Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

11
Dez 18

Com as velhinhas sondas automáticas (Voyager 1 e Voyager 2) e quando muitos de nós ainda Sonhavam (com a Aventura como Fonte de Experiência e com a Descoberta de Outros Mundos como modo de nos Conhecermos).

 

Relembrando que há mais de 41 anos atrás (1977) dois artefactos espaciais de criação artificial

 

PIA22835_fig1.jpg

Com a Voyager 1 e a Voyager 2

Tendo já ultrapassado a Héliosfera

 

– Numa missão levada a cabo pela única espécie inteligente (e conhecida) existente no planeta do Sistema Solar denominado como Terra –

 

Partiram desse mesmo planeta tendo como seu objetivo final atingir e ultrapassar os limites do Sistema Solar

 

– A VOYAGER 1 (lançada a 5 de Setembro) e a VOYAGER 2 (lançada um pouco antes a 20 de Agosto) –

 

Voyager.jpg

Voyager 1

 

A NASA vem-nos (nesta quadra natalícia) presentear com algumas ilustrações (aqui duas) associadas a este programa (Voyager) agora que a 2ª sonda automática (não natural e de origem terrestre) ultrapassou a Fronteira:

 

Depois da Voyager 1 já o ter feito (em Agosto de 2012) com a VOYAGER 2 a fazê-lo este ano (em Novembro de 2018).

 

PIA22921.jpg

Com a sonda Voyager 2

Entrando no Espaço Interestelar

 

E atravessada a HÉLIOESFERA e ultrapassado o seu limite a HÉLIOPAUSA (com a Terra a 1 UA/150 milhões de Km de distância do Sol e Neptuno a 30 UA da mesma estrela) com as duas velhas sondas dirigindo-se mais para além (desse mesmo limite) em direção à NUVEM de OORT:

 

Para muitos sendo definida como a Verdadeira Fronteira do Sistema Solar.

 

Uma extensa região do Espaço fonte dos conhecidos COMETAS, estendendo-se entre 1.000 UA até 100.000 UA de distância do Sol e de momento com as sondas a caminho, mas ainda muito distantes:

 

1024px-Voyager_spacecraft_model.jpg

Voyager 2

 

Caso da VOYAGER 2 agora localizada a umas 119 UA do Sol, cronologicamente e não havendo incidentes atingindo a Nuvem de Oort daqui a 300 anos e demorando uns 30.000 anos a atravessá-la – e a partir daí (talvez daqui a uns 40.000 anos) já fora da influência do SOL deixando-se levar por outra estrela.

 

Segundo os cientistas a estrela ROSS 248: uma pequena estrela da galáxia ANDROMEDA (localizada a 1,7 anos-luz do Sol/Terra) por coincidência em rota de colisão com a nossa VIA LÁCTEA.

 

Mas talvez já em 2318 e com todos os avanços (científicos e tecnológicos) que o Mundo da SCI-FI nos proporciona (com comprovativos anteriores e reais como o das antecipações de Júlio Verne), podendo um dos nossos descendentes assistir à passagem (na sua rota rumo à Nuvem) de uma das sondas VOYAGER.

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:49

08
Out 18

Um dia teremos forçosamente de sair de casa, tendo como destino não outros locais situados na Terra, mas outros situados para além dela.

 

Duas ilustrações da responsabilidade do JPL-Caltech (departamento da NASA) editados no Photojournal deste mês de Outubro (dias 2 e 3),

 

PIA22767.jpg

Cassini

(PIA 22767)

 

Mostrando-nos respetivamente (na figura 1) o momento inicial de mais uma das 22 órbitas da defunta sonda automática CASSINI (numa missão conjunta NASA/ESA/ISA) – em redor do planeta SATURNO e mergulhando nos seus Anéis – concretizando a sua Viagem Final a 15 de Setembro (do ano passado) mergulhando vertiginosamente (e desintegrando-se) neste planeta e monstro gasoso (um planeta em dimensão – no Sistema Solar – só suplantado por Júpiter);

 

Assim como (na figura 2) o ponto de situação de outras duas sondas automáticas um pouco mais velhas que a sonda CASSINI (lançada em 1997) – a sonda VOYAGER 1 e VOYAGER 2 (lançadas 20 anos antes em 1977), ambas da responsabilidade da NASA – inicialmente destinadas a estudar os longínquos planetas exteriores Júpiter e Saturno (e suas luas) e mais tarde tornando-se numa Missão Interestelar, ultrapassando a fronteira do nosso Sistema (centrado numa estrela o Sol) e dirigindo-se para outro Sistema (tendo como referência outra/outras estrelas).

 

PIA22566.jpg

Voyager 1 e Vouager 2

(PIA 22566)

 

De momento restando-nos por um lado apenas algumas recordações (ainda emergentes após o suicídio de 15 de Setembro de 2017) de imagens anteriormente recolhidas pela sonda automática CASSINI (e adicionalmente de pormenorizadas ilustrações sobre a mesma missão) – deixando-nos extremamente tristes pela perda de mais um dos nossos (mesmo sendo um simples artefacto) lá longe na escuridão solitária e misteriosa do Espaço (aqui na Terra mais isolados);

 

Enquanto como contraponto e pelo outro lado (da vida) apresentando-nos outros dois artefactos (criados e aqui representando o Homem) indicando-nos a sua posição atual (da Voyager 1 e da Voyager 2), tendo como referência central (neste cenário) a estrela do nosso sistema o SOL e as fronteiras do mesmo (do Sistema Solar): com a sonda Voyager 1 (a mais de 143 UA de distância da Terra) já do lado de lá (tendo já ultrapassado a Heliopause) e com a sonda Voyager 2 (a mais de 118 UA de distância da Terra) ainda a caminho (mas já muito perto) da fronteira (nos limites da mesma na Heliosheath).

