Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

22
Abr 20

Numa vista parcial da cidade de Veneza com a ilha de Murano rodeada de canais, a partir de registos da ESA obtidos por satélite e produzidos em alturas diferentes, a constatação visual de que algo está diferente.

 

Screenshot_2020-04-22 ESA images Venice canals are

19.04.2019

 

Veneza antes do Covid-19 (AC) e depois do Covid-19 (DC)

 

Screenshot_2020-04-22 ESA images Venice canals are

13.04.2020

 

Nos registos de 2019 AC (Antes de COVID) e de 2020 DC (Depois de COVID) sendo fácil de detetar a diferença no trânsito ─ nos cursos de água, nos canais ─ no primeiro caso sendo bem intenso no segundo quase inexistente.

 

(imagens: dailymail.co.uk/ESA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:57

17
Nov 19

Uma cidade afundando-se progressiva e irreversivelmente no mar Adriático e com o agravamento das Alterações Climáticas, sem qualquer previsão de futuro, senão o de desaparecer sob as águas.

 

“Venice hit with a historic third major flood in less than a week”

(Colleen Barry and Luca Bruno Associated Press November 17, 2019)

 

37ac60f8-c57f-491f-81f6-a38c7a832298-EPA_ITALY_VEN

Water starts rising again in Venice, northern Italy on Nov. 16, 2019

High tidal waters returned to Venice on Saturday,

four days after the city experienced its worst flooding in more than 50 years.

 

Afundando-se (lentamente) a uma média (cálculos por satélite realizados, anos atrás) de 2 milímetros/ano − significando uma subida do nível médio das águas de 1 metro/500 anos – a cidade (hoje, turística) de Veneza antecipando o que poderá ser definitivo daqui a meio milénio (senão mesmo antes, dado o evoluir do Aquecimento Global e das Alterações Climáticas) vê-se no presente colocada perante um cenário de Grandes Inundações (três, todas elas em menos de uma semana) mesmo que eventualmente temporárias (dependendo da precipitação e das marés no momento) superando o tal 1 metro de subida (do nível médio das águas) e atingindo os 1,5 metros. Devido ao mau tempo (as maiores inundações em mais de 50 anos) assolando toda a região de Veneza (e toda a cidade) − assim como outras regiões da Itália (com elevada precipitação e inundações, ventos fortes e até avalanches de neve) – com muitos museus e outros estabelecimentos (lojas, cafés, restaurantes) sobretudo em redor da praça de São Marcos a fecharem as suas portas (mesmo assim registando-se a presença no local de muitos turistas), direcionando muitos dos seus responsáveis culturais e comerciais a protegerem de diversas formas as suas preciosas memórias e mercadorias e até em certos casos colocando os turistas hospedados em hotéis, em partilha (talvez solidária) com as águas aí infiltradas. E mesmo assim continuando-se à espera e sem prazo de conclusão (ainda definido) − passados mais de 16 anos e investidos mais de 5 biliões de euros – a conclusão do projeto de defesa contra inundações previsto para esta região (de Veneza), através da construção de uma “barreira” subaquática, protetora, mas ainda inoperacional.

 

(texto/legenda baseado/retirada do artigo de: Colleen Barry e Luca Bruno/Associated Press/usatoday.com – imagem: Andrea Merola/EPA-EFE/usatoday.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:50

Junho 2020
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO