratado e de uma forma bastante fiel, como um verdadeiro Organismo Vivo.

 

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Modelo helicoidal do Sistema Solar

 

Enquanto que o SOL continua a viajar pelo ESPAÇO a uma velocidade aproximada de 230km/s (imaginem os biliões de quilómetros percorridos por ano), deixemo-nos levar pelo bailado realizado por todos os corpos celestes orbitando em seu redor: acompanhando a sua estrela na sua viagem misteriosa pela imensidão do Universo e deixando-se levar na sua rede cósmica de energia. Como se víssemos repercutida no Espaço a nossa sequência de ADN com todo o Sistema em movimento e em rotação helicoidal. Pensem no Sol como o Propulsor da Criação e todo o seu sistema agregado como o grande Espermatozóide: a nossa estrela de referência foi lançada há biliões e biliões de anos aquando do seu Evento Ejaculativo (BIG BANG), sendo acompanhada na sua trajectória Divina e Reprodutora por inúmeros organismos direccionados para a fecundação, evolutivos e susceptíveis de transformação. Incluindo a Criação.

 

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Superfície de Ceres

 

Agora imaginem que estão confortavelmente instalados num amplo e cómodo sofá colocado na superfície de um corpo celeste do nosso Sistema Solar (convidados por algum amigo até agora desconhecido mas desejando por qualquer motivo a nossa talvez inspiradora companhia) e que subitamente sentindo directamente na pele a presença de um ambiente exterior talvez virgem talvez selvagem, se decidem a usufruir do momento, enquanto observando o horizonte apreciam calmamente uma Caipirinha. O corpo celeste escolhido pode ser pequenino e localizado não muito perto de nós: como é o caso de CERES (d>900km), maior que a lua ENCELADUS (d>500km) mas menor que o anão PLUTÃO (d>2300km). Bem lá ao fundo no Céu a Terra nem se vê. Bebo um gole da bebida e o gelo como que fica preso na garganta: o horizonte revela-me um mundo alienígena, com pontos luminosos e por identificar sobressaindo da sua superfície e com um montanha bem distinta e de formas com excelentes contornos, destacando-se provocatoriamente sobre a escuridão do Espaço – como se fosse um Corpo exposto e pronto a revelar-se. Mas certamente que não será socorrendo-se de um DRONE.

 

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Superfície de Ceres

 

Viremos então o sofá para o outro lado do cenário e apreciemos uma nova paisagem deste misterioso planeta anão: situado bem longe da Terra (na Cintura de Asteróides) mas muito mais perto que Plutão (já a caminho da Cintura de KUIPER). Imagino-me a percorrer uma planície inóspita e aparentemente desértica de mais um mundo novo para mim, caminhando com uma mochila às costas (típico dum humano prevenido) e a compasso militar (apenas para manter a cadência); e tentando de um modo ou de outro ultrapassar mais uma inesperada e extensa elevação de terreno (interpondo-se no meu trilho, de comprimento sem fim), alcançando no final e como recompensa momentânea (bónus de viagem) o objectivo da concretização de mais esta ilusão (o alcançar da Luz). E se as luzes de Ceres nos intrigam, é porque já compreendemos o que as da Terra nos podem querer dizer.

 

Em Ceres as temperaturas registadas eram sempre negativas e extremas, variando na escala térmica em torno dos 100°C abaixo de zero. Comparada com a atmosfera terrestre, a do planeta anão era bastante reduzida. O que significava que de oxigénio certamente nada, apesar da probabilidade da existência de grandes superfícies de H₂O (devido ao frio extremo) congelada. No entanto e ao contrário do que muitos pensavam com sinais evidentes de actividade geológica (como a formação de cadeias montanhosas) confirmando a sua juventude e vivacidade interna. Lá fora estava frio e não se conseguia respirar.

 

E do meu posto de observação, o que via só o evidenciava – com o conjunto de luzes fixando-me ao fundo, a serem o Farol de todo este esquema (que iluminava o espelho como tela de projecção).

