Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

23
Jul 19

Com a TERRA integrada no Sistema Planetário tendo como referência o SOL (a estrela central) − o SISTEMA SOLAR – por sua vez fazendo parte de um sistema ainda maior ligando entre si (por ação das forças gravitacionais) estrelas e um meio ambiente (estelar) de gás e poeiras, conhecido como galáxia – no nosso caso (os Humanos habitando o planeta Terra) a galáxia VIA LÁCTEA –

 

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Sendo interessante para o conhecimento da nossa Evolução conhecer todo o trajeto percorrido pela nossa galáxia desde a sua formação (se possível até hoje), assim como e evidentemente (para uma melhor compreensão e absorção de mais este Fenómeno Extraordinário confirmando LAVOISIER) e antecipando (se possível) o Ano Zero, como e porquê a mesma (VIA LÁCTEA) se terá formado: há 10.000 milhões de anos (atrás) acompanhando uma “grande onda” de formação de estrelas, dando origem a diversos sistemas estelares, muitos deles acabando por fundir-se formando galáxias (num processo iniciado cerca de 3000 milhões de anos antes da formação da Via Láctea), com duas galáxias a encontrarem-se colidindo – uma galáxia menor denominada GAIA-ENCELADUS e outra maior (mais maciço sistema estelar) e considerada a “progenitora da Via Láctea” – dando origem a esse pequeno disco em espiral a galáxia VIA LÁCTEA (talvez há uns 6.000 milhões de anos).

 

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Onde para além da presença do Mundo Mineral (a Espinha Dorsal desta Superestrutura que é o UNIVERSO) se testemunhou pela primeira vez (para nós ÚNICA) a presença do Mundo Orgânico: percorrendo uma das suas etapas evolutivas e dando origem ao aparecimento de Vida organizada e inteligente, neste pequeno “Ponto Azul” deveras relevante (Impressionante) mas perdido na escuridão e profundidade da imensidão (Infinita) do Espaço. Com o Eletromagnetismo a ser a sua e nossa ALMA.

 

Num trabalho da responsabilidade do INSTITUTO de ASTROFÍSICA das CANÁRIAS (IAC) debruçando-se sobre “THE EARLY DAYS OF THE MILKY WAY” e levado a cabo por um grupo de investigadores (espanhóis) tentando colocar em sequência a formação da nossa Galáxia a Via Láctea:

 

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Recuando 13.000 milhões de anos (momento em que tudo seria muito diferente), passando por há 10.000 milhões de anos atrás (quando as duas galáxias – a maior e Gaia-Enceladus colidiram) e revendo o Universo até cerca de 6000 milhões de anos no passado (do mesmo): quando “o pó começou a assentar” e se começou a visualizar e a definir o pequeno disco em espiral representando a Via Láctea (com o aspeto que tem hoje). Quando a mesma Via Láctea caminha agora para outra colisão entre Galáxias, agora (talvez num futuro de ouras dezenas de milhares de milhões de anos) com a galáxia de Andrómeda: aprendendo para prever e talvez (se ainda existirmos) para prevenir.

 

[Publication: Carme Gallart, Edouard J. Bernard, Chris B. Brook, Tomás Ruiz-Lara, Santi Cassisi, Vanessa Hill and Matteo Monelli. Uncovering the birth of the Milky Way through accurate stellar ages with Gaia. Nature Astronomy (22 July 2019). DOI: 10.1038/s41550-019-0829-5]

 

(imagens: iac.es e sciencedaily.com/stock image)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:33

28
Jun 19

“No que nos (Homem) diz respeito (e à nossa sobrevivência) com o Sol

(sendo a Terra a nossa atual zona de conforto)

a estar a meio do seu ciclo de Vida.

Um dia tendo-se (obrigatoriamente) que partir

ou optando-se por não se mexer então morrer.”

 

Imagem parcial da galáxia (com mais de 13 biliões de anos de idade) onde se situa o nosso sistema planetário o SISTEMA SOLAR – com um dos seus 8 planetas a ser a TERRA orbitando (tal como todos os outros) uma estrela de referência o SOL – localizado num dos braços da mesma galáxia em espiral a VIA LÁCTEA (mais ou menos a meio da distância centro/limites) e com tudo o que vemos a olho nu (no Céu noturno do deserto do Atacama) pertencendo-lhe.

 

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Arco da Via Láctea como visto a partir do telescópio ALMA

localizado no deserto de Atacama no Chile

(17.06.2019)

 

Uma galáxia − a VIA LÁCTEA – com 50.000 anos-luz de raio (distando cerca de 26.000 anos-luz do centro), 1000 a 3000 anos-luz de espessura, comportando 100 a 400 biliões de estrelas e com um período de translação (do Sol relativamente ao centro da galáxia) de 225 milhões de anos. No centro da qual (Via Láctea) se situa um Buraco Negro Supermaciço. E com o Sistema Estelar mais próximo a ser o de ALPHA CENTAURI com a sua estrela mais próxima (do Sol) a ser PROXIMA CENTAURI (a 4,6 anos-luz de distância).

