Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

11
Jan 17

O Cinturão de Van Allen!

 

our-changing-world-and-the-mounting-risk-of-a-cala

The magnetic field and electric currents near Earth generate complex forces that have immeasurable impact on our everyday lives

 

No sentido de nos relembrarmos de que a Terra poderá ser mesmo um dos poucos pontos deste Universo onde existe Vida (orgânica e por réplica, em tudo idêntica à nossa), convém recordar que das várias ameaças que pendem diariamente sobre o nosso planeta (e sobre a nossa sobrevivência como espécie), quatro das causas mais previsíveis e capazes de provocarem consequências extremas e ate mesmo catastróficas para todo este ecossistema potencialmente único (pelo menos neste Universo integrado no meio de outros idênticos), poderiam muito bem ser (e escolhidas em poucos segundos) os cometas e os asteroides pelos efeitos provocados por possíveis e devastadores impactos com a Terra (sismos, erupções, tsunamis, efeito de estufa) e as tempestades solares e cósmicas atravessando todo o Espaço a grande velocidade e podendo atingir diretamente o nosso planeta, não só pela enorme energia transportada mas pela sua elevada radioatividade.

 

Que como todos nós sabemos tem (ao longo destes últimos biliões de anos) moldado corpos celestes como o nosso vizinho planeta Marte – coberto de crateras de impacto e sobrecarregado de raios mortais – um corpo aparentemente morto, seco e desértico e sem vestígios de atmosfera (pelos vistos podendo ter uma função protetora).

 

Esquecendo-nos no entanto de um pormenor extremamente importante senão mesmo fulcral para a sobrevivência do Homem e da sua Civilização (como o afirma Joseph Pelton), o Cinturão de Van Allen.

 

Our changing world and the mounting risk of a calamitous solar storm

As Earth’s magnetic poles continue to shift our likely nemesis is a massive solar storm

(Joseph N. Pelton/IAASS)

 

Magnetic-mapping-of-Earth-by-the-ESA-Swarm-Satelli

Magnetic mapping of Earth by the ESA Swarm Satellite

(red shows where the magnetic field is strengthening and blue shows where it is weakening)

 

The natural protective shield created by the Van Allen belts, that are held in place by Earth’s magnetic poles, are increasingly at risk of being greatly diminished. ESA’s Swarm mission satellites are designed to measure Earth’s magnetosphere. These satellites confirm what we had begun to suspect - that Earth’s magnetic poles are apparently in a process of shifting from North to South and South to North. Swarm measurements confirm that Earth’s Magnetic North has now shifted down to Siberia and continues to head South.

 

Modelling carried out by the Max Planck Institute in Germany in 2015 suggests that during this shift the shielding provided by the Van Allen belts will essentially go haywire and be reduced to perhaps 15 per cent of its former protective capacity.

 

This means the potential of enormous risk to electric power grids with maybe thousands of electrical transformers burned to a crisp. It also means vital satellites for communications, broadcasting, global navigation and timing, weather forecasting, synchronising the Internet and assisting with aircraft take-off and landing could be suddenly rendered inoperable or severely degraded. As we add more people, more vital infrastructure and move to a highly urban environment with perhaps 70 per cent of all people living in urban centres, the vulnerability of humans all over the globe is growing.

 

A loss of vital infrastructure around the world could mean the failure of transportation, communications and power systems that could put millions of people at risk due to disease, starvation, water shortages or other dangers.

 

issue8-Chart-showing-the-Magnetic-field-level-repr

Chart showing the Magnetic field level represented by a gauss or a tesla

(i.e. 10,000 gauss)

 

Um planeta de um Sistema centrado numa pequena estrela de classe espectral G2V (de cor branca e com a sua fotosfera composta esmagadoramente por hidrogénio e hélio), localizado a cerca de 150 milhões de Km (1 UA) da mesma e com os raios deste corpo celeste extremamente quente (t = 5500⁰C à superfície) e luminoso, a concretizaram a visão fantástica de um mundo extraordinário por si originado (o Sol) e contendo Vida (organizada e inteligente como o Homem).

 

Movimentando-se pelo Espaço já há alguns biliões de anos e hoje já contendo milhares e milhares de espécies uma delas sendo o Homem – ultrapassando os 7 biliões.

