Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

04
Fev 15

“Não me deixe morrer, eu quero viver”
(José Carlos Saldanha – doente com hepatite C)

 

José Carlos Saldanha fez-se acompanhar na audição parlamentar sobre saúde (realizada na AR e contando com a presença do respectivo Ministro), por dois filhos de duas doentes nas mesmas condições. Tendo uma delas entretanto falecido, no passado dia 30 de Janeiro.

 

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AR – Audição Parlamentar sobre Saúde – 4 de Fevereiro

 

“País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influencia de camarilha.”
(Eça de Queiroz)

 

Já agora, como é possível que passados quase 150 anos sobre a tomada de consciência de como na época (de Eça de Queiroz) Portugal era dirigido (e por quem), ainda ignoremos sistematicamente os mecanismos de alarme da nossa memória, apesar da repetição constante de actos semelhantes?

 

Pérola final – esperando que o autor a entregue ao doente:
"Pagar uma fortuna para aceder ao medicamento, não nos parece uma coisa equilibrada."

(Primeiro-Ministro)

 

(imagem – Miguel A. Lopes/LUSA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:49

17
Dez 14

Sempre que tomo conhecimento de um acto tão profundamente cruel como este e praticado tão perto de mim, é que me apercebo de como o mundo em que todos vivemos é tão pequenino e de como o que o que se passa lá longe só cá não acontece, porque não o queremos ver: unicamente por receio (proibição) de aceitarmos a realidade.

 

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Bruna Nunes

 

A jovem estudante de 17 anos terá sido encontrada já morta num terreno da localidade de Aldeia Velha situada no concelho de Aljezur (Algarve), onde terá sido abandonada após ser assassinada (por asfixia). Mas aqui não interessa salientar a cadeia de responsabilidades desde o predador até à vítima (talvez mais um caso triangular mãe/filha/padrasto).

 

Do que aqui interessa falar é do abandono progressivo a que tem sido submetida a esmagadora maioria da sociedade civil, entregue a si própria na sua luta diária pela sobrevivência e da comunidade onde está inserida, depois de ter sido espoliada de tudo o que tinha conseguido com imenso trabalho e sacrifício, nestes seus últimos 40 anos de vida.

 

Enquanto assistimos sem nada podermos fazer ao deplorável e revelador espectáculo proporcionado pela nossa elite económica convivendo em tempos de crise – com prisões, exposições, declarações, exibições e outro tipo de protagonismo (comunicativo) banalizador e aceitável – o novo paradigma agora transmitido, subliminarmente e por sugestão, aponta para a desvalorização do indivíduo (a fonte de conflito) por sobreposição da mercadoria (a fonte de lucro).

 

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Aldeia Velha

 

Por isso se abandona o interior, se fecham infra-estruturas básicas como escolas e tribunais, se deixa morrer a indústria e a agricultura, se despreza a nossa cultura e a memória dos nossos antepassados, se privatiza sem o mínimo de vergonha a nossa soberania (educação, saúde, justiça), se ignora a existência de milhares de desempregados, velhos esquecidos e jovens novamente perdidos.

 

Tendo ainda os nossos governantes – como principais responsáveis por todos estes crimes e traições contra a nossa pátria (que pelos vistos estes jamais permitirão serem levados à justiça) – o descaramento de connosco partilharem as culpas desta catástrofe (anunciada), pedindo-nos para sofrermos e aguentarmos um pouco mais para no fim e graciosamente, nos solicitarem a aceitação do inevitável já que de facto tínhamos abusado das circunstâncias e vivido acima das nossas possibilidades.

 

Os Políticos deveriam obedecer a um Código Deontológico próprio e responder perante um Tribunal Popular: o povo imporia as leis e o código e os políticos seriam poder (como ministros no Governo) e oposição (como juízes no Tribunal Popular). Teriam que actuar, teriam que se contradizer, teriam que evoluir – ou seriam demitidos.

 

Uma jovem que mesmo passando ao lado do mundo (tão grande e que tão pouquinho a tantos oferece) não foi autorizada a viver.

 

(imagem – CM)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:07
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17
Abr 12

“O que vemos não acaba nem com a morte e por isso temos sempre que falar para continuarmos vivos”

 

 

Viver a nossa passagem por este mundo é muitas vezes um caminho bem difícil de percorrer e de suportar, face às injustiças e atrocidades que se praticam diariamente sobre todos os seres humanos e o desrespeito pela sua individualidade e integração, no meio ambiente que a natureza tão feliz um dia lhes ofereceu, sem nada pedir em troca.

Caminhos não existentes e absurdos, criados em decretos de lei por certos predestinados, que se acharam no direito de explorar e de usufruir deste pobre planeta em seu próprio proveito, com o único objetivo de, controlando os mercados e a sua produção, manipular por coação institucionalizada, todas as espécies e coisas existentes à sua superfície.

Devemos lutar fortemente contra a avalanche cultural dos governos, que esmagam a nossa sociedade com a proliferação dos seus manuais de instrução, provocando a proliferação sem controlo da praga das ações de deformação profissional – ou então já não somos trabalhadores livres, mas empregados sofrendo de esquizofrenia.

A vida é uma partilha em que todos contam e em que todos fazem parte de um todo, que só se completa totalmente como um pequeno universo, ao alcançarmos o respeito e a solidariedade por tudo o que vivo gira à nossa volta, mesmo em espaços de ausência.

Este é um exemplo para todos aqueles que pretendem saber como comandar todos os outros, não sabendo sequer nada, do que se passa à sua volta. E que mesmo assim ignoram a sua imagem cada vez mais medonha e distorcida, insistindo no mesmo erro vezes sem fim.

 

TVI

Observatório Do Mundo

Cancro: Lutar Até Ao Fim

16.04.2012

 

Aos 16 anos, Bart Verbeeck foi diagnosticado um cancro nos ossos e está em fase terminal. Para que possa passar os últimos dias livre de dores e em paz, decide provocar uma situação de coma. Este documentário mostra-nos esse período em que é acompanhado pela família e pelos médicos.

 

 

Bart Verbeeck, 23, is dying. He was sixteen years old when he first developed bone cancer. Four years later, the cancer was declared terminal. As the pain becomes overwhelming, Bart has decided to take medicine that will put him into a coma so that he can spend his last few days, pain free. This poignant film follows Bart, his family and his doctors during his final days.

“Come and Fetch Me” is the poignant portrait of a young man who has los the battle against cancer, but who wishes to convey the message that it is important to stay positive and to enjoy what you have.

 

 

Este programa podia fazer parte de uma mais basta e diversificada ação de formação obrigatória das nossas mentes que brilham – apenas porque usam cosméticos fluorescentes na cabeça – numa tentativa final de os por a ver que todos nós temos propriedades organoléticas e não apenas os seus luxuosos produtos de mercado, como é o caso do vinho e do seu belo escravo.

 

(Web e Eu)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:31

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