 

[1 UA = 150.000.000 Km]

 

(dados e imagens: nasa.gov)

 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:39

22
Mai 15

"My God, It's Full Of Stars!"
(2001: A Space Odyssey)

 

Há 25 anos atrás a sonda VOYAGER 2 enviava-nos as primeiras imagens do oitavo e último planeta do Sistema Solar: NEPTUNO um dos gigantes gasosos localizado a 30 U.A. de distância do Sol. Brindava-nos ainda com imagens da sua maior lua TRITÃO (entre 14 conhecidas).

 

Um mundo dos mais frios em todo o Sistema Solar (podendo atingir temperaturas na ordem dos 240ºC negativos), mas ao contrário do que se pensava geologicamente bastante activo (indícios de erupções vulcânicas com emissão de géisers para a atmosfera).

 

PIA18669.jpg

Tritão
(PIA 18669)

 

Tritão é uma lua ainda jovem girando em torno do planeta Neptuno, com a sua superfície macia mas por vezes rugosa juncada por diversas crateras (resultando de actividade vulcânica ou impactos exteriores) e com essas planícies situadas em seu redor cobertas por material associado como cinzas e lava.

 

A actividade vulcânica, os movimentos geológicos e as temperaturas reduzidíssimas à sua superfície, são as causas fundamentais para o aparecimento de grandes rachadelas à sua superfície, dando-lhe aquele aspecto rugoso que a caracteriza. Num mundo onde 99,9% da sua atmosfera é composta por azoto/nitrogénio. E onde poderá existir água.

 

PIA12185_modest.jpg

Planícies vulcânicas de Tritão
(PIA 12185)

 

No interior (conhecido) do nosso Sistema Solar podemos fazer uma lista dos (dez) mundos com maior probabilidade de aí podermos descobrir água. Entre eles 1 planeta principal (a Terra), 2 planetas anões (Ceres e Plutão) e sete luas (3 de Júpiter, 3 de Saturno e 1 de Neptuno – sendo esta última Tritão). O que poderá significar (como na Terra) existência de Vida.

 

“Devido à actividade geológica e ao possível aquecimento interno tem sido sugerido que Tritão poderia albergar formas de vida primitiva em água líquida por debaixo da superfície, muito semelhante ao que tem sido sugerido para a lua Europa de Júpiter. Tritão e Titã são assim mundos que apesar de fisicamente extremos são capazes de suportar formas exóticas de vida desconhecidas na Terra. Outras ideias científicas, afirmam que a vida na Terra é baseada em carbono, mas em Tritão esta poderá ser baseada em compostos de silicatos.” (wikipédia.org)

 

(imagens – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:17

14
Nov 14

Imagens das sondas VOYAGER 1 e VOYAGER 2 lançadas há 37 anos do planeta TERRA
(e actualmente abandonando o território sob controlo SOLAR)

 

PIA00452_modest.jpg

TERRA – um pontinho claro na escuridão do espaço

 

O pequeno ponto claro no centro/direito da imagem foi obtido a partir da sonda VOYAGER 1 quando se encontrava a mais de 6 biliões de quilómetros da Terra. A Terra é apenas um simples e anónimo grãozinho nesta imensa engrenagem que é o Sistema Solar e talvez seja por isso que ainda nada nem ninguém a reivindicou (definitivamente) como sua.

 

E para além dela – a TERRA – muitos outros pontos (como ela) se assinalam: familiares dos Planetas Exteriores como IO (por Júpiter), ENCÉLADO (por Saturno), MIRANDA (por Úrano) e TRITÃO (por Neptuno). Plutão (esse) foi despromovido, não havendo nada a acrescentar.

 

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IO – e os seus (espectaculares) vulcões activos
ENCÉLADO – um dos fornecedores (de material) do maior anel de Saturno

 

Um dos muitos satélites naturais de Júpiter é IO, um dos quatro grandes Satélites Galileanos (os outros são Ganimedes, Calisto e Europa). É também o quarto maior satélite natural do Sistema Solar, só ultrapassado por Ganimedes, Titã (maior satélite de Saturno) e Calisto – sendo ligeiramente maior que a LUA.

 

Fotografado pelas duas sondas enviadas pela NASA foi com as imagens transmitidas pela Voyager 2 que se conseguiu obter uma melhor definição visual deste satélite natural de Saturno: apresentando-se como um corpo celeste ainda em formação e geologicamente activo.

 

18bg.jpg        triton.gif

MIRANDA – uma mistura de texturas bem diferenciadas por aproximação
TRITÃO – o último posto fronteiriço antes do fim da heliosfera

 

Entre os grandes satélites de Úrano Miranda é o mais pequeno (menos de 500km de diâmetro). No entanto é um dos seus mais estranhos satélites. Como se apresentasse um rosto deformado e profundamente vincado pela acção violenta de múltiplas agressões exercidas sobre ele (vindas do interior e do exterior), facilmente somos levados a visualizar uma superfície atravessada quase que em simultâneo e de uma forma apocalíptica por grandes e extensas depressões, montanhas elevadíssimas e até umas quantas planícies. Talvez a consequência do impacto com outro corpo celeste.

 

Tritão é o maior satélite natural do planeta Neptuno, situado a uns impressionantes 4.500 milhões de quilómetros de distância da sua estrela de referência – o Sol. Por esse motivo é considerado o corpo celeste mais frio do nosso Sistema Solar. Foi também o derradeiro astro a ser estudado pelas sondas Voyager, antes de se lançarem a caminho das regiões periféricas do Sol.

 

(dados: wikipedia.org – imagens: voyager.jpl.nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:23
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