 

Segundo muitos dos cientistas e apesar da nossa estrela (o Sol) se encontrar num período de baixa atividade (com o aparecimento de poucas manchas solares e de emissões de CME), com o nosso planeta (a Terra) a poder estar simultaneamente a atravessar um período de tempo de uma certa incerteza (no que à sua proteção e segurança diz respeito), dado o notório enfraquecimento do seu precioso e vital cinto de proteção (Cinturão de Van Allen) numa consequência provocada pela atual e progressiva deslocação do campo magnético terrestre (com o Pólo Norte já hoje já instalado algures na Sibéria).

 

Deixando-nos num impasse de previsão face a uma possível mudança dos polos magnéticos terrestres.

 

(imagens, legendas e texto/itálico: room.eu.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:32

01
Dez 14

Estamos na segunda metade dos anos sessenta. Em Portugal Salazar já caíra da cadeira (Estoril – 03.08.68), enquanto que nos EUA a NASA iniciava os voos tripulados do projecto APOLLO (Cabo Canaveral – 11.10.68). E no dia 16 de Julho de 1969 a nave tripulada APOLLO 11 descola da Terra, sendo a primeira missão a colocar homens na Lua (o nosso satélite natural situado a mais de 360.000Km de distância da Terra): parecia mesmo um filme de Hollywood, um sonho tornado realidade.

 

800px-5927_NASA.jpg

Aldrin e o módulo lunar Eagle
(Apollo 11)

 

Quando a 20 de Julho de 1969 o módulo lunar EAGLE entrou em contacto com a superfície da Lua, milhões de espectadores assistiam na Terra via TV a este momento histórico na vida da Humanidade: pela primeira vez o Homem abandonava o seu planeta de origem (ultrapassando o frio e a escuridão solitária do Espaço) para atingir um Outro Mundo e entrar em contacto com ele.

 

Nesse dia os astronautas da Apollo 11 Neil Armstrong e Edwin Aldrin tiveram o privilegio único de serem os primeiros homens a pisar um mundo alienígena (Michael Collins ficara no módulo de comando em órbita da Lua), deixando todos os habitantes na Terra entusiasmados e de boca aberta, com este feito espantoso e inacreditável.

 

Em Portugal milhares de portugueses também puderam assistir pela televisão (na altura a preto-e-branco) e durante toda a noite a este acontecimento extraordinário, observando atentamente os passeios e os saltos de Armstrong e Aldrin sobre o solo lunar, assim como (e não poderia deixar de ser) à colocação da bandeira norte-americana: ou não tivesse a América ganho a Corrida ao Espaço aos seus rivais Soviéticos.

 

No entanto pouco tempo se passou sobre este acontecimento (espacial) para logo começarem a surgir as primeiras interrogações colocadas pelos mais incrédulos (e cépticos) sobre a realização duma empreitada de tal envergadura, fazendo-se então ouvir cada vez com mais insistência que tudo não passava de uma mera encenação montada num estúdio de Hollywood.

 

Mas como o tempo tudo faz esquecer e como os voos extraterrestres se continuaram a realizar e evoluir sem problemas e para lugares cada vez mais distantes no nosso Sistema Solar (veja-se o caso das sondas VOYAGER) o assunto ficou para trás e um pouco esquecido, apesar de regressar (pelos mais diversos motivos) de tempos a tempos.

 

Nunca deixando no entanto de deixar algumas dúvidas e questões por responder, como mais recentemente a razão porque tinham os norte-americanos desistido de mais voos tripulados à Lua ou a qualquer outro tipo de destino localizado no espaço exterior: é que terminado o programa Apollo e pondo de lado as sondas automáticas (não tripuladas) o Homem têm-se limitado apenas a estações espaciais (como a ISS). Nada mais.