 

(imagens – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:17

01
Jun 15

Novos Ficheiros Secretos – Albufeira XXI
(tomo A/31.5)

 

Dia 6
6.ª Etapa da Viagem
(Um Salto até Lagos a Caminho de Sagres)

 

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No final os dois corpos uniram-se, fundiram-se num único ponto e transformaram-se em algo de novo explodindo como uma partícula. Dando origem à vida e continuando a anterior. E debaixo desta catadupa pesada e ininterrupta de informação não aguentamos e caímos logo ali desamparados e inconscientes. Mas continuando a sonhar até nos perdermos neste Mundo.

 

Acordamos já era de dia: quando os primeiros raios de Sol já aqueciam o nosso corpo e a vida em torno de nós já tinha iniciado mais um dia de trabalho e de partilha. Ainda pensáramos por segundos se não teria sido um sonho, algum efeito do medronho ou de outro tóxico qualquer, mas tudo era real e estava connosco (no interior) ou diante de nós (no exterior). A noite anterior fora demais e os nossos corpos continuavam a dar sinais evidentes disso: que nos lembrássemos caíramos a dormir já depois das cinco da madrugada e as outras cinco horas de sono que tivéramos não se tinham revelado suficientes. Mas se queríamos cumprir o plano que nos tinha sido proposto na noite passada, o mais cedo que fosse possível deveríamos dirigir-nos a Lagos e ao farol da Ponta da Piedade. Aí estaria alguém à nossa espera. O único problema é que estávamos em pleno fim-de-semana (era sábado), o movimento na cidade seria intensa e nós teríamos que atravessar aquilo tudo e toda aquela gente (curiosa e muito faladora).

 

Custou-nos bastante fazer o trajecto a pé até Lagos, com o dia de calor que já se fazia sentir e com o cansaço e o suor completamente agarrados aos nossos corpos (sentíamos os próprios poros como que se estivessem entupidos): atravessamos campos e cerros até chegarmos à entrada da cidade, ultrapassamos a respectiva ponte de acesso e por volta das 16:00 da tarde estávamos no início da avenida que ia dar ao nosso farol. Fizemos toda a avenida com as nossas mochilas às costas, parecendo um grupo de maltrapilhos meio amalucados, seguindo em fila para não perderem o tino. Passámos rapidamente diante do antigo Mercado de Escravos e ainda com as pessoas a apontarem para nós seguimos directamente e em passo ainda mais acelerado até ao Forte da Ponta da Bandeira. Num canto mais protegido da muralha procuramos então um local para repousar por uns momentos, acondicionamo-nos o melhor que nos foi possível e enquanto apagávamos a sede fechamos os olhos por uns breves instantes: sentíamo-nos sujos, com a sujidade colada ao nosso corpo (com a ajuda das vagas sucessivas de suor) e com as nossas roupas a começarem a cheirar (mal) e a incomodarem os nossos órgãos do olfacto. Ficamos por ali até por volta das sete da tarde só abandonando o local com a chegada das autoridades. Perguntaram-nos o que estávamos ali a fazer (um local em princípio autorizado ou talvez não) e como não déssemos uma resposta válida (para eles totalmente satisfatória) pediram-nos para que logo que fosse possível abandonássemos o local, sob o pretexto de que o espaço já fechara e seria sujeito de seguida às normais operações diárias de manutenção. Pelo meio ainda nos pediram a identificação. Ficaram admirados por verem três cidadãos como nós, bem estabelecidos numa cidade próxima de Lagos, pudessem andar ali como verdadeiros maltrapilhos e a arrastarem-se sem nenhuma razão aparente. Apesar de tudo e como seria natural deram-nos as boas tardes e continuaram o seu serviço. E lá arrancamos em direcção ao farol para um percurso de pouco mais de dois quilómetros e cerca de meia hora a pé. Às oito estávamos lado a lado com o nosso objectivo.

