Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

18
Out 12

Vampiros (e Crianças) na Escola com Família no Fim

 

VAMPIROS

No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Veem em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue Fresco da manada

(José Afonso)

 

Em Portugal aqueles que a nós Tudo Devem – as Novas Chefias Produzidas pelo Golpe de Estado de Abril, que sanearam o patrão e vampirizaram os antigos colegas de trabalho – perderam definitivamente todo o respeito que tinham por nós, agora que vêm que não temos de comer, nem nada para lhes oferecer: renegam a sua própria memória, a cultura das suas gentes, as esperanças dos seus filhos, tudo para garantirem o salário no fim do mês e tentarem impor aos outros e por transmissão, a força do vírus do seu corpo doente.

 

CRIANÇAS

Quando um adulto utiliza uma criança para reforçar os seus atos e impor as suas ideias, está a desprezar sem razão alguma, todas as outras crianças do mundo e todos os seus familiares e amigos, transformando-se num ser inútil e desprezível e sem recurso possível para a comunidade. Tem sempre a alternativa de ir lutar com outros, que sejam mais da sua idade!

 

Um dia uma criança chega à escola cheia de fome – tal com outros colegas seus – e à hora do almoço lá vai à cantina esperançada em comer algo, sendo de imediato impedida de fazer a sua principal (ou única) refeição do dia juntamente com os seus colegas, por falta de pagamento anterior. Ordens superiores dizem! Os colegas revoltam-se com a situação criada – enquanto estes almoçavam a colega ficou a vê-los comer – denunciando esta situação de violência aos seus pais. E depois veio o resto e até se soube que uma funcionária mais atenta se tinha prontificado a pagar do seu próprio bolso a refeição da criança, tendo sido impedida de efetuar este ato irrefletido por ordem da direção da escola. E o que teria acontecido se o tivesse feito?

 

E a Diretora fala (com insultos e ameaças como era de prever e apenas para se defender):

  • Todos os pais foram informados das medidas, que seriam aplicadas caso não regularizassem as dívidas até 9 de Outubro.
  • Podiam ter pedido a renegociação desses valores e até dos escalões, mas alguns foram negligentes e não o fizeram.
  • Foram participados à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (os casos de incumprimento).

ESCOLA

É nisto que dá os Mega Agrupamentos: desrespeito pelos pais, professores, funcionários, alunos e toda a restante comunidade educativa. E apenas apoiados por aqueles que detestando ser educadores, se querem servir exclusivamente da escola – como quem passa pelo governo – para se auto promover. Ou até pode ser, que já não batem bem da bolinha! 

 

De que é que a DREALG está à espera (será que ela ainda existe ou estará entregue aos bichos – e nas mãos de alguns bichinhos informáticos):

  1. Para libertar o dinheiro do estado pago com o nosso suor e lágrimas através de impostos na maioria ilegais e imorais e aqui necessário para pagar a alimentação dos nossos filhos que frequentam a escola – estando esfomeados por sermos pobres – ainda-por-cima tratando-se de uma jovem sentada à mesa com os colegas e vendo-os ao lado a comerem – sem poder fazer o mesmo – a sua refeição na cantina?
  2. Para abrir imediatamente um inquérito urgente para analisar o comportamento vergonhoso e inadmissível para uma “profissional da educação” aparentemente mulher, diretora e responsável, de nome Conceição Bernardes, suspendendo-a temporariamente de funções devido à gravidade da sua atuação e por desrespeito para com as regras básicas de funcionamento de qualquer instituição destinada à formação de jovens?
  3. Para verificar a responsabilidade indireta mas fundamental dos responsáveis da própria DREALG, na aceitação de chefias locais incompetentes – e achando-se hierarquicamente inimputáveis por nomeação superiormente confirmada – mesmo quando surgem casos inconcebíveis e escandalosos como este e ainda na emergência atual de dezenas de casos indetetaveis mas de foro criminal, como o da colocação de professores por oferta de escola, em que se privilegia quem se conhece e quem nos pode oferecer qualquer coisinha palpável, mas nunca ligando às prioridades de planeamento e investimento da própria terra onde os mesmos “chefes” residem ou nasceram ou caíram de paraquedas; por esse motivo a avalanche milagrosa da aparição como cogumelos e em todo o lado de cursos ligados à hotelaria e restauração, hoje em desgraça económica e criadores de mais desemprego por saturação de mercado e por outro lado o fim vertiginoso dos cursos intermédios técnico-profissionais ligados a áreas – pelos vistos sem futuro – como a da eletricidade/eletrónica, mecânica, madeiras, serralharia, etc., que pelos vistos ninguém na delegação controla e todos de olhos fechados aceitam?
  4. Para defender a funcionária – que deveria substituir imediatamente a diretora nas funções desta, por crime moral e ético de incompetência – impedida pela diretora de pagar a refeição da jovem com dinheiro do seu próprio bolso (como é que isto é possível? Só mesmo neste país!) e correndo futuramente o sério risco de poder vir a ser dispensada pela dita cuja, talvez para servir de exemplo para as restantes funcionárias e encarregados de educação?
  5. Para propor à diretora do Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres – cuja memória não merecia a presença de indivíduos sem estatuto mínimo para esta função, mas com autorização concursal indevida, de utilização de armas deste calibre – uma consulta de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico ou então a sua mobilidade para outra secção autárquica ou governamental, mas bem longe das suas vítimas, as famílias e das crianças?
  6. Para oferecer à mãe da criança um pedido de desculpa por parte da DREALG pela ação criticável e suscetível de averiguações tomada de uma maneira indigna e cruel por parte da Diretora, oferecendo à mãe da criança – e a todas as outras nas mesmas circunstâncias e merecendo todo o respeito devido – proteção contra ações futuras desta chefia incompetente?

FAMÍLIA

Parece que estamos todos a viver à volta de um vulcão que entrou de novo em atividade, em que todas as pessoas se queixam de estarem a ser constantemente atingidas por projeteis imprevisíveis e violentamente destruidores, continuando no entanto a defender a todo o custo e como se de um Deus se tratasse, a origem Divina desse fenómeno. E não é oferecendo sacrifícios humanos para apaziguar esse Deus-Vulcão – lançando-nos na boca do mesmo – que conseguiremos aplacar as suas terríveis exigências. Só se estivermos de fato, de Regresso ao Passado!

 

E os Pais respondem (pedagogicamente e como qualquer bom profissional da educação):

  • Nada justifica uma criança passar fome.
  • Não é justo castigá-la a ela.

A crítica é de Teresa Francisco, mãe de uma criança de cinco anos que foi proibida de almoçar na última quinta-feira na EB1 nº 2 de Quarteira (Loulé). Tudo porque a família não pagou a mensalidade da alimentação, cerca de 30 euros.

 

FIM

 

A reportagem da SIC sobre o tema aqui em questão, nada de importante esclareceu sobre os procedimentos corretos que se deveriam ter tomado até à exaustão para proteger o superior interesse da jovem esfomeada, redundando a entrevista à responsável da escola num expor de pequenas divergências colaterais e pessoais, que nada tem a ver com o papel coletivo e compreensivo da escola.

 

A Associação de Pais devia ter vergonha pelo “agarrar descontrolado desta oportunidade”, apenas para dizer presente. E ainda-por-cima “espiritualmente recomendada” por “entidades superiores” – esta instituição de solidariedade social não se pode esquecer que, atacar a irresponsabilidade dos pais de uma criança-vítima, pode também significar para os outros responsaveis insensíveis que a tudo isto assistem, que “a banalização da oportunidade pode fazer o ladrão”! Atacando-nos sem piedade, em nome do lucro e por todos os lados!

 

E para finalizar esta história de “Vergonha Contida” – construída de modo a salvaguardar a mediocridade das Chefias Essenciais – não me venham agora com a desculpa final de que as crianças também mentem e sabem ser mazinhas – como já ouvi dizer ultimamente e desculpabilizando a salvadora diretora inexistente, que a criança não ficou a ver os outros a comer, tendo sido pelo “contrário” cuidadosamente colocada sozinha numa sala “sem conteúdo e neutral”, a pão-e-água (desculpem “a pão e leite”) e vigiada solidariamente pela “Técnica Operacional”; holograma obrigado por obediência hierárquica a ser subserviente para com os seus líderes e orientadores, os Nomeados Tutores Fundamentais, responsáveis pela reconstrução da humanidade e controladores-salvadores da nossa mente e dos abismos ideológicos que nos rodeiam. O certo é que a parte mais fraca é sempre demolida e obliterada pela ética e pela moral de quem não a tem mas a consegue impor aos outros, olhando estes sempre o elo mais fraco da corrente – que eles próprios construíram com um brutal desprezo e humilhação, socorrendo-se da divulgação e manipulação dos fatos ocorridos – como um fator de progressão na carreira e não como uma obrigação assumida para com toda a sociedade, visível ou não! Digam-me:

  • Quantos professores se mostraram publicamente minimamente interessados com o que se estava a passar no seu agrupamento?
  • Quantos professores foram capazes de solidariamente apoiar a parte mais fraca e indefesa neste caso?
  • Onde estão as dezenas de pessoas indignadas com a situação criada à volta da criança e simultaneamente contra todos os criminosos que se serviram dela – não são só os pedófilos – na altura prontas a marchar contra a falta de decoro de alguns na defesa do interesse superior da criança e que hoje poderiam estar à nossa espera e ao lado dos seus/nossos carrascos, prontos a insultar-nos e agredir-nos (e até aos pais da criança)?

O pensamento, as ideias, as concretizações das nossas “elites” são mesmo Miseráveis!

 

(dados e imagens – a partir de 16.10.2012: CM + GOOGLE)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:22

Junho 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13

19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO