Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

17
Set 18

Divulga-se hoje o nome do escolhido para a primeira viagem de ida e volta – turística e de um civil – à Lua. Numa viagem espacial de quase 800.000Km tendo como alvo um Outro Mundo apenas podendo ser reclamado (que se saiba) por 24 seres humanos. Com data marcada para 2019, num sorteio (Elon Musk/SpaceX) a 17 (9p.m. EDT).

 

Elon Musk Is Blasting Someone to the Moon, and We Have Questions

(Brandon Specktor/livescience.com/14.09.2018)

 

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Antes da colonização de Marte a exploração turística da Lua

(spacex)     

 

“SpaceX has signed the world’s first private passenger to fly around the Moon aboard our BFR launch vehicle—an important step toward enabling access for everyday people who dream of traveling to space. Find out who’s flying and why on Monday, September 17.” (SpaceX/@SpaceX/twitter.com)

 

Hoje dia 17 de Setembro de 2018 (ainda na Terra) e na prossecução da concretização da sua obsessão de Vida – de Retorno às suas Origens (pelos vistos o planeta Marte) – após o envio de um dos seus automóveis Tesla pilotado pelo Homem das Estrelas e tendo como alvo o Planeta Vermelho (o nosso Futuro, segundo o Visionário), eis que Elon Musk (o patrão da SpaceX) anuncia a sua Nova Extravagância: o lançamento mundial do primeiro turista espacial numa Viagem de ida e volta até à Lua, a bordo da sua nave Dragão (um privilégio até hoje concedido a apenas 24 indivíduos todos eles astronautas). Justificando o investimento não só público (fundamental) como privado (com receitas e mais financiamento) e simultaneamente reforçando a sua própria Projeção (Ideológica e Empresarial). Ficando-se apenas por conhecer (para além da data da viagem/talvez em 2019) o preço do respetivo bilhete: sabendo-se que por hora e meia (colocando turistas em órbita e sob gravidade zero) a Virgin Galatic (uma concorrente da SpaceX) cobrava uns 215.000 € (cerca de 143.000€/hora).

 

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Pela indicação de Elon Musk talvez o Imperador do Japão

(elonmusk)

 

“The mysterious lunar passenger — whose identity will be revealed along with other key details Monday night (Sept. 17) at 9 p.m. EDT via a live webcast — will reportedly blast into space on SpaceX's newly redesigned Big Falcon Rocket (BFR), which was designed to carry a crew capsule holding up to 100 passengers on a trip to and from Mars. The massive spacecraft, which is still being developed, will have 31 engines on the booster vehicle alone and will be the most powerful rocket ever made, Space.com previously reported.” (Brandon Specktor/livescience.com/14.09.2018)

 

E entre as várias hipóteses possíveis de escolha do Misterioso Passageiro Lunar surgindo-nos (entre tantas outras personagens, que muitos desejariam ver pelas costas) nomes como o do 45º Presidente dos EUA o milionário Donald Trump (o mais óbvio de momento, só suplantado por Vladimir Putin) – ainda de um Golfinho (Billie) e até de um adepto da Terra Plana – ou então (depois do insuflável Homem das Estrelas) do insuflável Elon Musk.

 

Na procura de uma Nova Terra (Terra 2.0) – sendo Marte por sinal um Mundo Tóxico e Mortal – prostituída como já foi a primeira (Terra 1.0).

 

(dados e imagens: livescience/spacex/elonmusk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:07

13
Jun 18

[Afirmando julgar-se insectívoro, capaz de cantar e tendo asas, igualmente de voar.]

 

Num passeio com um Cartaxo comum (em forma de mamífero) não a Vilamoura (com as suas dunas em asfalto e cimento e os seus sapais com buracos de golfe) mas à capital do Algarve a cidade de Faro (nos seus mais de 200Km² residindo cerca de 65.000 pessoas) ‒ e com as primeiras referências históricas atirando-a para o século VIII AC (o tempo dos Fenícios) sob o nome de Ossónoba ‒ o 1º registo visual (percecionado e imediatamente sentido) destacando-se do cenário geral (atmosférico e geológico) apresentado nessa segunda-feira dia 11 de Junho (no nosso calendário curiosamente sucedendo ao Dia de Portugal), foi sem sombra de dúvida o olhar lançado por esta flor na minha direção.

 

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Num registo meteorológico de um típico dia de Primavera, com o céu com algumas nuvens dispersas (mas quase sem vestígios de chuva), o Sol sempre a aparecer (com os seus raios para nos aquecer), com as temperaturas do ar a subir e o movimento na praia a crescer (e gente até a nadar) … sendo necessário partir (de Albufeira) para a algum local (entretanto) chegar (neste caso a Faro) ‒ limitados como sempre pelo tempo e pelos ponteiros do Relógio-Guilhotina ‒ pegando firme num carro, ocupando-o ao volante ou ao lado e sendo capaz de o executar no “cumprimento do trajeto devido” (uma consulta médica), aí usufruir da paisagem (amplamente oferecida) usando todos os (5) órgãos dos sentidos e tentando atingir o orgasmo (tentando não se despistar). E indo ter ao Largo de São Pedro passando pela Igreja do Carmo.