 

Descansamos mais um pouco e de seguida fomos à procura da descida que nos conduziria à gruta junto ao mar, onde conforme estabelecido estaria um barco à nossa espera. Rapidamente a encontramos (bastava ver por onde as pessoas andavam) e olhamos lá para baixo: uma escada velha e bastante íngreme descia uma boa dezena de metros falésia abaixo, com o mar bem visível lá no fundo, a ondular suavemente entre os rochedos. Já não se via ninguém a circular por ali, agora que se chegava ao fim do dia e se aproximava a hora de jantar. Mas era ainda muito cedo: o encontro estava marcado para a meia-noite e ainda tínhamos mais de três horas de espera (e de impaciência e suspense). Um de nós foi então até uma roulotte que se encontrava estacionada nas proximidades, comprar alguma coisa de quente e de sólido que nos fizesse ultrapassar este péssimo estado geral (principalmente físico) em que nos encontrávamos: umas bifanas acabadinhas de fazer, acompanhadas por batatas fritas, uma pequena salada e até uma sopa (quentinha) de legumes, acabaram por de novo nos recompor, pondo-nos a ver com melhor olhos as horas que se avizinhavam. Resolvemos fazer uma sesta (com um de nós sempre atento à passagem das horas) e aí ficamos até perto das 11:30 da noite. Levantamo-nos, arrumamos tudo, ainda nos entretivemos com um cão que por ali passava (o cheiro do resto do embrulho das bifanas, deve tê-lo atraído) e iniciamos a descida. E cinco minutos antes da hora e com os três sozinhos junto da gruta aguardamos. À meia-noite em ponto um velho barco a remos agora com um motor adaptado parou junto de nós: entramos e o condutor conduziu-nos junto à costa em direcção a ocidente. Nem cinco minutos depois uma luz aproximou-se vinda do mar e acompanhou-nos por segundos até o barco parar. Com o motor parado um grande silêncio se instalou sobre o mar até que uma porta se abriu e do estranho veículo agora estacionado sobre a água mesmo ao nosso lado, saiu uma ponte pela qual passamos entrando no seu interior. Nem sabendo muito bem como tínhamos viajado em tão poucos segundos e saindo do veículo mal tínhamos entrado, encontramo-nos repentinamente na fortaleza de Sagres às portas de uma pousada. Sem perguntar dirigimo-nos para o local e aconselhados por um indivíduo que lá nos esperava (fardado, de óculos, de capacete e nunca mostrando todo o rosto) fomos logo descansar. Acordar-nos-ia por volta das oito.

 

Dia 7
7.ª Etapa da Viagem
(À Aventura)

 

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Por volta das sete da manhã e com os primeiros raios de Sol a começarem a entrar pela janela, levantei-me e fui ligar a televisão: era Domingo, a meteorologia previa a continuação do bom tempo e estávamos no último dia (por nós anteriormente definido) para a conclusão (e nunca fim) desta nossa grande aventura. Era inacreditável tudo por que tínhamos passado, ainda por cima agora, que estávamos tão bem instalados num belo aposento de uma confortável pousada. Mas nem tudo estava ainda acabado. Fui acordar os outros dois e aproveitei para tomar um duche rápido. Às oito a campainha do quarto tocou. Aparentemente o mesmo indivíduo que nos transportara na noite passada entregava-nos agora um pequeno subscrito. Fardado, ainda com a cabeça e o rosto encoberto e após entregar a mensagem fechada, despedindo-se e desaparecendo de imediato ao dobrar a esquina do corredor. Enquanto os outros se aproximavam abri o envelope, tirei de lá uma folha dobrada e tentei ver o que dizia. Como já estávamos todos sentados, pedi-lhes a atenção e li: “Ponto de encontro exactamente ao meio-dia junto do acesso às escadas que levam à parte superior da torre-cisterna, localizada na extremidade esquerda (para quem entra na fortaleza) dos edifícios visíveis, logo à entrada. Aguardar no local”. Daqui a pouco mais de três horas. E ainda mais um passeio a pé da pousada até à Fortaleza (talvez uma meia hora). Lá fora o tempo adivinhava-se perfeito com o mar calmo e sem ondas.

 

A caminhada até à fortaleza foi feita de uma forma tranquila, dando-nos tempo suficiente para aproveitar o bom tempo que se fazia sentir na região (muito gente já se encontrava na praia) e ainda dar uma espreitadela pelas ruas da vila de Sagres. Para entrar na fortaleza ainda tivemos que comprar bilhete, o que até poderia ter sido um factor impeditivo para aquilo que pretendíamos fazer (a continuação da nossa viagem) já que o pouco dinheiro que trouxéramos estava mesmo a acabar. Mas lá conseguimos o dinheiro suficiente e com os respectivos bilhetes foi-nos permitido entrar. Foi fácil encontrar a torre-cisterna, situada do lado do promontório a partir do qual poderíamos ver a pousada onde antes pernoitáramos. E aí nos deixamos ficar até ao meio-dia, vendo-se pouco ou nenhum movimento à medida que o calor aumentava e se ia aproximando a hora do almoço. E à hora uma abertura se abriu na parede lateral da cisterna mesmo junto ao acesso às escadas (não nos tínhamos apercebido antes da sua existência) e no seu interior vimos aquilo que seria a caixa de um elevador pronta para nos receber: entramos e logo a porta se fechou. Começamos a descer muito rapidamente.

 

Já bem instalados nos nossos lugares recebemos a informação de que estaríamos muito próximos da largada. Ouvimos o sinal de aviso soar e ao contrário das forças que esperávamos começarem a actuar fortemente sobre o nosso corpo (devido ao forte arranque e à actuação contrária da força da gravidade), o início e a continuação do movimento da nave que nos transportava praticamente nem se sentiu, ao mesmo tempo que pela janela víamos o exterior submarino a passar por nós a grande velocidade, até ao momento em que emergimos e disparamos em velocidade estonteante pela atmosfera terrestre. A costa algarvia afastou-se rapidamente, o continente foi ficando cada vez mais pequeno, a própria Terra começou a encaixar-se na sua totalidade dentro da nossa janela e já mais afastados desta ainda vimos a pequena ISS. Então disparamos e no segundo seguinte o Espaço que antes nos rodeava já não era o mesmo. Estávamos num Universo distinto.

 