 

Dentro de aproximadamente 4,5 biliões de anos,

se não destruídos por um asteroide ou pela própria evolução do Sol

(expandindo-se e “engolindo” a Terra),

sendo certa a colisão (“talvez não de frente, mas de raspão”)

da nossa galáxia VIA LÁCTEA com a galáxia de ANDRÓMEDA.

 

Com os telescópios ALMA a apontarem-nos de uma forma bem clara (dirigindo-se para a imensa escuridão cintilante) qual deverá ser efetivamente o futuro do Homem: depois dos Oceanos, a Aventura e a Descoberta do Espaço. E podendo o nosso Universo ser relevante por Único (onde existe Vida Orgânica, Inteligente, reproduzindo-se e sendo capaz de se organizar, adaptar e evoluir) não sendo certamente o único, Universo projetado e existente − mergulhado num oceano eterno de múltiplos Universos (como réplicas do mesmo Molde) e variáveis (mesmo que incompreendidas como o Tempo), concorrentes, paralelas ou coincidentes.

 

(imagem: Petr Horálek/ESO/space.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:32

14
Mar 19

[Um dia a Via Láctea e Andromeda encontrar-se-ão e então terão um filho.]

 

Antes do fim da Terra (do Sol e do nosso Sistema) partiremos para outros destinos (tal como os navegadores, os emigrantes, os astronautas): mas tendo sempre em mente a nossa própria origem (onde todos nós nascemos), mantendo-a sob contínua observação para um possível e desejado retorno (senão à zona de conforto pelo menos à região).

 

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Galáxia NGC 6052

Resultado da fusão de 2 outras galáxias

(NGC 6052A e NGC 6052B)

E um exemplo do que sucederá aquando da fusão

Entre as galáxias Via Látea (a nossa) e Andromeda

 

Em rota de colisão prevista para ocorrer dentro de cerca de 4,6 biliões de anos (aproximadamente a mesma idade que terá o nosso Sistema Solar), as galáxias da VIA LÁCTEA e de ANDROMEDA (mesmo comportando grandes conglomerados de estrelas) acabarão naturalmente por se adaptar uma à outra (fundindo-se) dando origem a uma nova galáxia: tal como o evidencia a galáxia NGC 6052 (descoberta em 1784 pelo astrónomo britânico William Herschell) inicialmente pensando-se ser uma simples galáxia (pelo próprio W.H.), mais tarde catalogada como irregular e no presente sendo definida como resultante de outras duas galáxias, pré-existentes e fundindo-se posteriormente: NGC 6052A e NGC 6052B.

 

“Merging galaxies can be a beautiful site, as the gravitational forces draw long wispy streams of stars into fluid-like shapes. The Mice galaxies, NGC 4676 A and B are in the process of merging and are one of the most striking examples of merging galaxies.”

(Evan Gough/universetoday.com)

 

Um Evento astronómico que poderíamos pensar ir ter um grande impacto no nosso planeta ou não integrasse a Terra o Sistema Solar e este a galáxia Via Láctea (sistema/solar localizado na extremidade de um dos braços da galáxia/via láctea) – podendo-se correr o risco de assistirmos a colisões de estrelas, de planetas e de outros corpos celestes (nesta vastíssima região do Espaço) e sofrermos as consequências desses acontecimentos (para o Homem e restantes seres vivos) verdadeiramente Apocalípticos e ao nível (definitivo) da Extinção – mas que na realidade já em nada nos afetará (nesse Futuro a decorrer dentro de 4,6 milhões de anos) com o Sol JÁ transformado numa Gigante Vermelha e com a Terra sem a presença do Homem ou de qualquer sinal de Vida.

 

“The meeting will take hundreds of millions of years to conclude, if not billions. It’s unlikely that any civilization going through a galaxy merger and surviving it can really come to grips with it. And in 4.5 billion years, our own Sun will be a red giant, and there will likely be no humans or anything else left alive on Earth. But, if there are some future, distant relatives of ours alive at that time, somewhere in the Milky Way, this is what they might experience, according to NASA.”

(Evan Gough/universetoday.com)

 

E com a estabilização do processo de fusão das 2 galáxias com o resultado (dessa Evolução) a estabilizar-se surgindo uma nova galáxia: como a galáxia NGC 6052 registada na imagem (inicial) com a ajuda preciosa do telescópio Hubble. E (ainda) por conclusão presente advindo da experiência e aplicando-se no futuro (e à nossa situação como terrestres, solares e lácteos que hoje somos) com a NASA até a expor-nos as diferentes fases (cinco) do processo (mesmo que já cá não estejamos na altura) não certamente para quem por cá ficar, mas obviamente para quem um dia partir.

 

(consulta e imagem: universetoday.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:38

17
Jan 19

[A Bela NGC 6744 e o Monstro HUBBLE]

Da Bela p/ usufruir da visão

 

A bela galáxia em espiral NGC 6744, maior (mais do dobro da extensão) mas muito parecida com a (nossa) galáxia (e também em forma de espiral) VIA LÁCTEA – na qual a TERRA se encontra inserida (tal como o Sistema Solar) – numa imagem por nós usufruída (os humanos) graças à utilização do telescópio espacial HUBBLE (uma obra-prima da nossa tecnologia).

 

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A Bela

Entenda-se o que se entender por Arte Natural

O usufruto visual de uma galáxia em espiral

NGC 6744

A Irmã-Maior da Via Láctea

 

Uma galáxia em espiral localizada a 30 milhões de Km (talvez uma das galáxias do género, situada mais perto de nós), descoberta em 1826 pelo astrónomo (escocês) James Dunlop e que terá como sua companhia, uma outra (galáxia) a NGC 6744A. E tal como na Via Láctea com uma região central, cheia de velhas estrelas-amarelas (da classe G como o Sol).

 

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O Monstro

Telescópio Hubble

Reparada a avaria na câmara de campo-largo

Com o mesmo a voltar ao serviço

Já nos próximos dias

 

Olhando para o céu estando localizada a sul da constelação Pavo (a 30 milhões de anos-luz da mesma), em espiral e com a sua parte central (bem amarelada) bem iluminada e carregadinha de estrelas (velhas e frias) – e nas extremidades dos seus braços conjuntos (clusters) de estrelas novas e de outras estrelas em formação (dando-lhe aquele tom rosa).

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:01

07
Jan 19

Agora a 2 biliões de anos de distância:

Mesmo sabendo-se antes (de 31) da nova data da chegada do FIM-DO-MUNDO, só se divulgando depois (de 1) para não perturbar a PASSAGEM DE ANO.

 

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The Milky Way Galaxy and the Large and Small Magellanic Clouds

(texto/imagem: Nina McCurdy /Nick Risinger / NASA/sci-news.com)

 

Segundo um artigo publicado recentemente (a 13.11.2018) pela Royal Astronomic Society (organização de investigação astronómica, criada no início do século XIX e sediada em Londres), o Fim-do-Mundo na Terra está ainda mais próximo do que anteriormente se previa: um sinal deveras preocupante para todos nós (os animais racionais residentes neste planeta) para o Homem – quando um dos desejos mais prementes e sempre emergentes em qualquer tipo de conversa envolvendo o nosso ecossistema, o nosso quotidiano e a nossa sobrevivência, aponta não só para o Espaço disponibilizado (teoricamente sem problemas de aplicação por Infinito, apesar de pratica/tecnologicamente ainda não ser possível de concretização) como simultaneamente (e fundamentalmente – ou não fossemos católico-romanos dificilmente aceitando Lavoisier) para o Tempo atribuído (a cada um de nós) cronologicamente bem delimitado e extremamente curto – em tudo semelhante (quotidiano e tempo de serviço) à Vida ao nível de um inseto como será o caso Mosca.

 

The aftermath of the Great Collision between our Galaxy and the Large Magellanic Cloud

(Marius Cautun, Alis J Deason, Carlos S Frenk, Stuart McAlpine)

The Milky Way (MW) offers a uniquely detailed view of galactic structure and is often regarded as a prototypical spiral galaxy. But recent observations indicate that the MW is atypical: it has an undersized supermassive black hole at its centre; it is surrounded by a very low mass, excessively metal-poor stellar halo; and it has an unusually large nearby satellite galaxy, the Large Magellanic Cloud (LMC). Here, we show that the LMC is on a collision course with the MW with which it will merge in 2.4+1.2−0.8Gyr (68 per cent confidence level). This catastrophic and long-overdue event will restore the MW to normality. Using the EAGLE galaxy formation simulation, we show that, as a result of the merger, the central supermassive black hole will increase in mass by up to a factor of 8. The Galactic stellar halo will undergo an equally impressive transformation, becoming 5 times more massive. The additional stars will come predominantly from the disrupted LMC, but a sizeable number will be ejected on to the halo from the stellar disc. The post-merger stellar halo will have the median metallicity of the LMC, [Fe/H] = −0.5 dex, which is typical of other galaxies of similar mass to the MW. At the end of this exceptional event, the MW will become a true benchmark for spiral galaxies, at least temporarily.