 

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A Ordem que ainda hoje é responsável pela gestão da Igreja do Carmo foi fundada pelo então Bispo do Algarve D. António Pereira da Silva, «grande devoto de Nossa Senhora do Carmo, que viu na espiritualidade carmelita um meio adequado para melhor evangelizar os seus diocesanos, particularmente os residentes na cidade episcopal», segundo revela o diácono Luís Seabra Galante, presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Ordem no site da instituição. «O nosso Sodalício de Faro foi fundado entre 1710 e 1712 pelo Bispo do Algarve D. António Pereira da Silva, que foi o seu primeiro Prior e Protetor, tendo a Ordem, sob o impulso inicial daquele Prelado diocesano, comprado os terrenos da horta de São Pedro, para neles edificar a bela igreja de estilo barroco, onde temos a nossa sede, inegavelmente uma das mais belas edificações religiosas de Faro, do Algarve e do Sul de Portugal», continuou.

 

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«Nela poderemos apreciar a bela talha dourada dos seus altares, os magníficos azulejos das suas paredes, a famosa “capela dos ossos” e o cemitério da Ordem, onde os irmãos eram sepultados até à primeira década do século XX», acrescenta. Os primeiros membros da Ordem do Carmo foram cavaleiros dos séculos XI e XII que fundaram a instituição religiosa na Terra Santa durante as Cruzadas. Uma das principais referências da Ordem em Portugal é Nuno Alvares Pereira, o Santo Condestável (Hugo Rodrigues/sulinformacao.pt/11.02.2013).

 

E após consulta médica complementada com uma colonoscopia (exame ao intestino grosso) do nosso amigo Cartaxo (o tal mamífero comum, com nome de quem tem asas, mas que de facto não as tendo, ainda assim consegue voar ‒ de avião para o estrangeiro onde mora a fêmea/de plumagem menos intensa) ‒ com uma grande cacetada (devido ao sedativo tomado), enfiando-se-lhe algo pelo ânus (enquanto na Terra dos Sonhos) para um estudo mais profundo ‒ ainda meio avariado e depois de comer e beber, entrando-se de novo no carro para a viagem de retorno.

 

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No regresso a Albufeira e em vez de optar pela EN125 (ou pela indevidamente cobrada Via do Infante) enfiando-me em direção a Loulé (apanhando além do litoral o barrocal Algarvio) para espreitar o meio envolvente (onde se localizam as Minas de Sal-Gema de Loulé formadas ao longo de um período de 150/250 milhões de anos e onde terá existido num passado bastante remoto um mar primitivo e com pouca profundidade denominado Tethys) e a cidade (inserido num concelho de mais de 760Km² e com mais de 70.000 residentes) ‒ e o seu centro comercial e histórico ‒ saindo a oeste pela estrada passando lateralmente ao Convento (de Santo António) e seguindo em direção a Boliqueime. Passando pela Pedreira e deliberadamente colocando-me de costas para ela (com o monstro da CIMPOR mesmo à esquerda e de noite iluminado, imaginado como a nossa base espacial de Campo Canaveral) aproveitando para tirar um retrato da planície estendendo-se até ao mar. Faltando passar pelas laranjas (indo pela Patã de Baixo) e ainda pelo restaurante (logo a seguir à rotunda da Vigia) à entrada da Estrada dos Brejos.

 

Pouco antes das 19:00 chegando ao restaurante-takeaway ‒ em plena estrada dos Brejos e a caminho do Montechoro ‒ desenrascando-me com uma Feijoada (à portuguesa) e também com um bacalhau (Nham-Nham).

 

Na diversidade da restauração algarvia e de outros negócios similares (muitos deles promovendo indiferenciadamente ‒ do prato principal à sobremesa, do prato tradicional ao artístico ‒ a gastronomia da região),

 

‒ Em imóveis ou tasquinhas (passando pelas roulottes e pelos vendedores ambulantes), em convívios (como o das Sopas & Papas) e festivais (como o da Sardinha & do Caracol)

 

Conjugando-se todos os dias um pouco da cultura algarvia (praticamente toda perdida, desde o fim da ocupação árabe e do arraso ‒ até físico e quase integral ‒ da sua importante memória),

    

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Com alguns dos seus sabores ainda prontos a degustar (como a sardinha e o caracol), com alguns dos seus fortes “aromas” ainda circulando no ar (como o do forte odor a citrinos e o cheirinho da cataplana), com paisagens da serra e do mar (com o barrocal a intermediar) ainda à espera por calcorrear (com queijinhos, chouriços e vinho ‒ um medronho e uns morgadinhos ‒ prontos a saborear) e com um povo misturado (trabalhador ou turista) e de muito lugar importado (de Portugal e do Mundo),

 

Deixando ainda no ar um pouco da tradição e da vida do povo do extremo sul deste canto de Portugal: o Algarve.