Vimos então a nave a reentrar no nosso espaço de origem, com o planeta Terra diante de nós a aproximar-se a grande velocidade e com os seus continentes a começarem a definir cada vez com maior detalhe os seus verdadeiros contornos: começávamos a reconhecer os limites da Europa e a sua parte mais ocidental (onde se localizava o Algarve). E no momento seguinte como que houve um interregno temporal e inesperadamente (sem aviso ou outro tipo de informação) encontrávamo-nos de novo no elevador que utilizáramos na fortaleza. Sentimos que nos deslocávamos para cima e segundos depois este parou: a porta abriu-se, saímos da cabine e vimo-nos para nosso grande espanto no que deveria ser o Promontório de Sagres mas ainda sem a sua fortaleza. A paisagem à nossa volta era bem diferente daquela que conhecíamos, com toda a estrutura rochosa na qual nos encontrávamos e o mar situado nas suas proximidades, apresentando parâmetros e condições totalmente desfasadas da nossa realidade. Nesta realidade que aqui nos era proposta a linha de costa situava-se um pouco mais a sul e o local onde nos encontrávamos era apenas uma das grandes elevações por ali dispersas. Os terrenos em volta em vez de serem desprovidos de fauna e de flora (como consequência da urbanização imposta pelos humanos), eram pelo contrário bastante densos e selvagens. O ar parecia ter mais cheiro e um pouco mais de humidade, apresentando no entanto um perfume bastante agradável e fazendo-nos lembrar os odores puros da Natureza. Víamos algumas aves que ainda não identificáramos (éramos uns ignorantes nessa área) e fortes vestígios da presença de animais. Ao fundo a vegetação agitou-se e por momentos ficamos bastante receosos: por entre os arbustos surgiram então dois grandes javalis, que vendo que não constituíamos para ambos qualquer tipo de perigo pelo menos imediato, atravessaram a correr o caminho e tornaram a desaparecer. Um de nós ainda avançou (corajosamente) em direcção ao caminho por onde os animais tinham passado e chamado à atenção por algo que vira entre os arbustos deslocou-se uns metros para um dos lados: e aí enquanto olhava melhor para o que tinha acabado de descobrir caído no solo, olhou-nos com espanto e chamou-nos. Segundo ele e pelos objectos que acabara de descobrir (utensílios, ferramentas e conhecimento da sua utilização), estaríamos muito provavelmente na Pré-História do Algarve: o instrumento de pedra descoberto e recentemente utilizado para cozinhar (e que se encontrava ao lado dele), ferramentas como uma parte de um machado (quebrado) e alguns seixos utilizados para corte ou até para caça (nas suas mãos tinha algumas pontas de setas), indicavam que estariam num outro mundo (passado) muito diferente do deles (talvez a uns 5.000 anos de distância) e que à sua volta também existiriam outros homens – de outra era, com outras armas e com outros argumentos, que necessariamente não seriam os deles. E isso preocupava-os agora que estavam para ali perdidos numa terra que sendo deles também o era estranha. Felizmente que a nossa aventura fora pensada por nós, mas planeada por outros. Subitamente sentimos (interiormente) que algo de estranho estaria a suceder à nossa volta, só que ainda não identificáramos o quê: o local até que poderia ter sido uma sequência cronológica de Sagres, mas a cada minuto que passava, o ambiente que nos envolvia parecia um pouco mais retocado, um pouco mais artificial. O problema talvez não estivesse na composição e misturas de cores, provavelmente mais uma questão de iluminação. Olhei então para o Céu. A minha surpresa compartilhada com os restantes, foi de incredibilidade e imediata: noutra posição bem distinta do horizonte o que poderia muito bem ser um outro Sol, começava a fazer notar a sua crescente claridade.

 

Instantaneamente a execução foi interrompida. Toda a acção foi rebobinada e no exacto ponto de restauro (onde se verificara o problema), foi então introduzido um novo ficheiro prioritário (de actualização e regresso).

 

Devemos ter ficado inconscientes. Só me recordava do segundo Sol a nascer e das cores indescritíveis que nos iam começando a chegar vindos da sua direcção (a partir do instante em que subitamente o astro se começara a abrir) e de como a sua primeira vaga de raios solares nos atingira directamente e de uma forma que pelos vistos fora fulminante. Como se repentinamente apanhados pelo Sol ficássemos cegos e desorientados. Depois disso nada. Agora não sabia na realidade onde estávamos, não nos sabendo situar no tempo, no espaço ou noutro tipo de parâmetro de uma outra realidade qualquer. Estava escuro e não ouvia ninguém. Nem sabia se sentia. No entanto tinha a certeza que continuava vivo (segundo a minha definição), pois pelo menos continuava a sentir-me interiormente. Era como se estivesse suspenso no vazio e no centro do que seria esse nada estivesse a ver o Universo; e a tentar compreender a minha situação no interior dele. Quando me virasse talvez encontrasse a resposta. Era apenas uma questão de escolha – e de quem talvez e por mim a fizesse (em meu nome, da sua autoria, por todos subscrito e por mim representado). Despertamos ao som de uma campainha (apesar de nunca a termos encontrado).

 

Apesar do ar que respirávamos ser bem agradável para as nossas vias respiratórias, estávamos completamente às escuras e com as costas bastante doridas por termos estado deitados no chão. Tínhamos que encontrar uma solução. Levantamo-nos, tentamo-nos ligar uns aos outros com partes do nosso vestuário e colocando-nos em fila começamos a andar uns ao lado dos outros tacteando. Estaríamos num corredor: sensivelmente com largura sempre muito semelhante, mais alto do que nós (mesmo saltando) e parecendo subir ligeiramente na direcção em que nos dirigíamos. Mas não havia maneira de se fazer luz. Tínhamos perdido as mochilas e com elas quase todo o equipamento. Pouco ou nada; nem uma única lanterna, fósforos ou qualquer outra luz. E já andávamos nisto há pelo menos meia hora.