(Royall Astronomical Society/2018)

 

E assim num momento em que no planeta Terra o Homem (o Ser Vivo Inteligente aí residente) caminha para os 8 biliões de indivíduos, repensando-se de novo e finalmente (numa ação interrompida há quase meio século) na exploração do Espaço e no relançamento dos voos tripulados – com norte-americanos, russos e chineses apontando para a Lua e para Marte (utilizando organizações governamentais ou privadas) – e como consequência dessa ação (inevitável se pretendermos evitar a nossa extinção, para tal sendo necessário movimento/evolução ou seja o abandono da zona anterior de conforto ou seja “de casa”) podendo posteriormente (o mesmo Homem) expandir o alcance destas expedições a outros corpos celestes, planetas (com as Viagens Interplanetárias) ou até mesmo galáxias (com as Viagens Intergalácticas) – estendendo-se de uns míseros 384 mil Km de distância (distância aproximada Terra/Lua), a centenas e milhares de UA (com a Nuvem de Oort a estender-se até umas 100.000UA e o sistema estelar Alpha Centauri/ o mais próximo da Terra a uns 4,37 anos-luz/mais de 63.000UA de distância) – com esta notícia a cair (literalmente em cima de nós) encurtando-nos ainda mais o tempo (já ínfimo a nível individual) e aconselhando-nos a acelerar: não daqui a 4 ou 5 biliões de anos ocorrendo o Fim-do-Mundo (tal com anteriormente previsto, devido à colisão da nossa galáxia/Via Láctea com a galáxia de Andrómeda) mas com tal Evento a ocorrer dentro de apenas 2 biliões de anos (com a colisão da Via Láctea com a Grande Nuvem de Magalhães, uma pequena galáxia rodando em torno da Via Láctea) – não existindo outro tipo de Evento (anterior) ao Nível da Extinção reduzindo a nossa permanência (na Terra) até uns 60%.

 

(imagem: a indicada)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:54

23
Abr 16

Uma das partes da Nebulosa da Aranha e da Mosca

 

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As pernas da Aranha

Observação realizada a infravermelhos

PIA 20357

 

Numa belíssima imagem a infravermelhos da “Nebulosa da ARANHA” (uma das partes da “Nebulosa da Aranha e da Mosca”) obtida a partir do Telescópio Espacial SPITZER – já que a mesma é impossível de ser observada a olho nu – a NASA oferece-nos um retrato de parte do outro lado da galáxia a que pertencemos (a VIA LÁTEA), do lado oposto e a cerca de 10.000 anos-luz de distância da TERRA.

 

Localizando-se na constelação de AURIGA, uma zona do Espaço polvilhada por agrupamentos de estrelas jovens como as que surgem à direita da imagem (um cluster denominado STOCK 8), que com a sua forte luz iluminam uma enorme extensão dessa nebulosa carregada de nuvens de poeiras, desvendando atrás delas como se estas quisessem permanecer escondidas, mais outra multidão de estrelas também brilhantes e jovens.

 

Tal como os jovens estudantes que escolheram esta nebulosa como seu objeto de estudo (contando naturalmente com a preciosa colaboração de professores e de cientistas).

 

(imagem: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:36

22
Mar 14

Uma vista espectacular da nossa Via Láctea só possível pela evolução tecnológica registada nas últimas décadas e graças às grandes capacidades filosóficas e intelectuais dos seres humanos.

 

 

Não tão produtiva como seria inicialmente previsível – dada a evolução fulgurante registada nas primeiras décadas – apenas por não estar de acordo com os desejos e ambições dos patrocinadores. E sem financiadores nada se faz.

 

 

Desta vez o telescópio Spitzer propõem-nos uma visão do nosso Universo registada a infra-vermelhos, tendo como convidado principal uma das suas infinitas regiões, precisamente aquela onde nos integramos: a Terra, o Sol e todo o Sistema Solar.

 

(imagens – spitzer.caltech.edu)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:53

11
Mar 14

Ficheiros Secretos – Albufeira XXI

(Os Desertos Não Existem, Fomos Nós Que Os Criamos)

 

“Uma investigação internacional liderada pelo instituto norte-americano SETI concluiu que as dunas da cratera de Gale, no planeta Marte, "movem-se" e que "estão activas", anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC)”. (DN Ciência)

 

A nave alienígena Extra Solar

                                                               

Enquanto as individualidades terrestres se iam concentrando no módulo central, no exterior o movimento que aí se registava parou por uns instantes: da parte superior das seis sondas Virgin Colony começavam agora a ser emitidos feixes de raios em frequências particulares, que se foram agrupando posteriormente entre si formando uma rede de ligações como se tratasse de uma densa teia de aranha e que progressivamente foram preenchendo todos os intervalos vazios ainda existentes, transformando-se finalmente numa superfície homogénea e compacta como se de uma película se tratasse. Era apenas a última oferta dos Extra Solares, uma cúpula extraordinária que simulava no seu interior a atmosfera terrestre e que lhes permitia usufruir do local como se estivessem na Terra. Observando de longe o espectáculo os jovens não conseguiram evitar a reacção instintiva e abriram a boca de espanto: ninguém lhes dissera que estariam perante uma espécie provavelmente tão ou mais avançada do que as deles. E ainda aí vinha mais.

 

Os guias contactavam agora a sua base aguardando novas instruções. Cada um dos grupos continuava instalado na mesma posição, denotando algum cansaço e nervosismo pela sua atitude estática e não interventiva que persistiam em assumir. Mas por mais que os seus corpos pedissem, as ordens não sofriam alteração: deveriam manter de momento o estatuto de meros observadores, sendo-lhes solicitado no entanto que se preparassem para uma nova evolução da situação, a qual poderia envolver um novo episódio de contacto. Só em último caso deveriam recuar até aos VD e regressar à base. Os guias sabiam que seria difícil acalmar todos aqueles jovens impetuosos mas ainda inexperientes em encontros deste tipo e numa reunião conjunta realizada através dos seus canais restritos de comunicação, decidiram estabelecer uma estratégia que ocupasse esses mesmos jovens tornando-os ao mesmo tempo úteis e responsáveis: tendo o privilégio de poderem assumir o comando independente em situações inesperadas como esta, envolvendo grupo de indivíduos apanhados em episódios não previstos e incompatíveis com a finalidade inicial da sua presença – podendo mesmo condicionar a integridade física dos participantes – os guias tinham decidido pôr os jovens em movimento, subdividindo-os em pequenas células que se tentariam aproximar dos limites da cúpula pelo lado mais livre e menos vigiado e que se situava do outro lado da mesma, onde apenas algumas máquinas iam trabalhando o terreno. Isso mantê-los-ia ocupados durante uns tempos no cumprimento das suas tarefas, colocando-os mais próximos e indetectáveis junto do acontecimento e podendo desse modo dar-lhes algum tipo de vantagem.  Pelas vinte e duas horas a maior parte das células já se encontravam no local para elas definido, começando os seus elementos a instalar-se no seu novo posto e aproveitando o pequeno intervalo para comunicarem com os guias e descansarem e se alimentarem um pouco: há já quinze horas que se encontravam em missão, não parecendo que fossem cumprir a hora prevista de regresso a casa estipulada para as 24 horas. No céu apareceu então uma luz pequenina que foi aumentando há medida que os minutos decorriam: pelas vinte e três horas e trinta minutos uma nave enorme de origem desconhecida começou a pairar sobre eles mesmo ao lado da cúpula iluminada. Parou suspensa do ar e durante alguns minutos nada aconteceu. E sem que nada o anunciasse da nave surgiram outros objectos voadores, estranhos, parecendo rudimentares e deslocados e fazendo lembrar alguns artefactos voadores terrestres, entretanto ultrapassados e esquecidos: parecia que os últimos convidados tinham acabado de chegar também eles devidamente equipados para a grande festa, que se iria realizar naquela grande e extraordinária cúpula, como se esta fosse a tenda de um grande circo instalado para usufruto do povo habitando uma grande cidade.

 

O outro lado do espectáculo

 

O número seis não saía da cabeça de Olympus. Filho dum casal de jovens expedicionários destacados para uma galáxia localizada nas profundezas do Universo e conhecida como Via Láctea, Olympus acabara por nascer já numa outra fase da vida dos seus pais, com estes já completamente instalados em Marte numa missão inicialmente limitada à observação e ao estudo do planeta e a outras acções não intrusivas; mas que como eles sabiam poderia em qualquer momento e com o desenvolvimento natural do projecto terminar numa colonização parcial adaptada. Que fora o que acontecera com a descoberta e exploração do mundo subterrâneo de Marte e com a observação de vestígios de antigas civilizações (ou mesmo com o facto de algumas espécies ainda hoje prevalecerem, como poderia ser o caso dos Percival) mas sobretudo após a constatação de que Marte ainda poderia ser retransformado e ressuscitado. Olympus era desde muito jovem um entusiástico das Matemáticas, tendo uma grande aptidão para os números e para todas as ciências a ela associadas e sendo considerado pelos seus colegas um verdadeiro especialista em certas áreas mais estranhas e abstractas da mesma ciência: e as coincidências sempre o tinham deixado intrigado dado as mesmas existirem e racionalmente serem obrigatórias de explicação e de entendimento. Como consequência teria que haver alguma explicação lógica para todos os jovens estarem distribuídos por seis grupos para um encontro hexagonal com alienígenas; e com estes a duplicarem a parada chamando mais estrangeiros. No cálculo matemático todo o algarismo por mais desprezível e insignificante que seja nunca poderá ser ignorado; caso contrário o erro será a solução.

 

De um dos lados da cúpula um dos grupos de jovens vira alguém a sair do seu interior e a começar a deslocar-se na sua direcção. Tinha aspecto de ser um dos alienígenas provenientes da Terra dado o típico fato protector que usavam em volta de todo o corpo. Atravessava agora a superfície seca juncada de pedras e estaria ali em poucos minutos. O guia pediu prudência e atenção aos jovens, exigiu que estivessem sempre atento aos seus gestos e inspirando profundamente levantou-se e dirigiu-se ao terrestre.

 

O convite era claro, frontal e sem evasivas, solicitando amavelmente a sua presença e de todos os restantes elementos que o acompanhavam no interior da enorme cúpula, mas nunca a impondo fosse qual fosse o motivo, pois afirmavam-se admiradores da liberdade e da cooperação como opção. Por essa altura as comunicações caíram. E face ao impasse registado na situação motivado pela impossibilidade de receberem novas instruções, adicionado à irrequietude e nervosismo crescente que os jovens iam exteriorizando, os seis guias reuniram de emergência acabando por sinalizar o terrestre da sua anuência.

 

A Cúpula de Marte

 

Debaixo da cúpula todo o espectáculo estava há muito montado, aguardando apenas a chegada das altas individualidades e de todos os seus convidados incluídos na comitiva que iria rectificar o acordo, no qual se incluíam alguns privilegiados terrestres, entre estrelas do social associados a áreas como a da música e a do cinema. Entretanto e ordenadamente os mais de cem jovens iam seguindo os seus respectivos guias, acabando todos por se acomodar do lado esquerdo em frente ao palco principal, local escolhido e reservado pelos responsáveis organizativos pelo espectáculo, para colocarem personalidades indígenas e previamente assinaladas e aceites que pudessem à última da hora comparecer ao acontecimento. Do lado oposto aquele em que se encontravam uma ampla área de cadeiras entre a assistência encontrava-se ainda completamente deserta: era a única zona entre o público presente desoladoramente deserta, contrastando fortemente com o restante público que praticamente já o lotava, com muitos olhando para a retaguarda e aguardando ansiosamente o aparecimento dos convidados principais. Provavelmente alguém de importante estaria ausente.

 

A comitiva encaminhava-se agora através do corredor central deixado livre entre as filas de cadeiras, colocadas ordenadamente e em forma de concha à sua volta e que a iam conduzir ao palco principal: à frente era bem visível a conhecida e poderosa figura de Richard Branson – o grande impulsionador deste acontecimento e líder do maior conglomerado terrestre – que aparecia ladeado por duas altas individualidades, uma representando os interesses dos terrestres e a outra o interesse dos extraterrestres. Cerca de uma dúzia de indivíduos os seguiam, entre representantes hierárquicos inferiores, alguns seguranças e um ou outro convidado VIP: entre eles David Bowie e Lenny Kravitz – o primeiro dos quais responsável pelo momento musical planeado para o acontecimento, no qual apresentaria temas do seu aclamado álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”. Na sua caminhada triunfante efectuada entre aplausos crescentes até finalmente atingirem o palco, Branson e as duas Entidades representativas do histórico acordo firmado entre duas raças diferentes, amigas e colaborantes, ainda pararam no início das escadas que davam acesso ao palco, olhando duma forma enigmática (talvez apreensiva) para a sua direita e ficando por segundos a olhar para a zona abandonada sem ninguém a ocupar as cadeiras, parecendo trocar algumas impressões e alguns sinais de aparente desilusão. Mas lá subiram as escadas até ao palco colocado sob a cúpula indo-se colocar no centro do estrado, enquanto eram soterrados por uma aclamação imensa vinda de todos os lados e se ouvia um dos mais célebres temas de Lenny Kravitz: “Fly Away”.

 

Tranquilamente os Percival diluíram-se entre as dunas de chocolate

 

Nos túneis subterrâneos de Marte, os superiores hierárquicos aí destacados como representantes máximos da Entidade Central, mostravam-se deveras preocupados com a evolução da situação que enfrentavam os 126 elementos que estando à sua responsabilidade, se tinham envolvido no decorrer da sua missão de simples observação – numa operação mais vasta e com alguns parâmetros perigosos de incerteza – num outro cenário incompatível com a fase de desenvolvimento dos jovens e em último caso com a sua própria segurança. Além disso os radares indicavam algumas perturbações na atmosfera do planeta na região rodeando o ponto ZIA.5 além de movimentações estranhas sobre a superfície. E com as comunicações directas com os guias temporariamente cortadas – tinham que restabelecer uma nova ligação utilizando os amplificadores alternativos dos VD até agora silenciosos – a sua inquietação não parava de aumentar, apesar da certeza absoluta que de momento todos estavam bem (por controlo indirecto e individual do estado de saúde de cada um deles). Mas a paz só chegou com o aparecimento de Minerva à entrada de um dos postos avançados da base subterrânea, vinda das profundezas das áridas e infindáveis superfícies marcianas, montada no seu estranho e pesado amigo Rhino – apesar da aparência um veloz e ágil animal, extremamente fiel mas sobretudo inteligente: trazia consigo uma mensagem da parte do seu grupo os Perceval, acompanhada de um código encriptado que lhes daria acesso imediato à confirmação da mesma mensagem. Até para salvaguarda de todos os envolvidos nesta situação utilizando para o efeito (e complementarmente) uma ligação prioritária e exclusiva ao regulador instalado no planeta Lowel, por sinal tutor de ambos: o Grande Mestre do Imaginário e Fundador do planeta Marte, Schiaparelli. A mensagem era curta mas esclarecedora: “Acordo dual de segurança em aplicação; monitorização e limpeza em curso no sector ZIA/ponto 5; grupo protegido e VD em segurança; regresso já a decorrer em corredor dunar LYOT/oeste/49°; tempo previsto 3,5h.”

 

Sob a enorme cúpula marciana David Bowie e a sua banda já tinham iniciado o seu espectáculo musical: o acordo já fora assinado e confirmado entre as duas partes e tinha sido dado início a um período de convívio entre todas as personalidades ali presentes, convidadas expressamente para este extraordinário evento galáctico que marcaria definitivamente a Virgin de Richard Branson e a sua Aventura e Conquista do Espaço Pela Terra. A ACEPT Company marcaria com a sua fundação e o seu envolvimento dedicado no campo da exploração espacial uma revolução brutal na respectiva indústria terrestre, criando um novo espaço e mercado para a expansão humana e para a colonização de novos mundos. E a sua união e aliança com um poderoso elemento externo tecnologicamente mais avançado e colaborante, escancarava-lhes completamente todas as portas do Universo, abrindo-lhes todo o horizonte visual à sua exploração e expansão privada e dedicada, podendo proporcionar aos conglomerados terrestres a descoberta de novas Terras ou até a terraformação de outros corpos celestes compatíveis: talvez equiparando os seus líderes a novos Deuses tendo o Universo como seu altar.

 

O problema no entanto residia no facto de que o Universo não era um Mercado em Expansão posto à disposição dalguém que por ali passasse por acidente e que dele se apropriasse como o verdadeiro pioneiro (não percebendo a sua verdadeira posição neste espaço já partilhado, talvez por inconsciência, ignorância ou mesmo provocação infantil) e que os outros seres aí instalados jamais permitiriam ser incluídos num pacote comercial onde nem sequer tinham sido considerados, mas apenas vistos como meros observadores passivos e aceitantes, aí residentes mas dispensáveis de participação directa nas negociações: como era possível os outros seres alienígenas acabarem por se intrometer num negócio que não lhes dizia respeito ainda por cima desafiando uma raça poderosa como a dos Extra Solares? Só que a vida do Universo não se regia segundo as leis e as regras estabelecidas aleatoriamente e por momentos insignificantes pelos terrestres, nem os Extra Solares eram aquilo que Branson dizia, pensava ou então desejava. Não foi pois assim tão estranho e imprevisto o que aconteceu de imediato, tendo como artistas principais neste cenário de transição essa raça mítica e lendária desde sempre em terras de Marte e conhecida como os Percival: com o seu Grande Mestre Schiaparelli a apoia-los a partir do planeta Lowel.

 

Num Universo Vivo a Alma é o seu Tempo e o Infinito o seu Desígnio

 

A intervenção dos Percival no ponto da superfície marciana designada por ZIA.5, não tinha sido decidida como era muito comum entre os terrestres em círculos de interesse fechados e particulares – orientados unicamente e duma forma egocêntrica para a salvaguarda de um determinado grupo de indivíduos, espécies ou comunidades locais – mas tendo em conta todo o espaço envolvente do qual todos faziam parte e no qual as suas decisões e acções acabariam por ter impacto: o Universo não era nem nunca poderia ser um sistema fechado em si próprio, devendo ser visto na realidade – e como uma constatação da sua mesma evolução – como um corpo de oportunidades infinitas profundamente inserido num Sistema Vivo em constante movimento e transformação, por sua vez inserido num oceano constantemente replicado de outros universos adjacentes e comunicando-se ininterruptamente entre si, por vizinhança, contacto ou intersecção. Como se a Existência do Espaço fosse reflectida através de um enorme Caldo de Elementos – existência e realidade essa resultante da mistura dos mais diferenciados materiais e estados em presença e em constante movimento – que com uma única variação de parâmetros mesmo que residuais mas provocando alteração de estados energéticos – positivos e/ou negativos e como que numa panela de pressão – originasse uma convulsão reprodutiva interna, que duma forma directa ou indirecta excitasse todo o corpo ou objecto em causa (entre uma infinidade comportamental de outros espaços) colocando-o num novo cenário criativo e interactivo entre muitos outros proto Universos. Eles estão lá só que não os queremos ver: tal como a Terra não é o centro do Mundo, o Universo não se pode transformar numa referência estática, central e estéril (ou esterilizada), rodeado como está por um número infindáveis de outros Universos que o condicionam e são por ele condicionados. Só assim se compreendendo a noção de Infinito – um lugar sem origem, sem morte e sem tempo intermédio.

 

De modo à eficácia da sua aplicação ser total e perfeita, o Nolano foi introduzido no foco do sector ocupado pela cúpula artificial marciana, transformando de novo toda a zona intervencionada no território natural anteriormente aí existente, sem nenhum vestígio de passagem dos alienígenas pelo local, nem de outros parâmetros adicionais e temporariamente introduzidos que pudessem desviar por qualquer forma ou motivo, essa zona dos seus padrões originais e locais. O Nolano era uma simples caixa de ressonância electromagnética construída em torno dum solenoide vertical percorrido por uma infinidade de condutores interligados em espiral, que ao ser activado conseguia transformar um espaço determinado num espaço idêntico e inalterado nos seus parâmetros absolutos, mas com dimensões apesar de proporcionadas muito inferiores e susceptíveis de fácil transporte e reposição. Tinha também a virtude de guardar no interior do artefacto todo o conjunto em causa – por maior que ele fosse – conseguindo reduzir as medidas de qualquer espaço à sua mais pequena dimensão e sendo capaz de manter no interior do seu sistema conjuntos com um número elevadíssimo de elementos por um longo período de tempo – mantendo as condições ambientais encontradas antes da intervenção. Os alienígenas só se aperceberam da aproximação repentina daquilo que aparentemente seria uma grande tempestade em formação sobre o planeta Marte no preciso momento em que esta já os cercava completamente e sem retorno possível, e sem perceberem bem porquê – nem entenderem bem o instante do seu início o do seu fim – duma sensação momentânea de afundamento e de claustrofobia que quase lhes fez perder os sentidos – como se estivessem a ser engolidos por um buraco e posteriormente expelidos numa outra extremidade – enquanto à sua volta o mundo parecia desaparecer e num flash reaparecer: só que agora estavam na origem da sua viagem o seu planeta de origem neste caso a Terra. Para os observadores locais uma tempestade de areia engolira o local, retornando-o apenas e somente às suas origens naturais.

 

O Nolano fora uma das grandes armas tecnológicas e revolucionárias criadas pela civilização de Lowel para a sua utilização exclusiva em casos extremos e potencialmente perigosos e onde era necessário e essencial preservar a Paz entre raças por mais diferenciadas (e agressivas) que fossem e baptizada neste caso em homenagem a uma das maiores personalidades terrestres, como sempre e em sociedades primitivas ainda nos seus primórdios de desenvolvimento, ignoradas e castigadas até à morte apenas por desafiarem o poder absoluto e errado de alguns falsos profetas, aquando da sua passagem pelo Mundo: neste caso Giordano Bruno também conhecido por Nolano. Na sua época um grande Filósofo e um Homem fiel até à morte às suas ideias e ao bem-estar dos seus semelhantes (ao contrário do traidor e oportunista Galileu):

- "Nós declaramos esse espaço infinito, dado que não há qualquer razão, conveniência, possibilidade, sentido ou natureza que lhe trace um limite."

- "O mundo é infinito porque Deus é infinito. Como acreditar que Deus, ser infinito, possa ter se limitado a si mesmo criando um mundo fechado e limitado?"

- "Não é fora de nós que devemos procurar a divindade, pois que ela está do nosso lado, ou melhor, em nosso foro interior, mais intimamente em nós do que estamos em nós mesmos."

(Giordano Bruno – retirado da Wikipedia)

 

Fim da 2.ª parte de 2

 

(imagens – NASA/Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:01

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Noite dentro na companhia da Via Láctea ou Estrada de Santiago

 

Vale no Nepal

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:18

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