 

earth-shield-Baker-et-al-e1417032107784.jpg

Os cinturões de Van Allen
(nova ilustração)

 

E quando tudo parecia arquivado e esquecido (os únicos caminhos disponíveis ficavam agora para os teóricos da conspiração) eis que um engenheiro da NASA num vídeo educacional lançado para promover a nova nave espacial ORION (que segundo a NASA levará o Homem para lugares onde ele nunca esteve) afirma:

 

“As we get further away from Earth, we will pass through the Vann Allan Belts, an area of dangerous radiation. Radiation like this can harm the guidance systems, onboard computers, or other electronics on Orion. Naturally, we have to pass through this danger zone twice, once up and once back. But Orion has protection, shielding will be put to the test as the vehicle cuts through the waves of radiation. Sensors aboard will record radiation levels for scientists to study. We must solve these challenges before we send people through this region of Space”. (Kelly Smith – NASA Engineer)

 

“We must solve these challenges before we send people through this region of Space”

 

Só podemos ficar mesmo de boca aberta e com cara de palerma. Como é possível fazer-se tal afirmação – ainda por cima divulgada por um engenheiro e responsável da NASA – se todos nós sabemos que a agência norte-americana já enviou vários astronautas através dos cinturões de Van Allen há mais de 40 anos?

 

Com afirmações como esta até começamos a pensar se não haverá nisto tudo algo de verdade: se os cinturões de Van Allen (que protegem a Terra) são constituídos por material extremamente radioactivo e mortal (para os seres humanos), então e provavelmente o Homem nunca os terá (para já) ultrapassado, sendo esta a prova final de que a EAGLE nunca alunou (aplicando-se o mesmo a todos as missões tripuladas Apollo).

 

orion-first-test-flight-illustration.jpg

Primeiro teste de voo da nave espacial Orion
(ilustração)

 

Se alguma vez formos à Lua, só se formos (no futuro e protegidos das radiações) a bordo da nave espacial ORION.

 

“NASA is set to launch the first test flight of its deep-space Orion capsule this week. The Orion capsule — built for NASA by Lockheed Martin — is designed to eventually take humans deeper into space than they've ever gone before”. (space.com)

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:47

29
Nov 14

Um terceiro Cinturão de Van Allen (conjunto de partículas sob a acção do campo magnético terrestre e actuando como barreira protectora dos efeitos nocivos da energia emitida pelo Sol) protegerá em determinados momentos a Terra: constituído por uma nuvem de gás carregado electricamente, ao interagir com as partículas dos outros dois cinturões, este agora descoberto cinturão (integrando a plasmasfera) cria uma verdadeira barreira protectora.

 

plasmaspherev5-01_3.jpg

O 3.º Cinturão
Mais uma barreira de protecção para a Terra
(contra os electrões mais rápidos)

 

Pelos vistos são três e não dois os cinturões que protegem a Terra (a sua atmosfera e os seus seres vivos residentes) da acção das partículas nocivas provenientes do Sol: o primeiro estendendo-se de 1.000 a 10.000Km de distância da Terra, o segundo entre os 13.000 e 65.000Km e finalmente o terceiro situando-se numa região intermédia (12.000Km – valor registado na última observação antes do cinturão voltar a desaparecer e que durou quatro semanas).

 

Se os dois primeiros cinturões já eram conhecidos desde que em 1958 James Van Allen os descobrira através dos dados recolhidos pela sonda Explorer 1 (lançada nesse ano e incorporando um aparelho para detecção de raios cósmicos), já no caso do terceiro cinturão foi mais complicada a sua identificação e confirmação, dado o mesmo aparecer e desaparecer sem qualquer tipo de aviso, pelo menos conhecido e bem compreendido.

 

Segundo James Van Allen com o primeiro cinturão (o mais interno) a ser constituído por uma camada de protões altamente energéticos (protegendo-nos dos raios cósmicos oriundos do exterior) e com o segundo a ser constituído principalmente por iões de hélio (transportados pelos ventos solares) e com os electrões a serem aqui as partículas mais energéticas.

 

Quanto ao terceiro cinturão agora identificado – a que os cientistas têm chamado “disco invisível” – a sua função seria a de eliminar os chamados “electrões assassinos”, responsáveis entre outros, pela destruição de satélites, efeitos nocivos na saúde dos astronautas e até para o próprio ambiente terrestre.

 

Mas ao contrário dos outros dois cinturões, este último tem demonstrado ser temporário: em todas as observações realizadas a este tipo de fenómeno, ele tem sempre apresentado um princípio e um fim. O último evento deste tipo ocorreu em 2013 e durou quase um mês: no final desse período uma grande tempestade solar atingiu este terceiro cinturão, fazendo-o desaparecer completamente.

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:23

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