 

A ordem emitida obrigou à apresentação imediata do certificado autorizando a introdução de um novo operador no terminal (da aplicação em execução) e face à sua não existência foi declarada a suspensão do mesmo operador e anulada a ligação do respectivo periférico. E para não problematizar ainda mais a execução do plano original o cenário foi alterado por aperfeiçoamento, tornando-se mais a imagem do objecto visado e menos a visão do interveniente exterior (fosse em que sentido mais ou menos agressiva ela se manifestasse). Uma aventura pode ser uma viagem, desde que não desnecessária e abusivamente manipulada e tratando o objecto visado como se fosse (mesmo) algo sem alma, inútil e vazio. Como assim se dermos alguma liberdade a um prisioneiro, mesmo sentindo-se injustiçado, ele agradece. Tão simples como isso.

 

A terra tremeu bem, mas felizmente apenas por uns curtos segundos. À nossa frente algo se desmoronou e por momentos pensamos que ficaríamos ali enterrados vivos e para sempre. Mas como o homem muitas vezes se engana neste caso a regra confirmou-se: ao fundo víamos o primeiro raio de luz. Saímos para o exterior num local não muito afastado de uma das entradas nas minas de sal-gema de Loulé. Até parecia mentira: à nossa frente o som e o movimento de um Domingo normal, ainda chegava até aos nossos ouvidos e olhos bem abertos, neste momento para nós único e significando o reencontro.

 

Se na realidade pensarmos que a nossa vida é um filme, basta rebobiná-lo e pô-lo de novo a correr: para aí verificarmos que nem tudo fica sempre na mesma, nem mesmo aquilo que é e mesmo quando assim nos parece.

 

E como sempre as férias acabaram e segunda-feira começámos de novo a trabalhar (a vida não dá mesmo descanso – só mesmo a dormir e a sonhar).

 

Fim da parte 4/4

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:04

05
Abr 15

 

Extraterrestres: Seres que tem a sua origem fora do planeta Terra.

 

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Sistema Solar
(NASA – ilustração)

 

Vivemos num mundo de múltiplos aviários dispersos em diferentes coordenadas (mas por aproximação e interacção confluentes no mesmo objectivo), onde os animais são criados e alimentados de modo a atingirem um determinado fim, a partir do qual e a qualquer momento poderão ser certificados e dispensados (libertados, mortos, seleccionados, transformados, etc): na linguagem intrusivamente inserida nessas cobaias e pelas mesmas interpretado como libertados, mas na verdade apenas dispensadas por quantidade excessiva e falta de qualidade.

 

Se em extensão o número de cobaias actualmente catalogadas se torna de manutenção impraticável (mesmo em tempo de guerra, 7 biliões é demais), em compreensão o acontecimento torna-se muito mais dramático (para esses biliões imperfeitos, não para os teóricos da perfeição).

 

A quantidade é o oposto da qualidade e a qualidade que hoje em dia o sistema transmite já não é a adequada nem sequer mesmo a aceitável: nos dias de hoje e daqui para o futuro o mundo assentará em meros mecanismos de mercado (no Objecto) e subverterá com o seu poder financeiro, manipulativo e abstracto transportado pelo dinheiro/moeda (ou seja restringindo o nosso acesso ao poder) o indivíduo (o Sujeito), despromovendo-o não só relativamente às Coisas mas colocando-o atrás (e bem lá atrás como hoje já se verifica com os instrumentos primitivas) da própria máquina – muito melhor do que o Homem pelo seus reduzidos custos de manutenção, por ser de fácil actualização e substituição e por nunca contestar directivas propostas mas apenas se limitando a aplicá-las.

 

Pelo menos para já!