 

No meio tendo Albufeira uma aldeia de pescadores (inicialmente agricultores/criadores), passando pela indústria pesqueira, alterando o seu desígnio, escolhendo outro destino e entregando-se (ao ramo imobiliário/hoteleiro) reconvertida em aldeia turística, lançando então as estruturas (para alguns apocalíptica sobretudo sendo um dos poucos sobrevivente algarvio) para uma Muralha de Betão entrelaçada por asfalto atravessando todo o Algarve (com Albufeira a poder continuar a ser a “bela” capital do turismo) dividindo-o ao meio e amputando a Terra do Mar.

 

Agora que é cidade.

 

(imagens: Produções Anormais)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:51

22
Nov 11

“É estranho como conhecemos tão bem o mundo exterior e nos recusamos a olhar e a entender o mundo interior do vizinho do lado, só porque ocupa um espaço onde nunca estivemos e sempre nos recusamos a conhecer, apesar de ser em tudo, idêntico ao nosso. O principal factor para que tal aconteça, é que o nosso mundo depende da economia, da exploração da mão-de-obra e das matérias-primas existentes, sendo um local onde tudo pode ser comprado ou vendido – no mundo exterior ainda não foram montadas as novas sucursais das multinacionais e dos seus bancos exclusivos de esperma de alta qualidade financeira”

 

As imagens que nos acompanham durante o nosso quotidiano diário são um reflexo da educação condicionada e repetitiva que as instituições nos impõem, como moeda de troca para uma fácil integração na sociedade que nos rodeia, com todos os seus deveres e consequentes direitos – sem deveres não há direitos, como o provam as restantes espécies existentes no nosso mundo partilhado, que não sendo racionais e organizadas como a nossa, nem têm o direito sequer a ser reconhecidas ou defendidas: ou os comemos ou são peças meramente decorativas.

 

      

Mesquita Zayed – Abu Dhabi – Emiratos Árabes Unidos / Hadjj – Mecca – Arábia Saudita

 

A Religião como plataforma utilizada pela nossa sociedade para esquecer a morte, através da mobilização do tempo como quarta dimensão – tentando-o equiparar-se ao espaço, para melhor o transaccionar – já hoje acompanha lado a lado o percurso da política e dos seus líderes, que não se importam nada em expor sadicamente todo um povo e o seu planeta, à ditadura do dinheiro e do poder e se for necessário, recrutando o clamor fervoroso, patriótico e bem pago de todos os seus renovados profetas, familiares e toxicodependentes associados, exigir-lhes sacrifícios que o poderão levar a uma morte antecipada – como os pobres e futurísticos zombies que comem como brutos e são estrelas de cinema.

 

      

Petra – Jordânia / Sul de Kirkuk – Iraque

 

O poder do Homem e da Natureza – trabalhando em conjunto, interligados e num espaço alargado e propício à sua evolução e preservação – só poderá ter êxito, se for partilhado ignorando regras que nada tem a ver com as relações naturais entre seres que habitam o mesmo espaço, regras essas pregadas por uma ética e moral, interessadas apenas com a concretização das relações comerciais e monetárias, em que o Homem nada vale por si como ser pensante e com opinião; só se for vendido e aproveitado todo por adição de partes, como um porco pronto a ser abatido e transformado e engolido posteriormente por outras entranhas de nível superior.

 

      

Centro do Irão / Mosteiro Noravank – Arménia

 

A viagem é uma fonte de inspiração para quem ainda não se deixou levar pelo chamamento da sociedade organizada, recolhida e sedentariamente pobre de espírito e sem saúde para se movimentar. O desenvolvimento da ciência e a da tecnologia que antigamente era o sonho do nosso futuro radiante e cibernético, em que uma máquina nos iria substituir e deixar-nos mais tempo de vida para explorar a quarta dimensão que então nos ofereciam como o paraíso – o tempo – afinal transformou-se numa fraude: agora querem que continuemos a trabalhar até morrermos, para assim deixarmos algumas máquinas para eles – as de guerra ficam para nós nos entretermos e assim aumentarmos a taxa de mortalidade, sempre que necessário.

 

      

Al-Ula – Arábia Saudita / Mural – Curdistão – Iraque

 

O espaço, a geometria, a profusão de cores e as crianças. Estas últimas e como sempre, a única esperança conhecida e viável de vida, pelo menos enquanto não crescerem e forem responsabilizadas pelos actos que cometeram irresponsavelmente, por imitação coerciva dos seus pais e dos seus mestres. Por outro lado, as primeiras poderão dar ainda um contributo para o redesenhar de um novo modelo de vida, que esteja de acordo com as ânsias dos mais jovens e tenha o contributo desinteressado e solidário dos mais velhos – com respeito mútuo e amor incondicional, pela natureza que nos transformou.

 

(Imagem NGM) 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:03

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