 

Marte

 

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Marte ao meio-dia e ao fim do dia
(NASA – Mars Pathfinder)

 

Todos somos originários da mesma semente. O Sistema Solar é um organismo vivo. No início a célula formou-se, com o seu núcleo a ser envolvido por uma membrana de protecção. Defendia-se assim o centro e todo o Espaço envolvente. O conjunto desenvolveu-se, movimentou-se em múltiplos parâmetros, conjugou matéria e energia e no seu ponto intermédio deu origem à distribuição. Formou-se aí um grupo equilibrado por fechado ao mundo exterior. No equilíbrio do conjunto que constituía o primitivo Sistema Solar, o Sol era o centro umbilical duma limitada rede planetária, de ambientes semelhantes e proporcionadores da existência de vida. O Sol fornecia e a membrana proporcionava a partilha.

 

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Monte Sharp – Garden City
(NASA – Curiosity Rover)

 

Até que um dia a membrana se dissolveu, o organismo atingiu a maturidade e finalmente acabou por se expor. Junto ao Sol ficaram os mais novos, fugidos para mais longe os filhos mais velhos. E a abertura do conjunto à exposição do Universo por dissolução das suas fronteiras virtuais (por apenas se limitarem ao tempo), contribuiu para uma nova evolução desse mesmo conjunto e para a descaracterização do aparente modelo inicial (por estático). Com a interacção agora existente entre o Sol e a restante galáxia onde o mesmo estava instalado (a Via Láctea), todo o estado do sistema se alterou tornando-se agora extremamente dinâmico e claramente sequencial: com as etapas a decorrerem do seu exterior para o seu interior.

 

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Cratera Fram – Blueberries
(NASA – Opportunity Rover)

 

Os planetas exteriores por serem mais velhos e estarem colocados mais próximos das fronteiras do nosso Sistema foram os mais sacrificados. Hoje transformados em mundos quase esquecidos e gelados, com alguns deles a mostrarem uma grandeza aparentemente ofuscante mas apesar de tudo nada condizente com a sua história passada e contando ainda com uns quantos corpos celestes de pequenas dimensões, onde a água se terá refugiado e alguma forma de vida com ela sobrevivido. Sobraram na grande etapa os planetas interiores: Mercúrio, Vénus, Terra e Marte. O quinto antes de Júpiter fora destruído pelo grande cataclismo, dando origem a uns quantos corpos menores e à Cintura de Asteróides. Rodeados pela guardiã (Cinturão de Kuiper) e pela última fronteira (Nuvem de Oort).

 

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Thigh Bone on Mars or Just Another Rock
(NASA – Curiosity Rover)

 

O último ciclo iniciou-se em Marte. Mas o seu tempo estava desde logo contado: com o grande cataclismo que destruiu o quinto planeta (original), todo o espaço em seu redor seria violentamente afectado, tendo Marte como seu vizinho mais próximo sido de longe o mais brutalmente atingido (a todos os níveis fossem físicos ou químicos) e radicalmente modificado – com as acções vindas do exterior a reflectirem-se imediatamente nas condições geológicas e ambientais do planeta, encaminhando-o inexoravelmente para o seu fim. Perdeu a sua atmosfera original, perdeu as suas vastas extensões líquidas e no fim apenas ficou o deserto. Árido, sem vida aparente e viajando sem objectivos em torno do Sol. E aí a vida surgiu na Terra. Como se de uma sequência de sobrevivência se tratasse, com os planetas interiores a seguirem-se ordenadamente na criação de um ambiente sustentável e propiciador de vida e num trajecto bem claro de aproximação ao Sol. Como que afirmando que um dia, mais cedo ou mais tarde e se quiséssemos sobreviver, nos teríamos que encaminhar definitivamente para as estrelas e tal como os antigos aventureiros o desejaram e fizeram, descobrir outros mundos e aí se instalar.

 

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Vista panorâmica da região de Twin Peaks
(NASA – Mars Pathfinder)

 

Marte era o nosso passado e Vénus o nosso futuro. O que não excluía o planeta Marte de qualquer tipo de recuperação, nem que fosse estritamente de investigação e de aquisição de conhecimentos. Até porque em Marte todos os vestígios aí encontrados seriam os trilhos da nossa anterior passagem. E os trilhos reportam sempre à memória, à cultura e à nossa compreensão – do que somos e dos instrumentos de transformação. Como um pequeno organismo vivo pertencemos ao Sistema Solar e estamos integrados num conjunto mais vasto composto por muitos outros elementos que se reproduzem, evoluem, interagem e finalmente se completam (dando origem a outros). Essa interacção estende-se indefinidamente entre o mais pequeno e o maior organismo existente. O que implica que o próprio mega agrupamento onde estamos integrados (Via Láctea) mais cedo ou mais tarde terá que interagir fortemente com algum dos seus vizinhos, até para manter o seu movimento, as trocas de energia e matéria e a própria vida (seja ela o que for). Por acção e reacção dar-se-á um novo Evento (talvez com a galáxia de Andrómeda) e tudo se alterará: e como seres inteligentes deveremos ter a capacidade de assistir e subsistir.

 

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Planalto de Hebes Chasma
(ESA – Mars Express)

 

E tudo isto levando-nos ao que verdadeiramente nos trouxe aqui: a admiração de alguns pelo suceder de momentos inesperados e para já inexplicáveis do tipo déjà-vu: hoje deixamos de sugerir a possibilidade da existência de vida noutros corpos celestes, mas em sua substituição até já confirmamos a existência de largas extensões de água espalhadas pelo Sistema, de vida ainda que primitiva no solo ou em oceanos e até indícios ainda não claramente assumidas de vestígios arqueológicos. O Sistema Solar estende-se por 100000AU (100 mil vezes a distância entre o Sol e a Terra). Isso considerando os extremos localizados na Nuvem de Oort como a nossa última fronteira. Com o Cinturão de Kuiper muito mais próximo (50AU) e Júpiter quase que colado à Terra (5AU).

 

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Solo rochoso em Pahrump Hills
(NASA – Curiosity Rover)

 

“As massas nunca se revoltarão espontaneamente, e nunca se revoltarão apenas por serem oprimidas. Com efeito, se não se lhes permitir ter padrões de comparação nem ao menos se darão conta de que são oprimidas.” (George Orwell – kdfrases.com)

 

O Déjà-vu!

Primeiro a Terra era o centro do Universo. Vieram uns tipos do contra e lá teve a Igreja de intervir. O poder estava inquieto, a Religião estava em causa. Prometeram queimar Galileu, mas deixando-o morrer na penumbra, lá aceitaram o conhecimento. O Sol era o centro e o grande planeta que o orbitava era a Terra. O Universo éramos agora nós, o reino de Deus era a Terra, o Sol o anjo protector e o Universo tudo o que nos rodeava. Apenas se mudava o foco (a Terra) conservando-se o conteúdo (o Homem). Mas hoje já tudo mudou, mantendo o Homem o caminho previsto para a sua inevitável obliteração (perdão substituição).

Agora todo o Sistema Solar parece encharcado em Água. Marte pode ter tido oceanos, organismos vivos e sabe-se lá até civilizações. O Homem poderá ser o maior do seu Sistema, mas talvez nem mesmo um dos mais notados da sua galáxia. Talvez nem vivamos numa realidade verdadeiramente percepcionada, mas apenas rodeados por múltiplas projecções: o nosso órgão da visão não capta todo o Universo de sinais que nos atingem, pelo que mesmo ao nosso lado poderá estar um, ou então outro e eu. Deste mundo ou de outro qualquer.

Todas as nossas memórias têm sido constantemente reconstruídas. E acompanhada essa reconstrução pela utilização sistemática da nossa falsa cultura dita cada vez mais especializada (a nova forma de analfabetismo, pondo-nos exclusivamente a olhar para um ponto e ignorando todo o resto), a sensação de déjà-vu começa a tornar-se cada vez mais asfixiante e mesmo assim, em vez de tentarmos encontrar uma explicação compreensível e racional, recorremos mais uma vez à nossa conhecida garrafa de oxigénio (que até podia ser de vinho) festejando a nossa morte.

Viva la Muerte!

 

(imagens: NASA/ESA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:42

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