Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

05
Dez 17

A Sonda Interestelar

 

“A set of thrusters aboard the Voyager 1 spacecraft successfully fired up Wednesday after 37 years without use. Since 2014, engineers have noticed that the thrusters Voyager 1 has been using to orient the spacecraft, called "attitude control thrusters," have been degrading.”

(NASA/JPL)

 

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Trajetória das 4 sondas Interestelares

(Pioneer 10 e 11 e Voyager 1 e 2)

 

Lançada em 5 de Setembro de 1977 (há 40 anos) pela Agência Espacial Norte-Americana (NASA) tendo como objetivo JÚPITER, SATURNO e finalmente o ESPAÇO INTERESTELAR (localizado para lá do nosso SISTEMA SOLAR), a sonda VOYAGER 1 (sendo a 1ª a atravessar os limites do nosso Sistema Planetário num facto confirmado em Setembro de 2013) ‒ tendo ainda visitado ÚRANO e NEPTUNO ‒ passados 37 anos sobre a última operação semelhante (registada no ano de 1980) e continuando (por ainda ativa) a ser operada a partir da Terra (atualmente a mais de 141 UA de distância), voltou de novo a ativar os seus PROPULSORES numa operação bem-sucedida (executada na passada 3ªfeira) ajudando na reorientação da sonda e no prolongamento da vida da mesma.

 

E sabendo-se antecipadamente que o sistema se tinha vindo progressivamente a degradar (ligado aos propulsores de controlo de altitude da sonda) e que era fundamental para a continuação da missão (agora Interestelar) fazer a reorientação da VOYGER 1 (antes propulsionada entre outros pelo planeta gigante Júpiter), sendo com enorme satisfação que os responsáveis pela mesma cerca de 19 horas e 35 minutos depois (já na 4ªfeira) receberam a confirmação da ignição (dos propulsores) transformando este último episódio (dos 40 anos de vida da Voyager 1) num Sucesso absoluto: para além da continuação da comunicação de dados entre a sonda e o nosso planeta (nunca interrompida) ficando-se agora com a certeza que mesmo a mais de 20 biliões de Km de distância da Terra e 4 décadas passadas sobre a sua partida de Cabo Canaveral, ainda é possível interagir e ter uma resposta da mesma (pensando na tecnologia de há 40 anos um acontecimento apenas Fantástico e uma confirmação das grandes e ilimitadas capacidades do Homem) ‒ já agora aplicando-o à VOYAGER 2.

 

Convertendo Dados em Música

 

“A ideia da dupla (convertendo os dados da Voyager 1 em música), assim como Kepler tinha em mente, é fazer com que possamos entender melhor como funciona o cosmos de maneiras pouco convencionais. Dessa forma, a viagem cósmica proporcionada pela bela trilha descreve o trajeto da Voyager 1, incluindo o épico momento dramático de sua aproximação a Júpiter e Saturno e a entrada no espaço interestelar.”

(Claudio Yuge/tecmundo.com.br)

 

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Transformando dados recolhidos durante 40 anos pela Voyager 1

(Em música a 4 instrumentos)

 

Como tudo tem a ver com tudo e algo ligado à VOYAGER 1 poderá ainda ter a ver com algo conhecido (mas ainda não correlacionado) ou então desconhecido (por ainda não observado), nestes últimos dias de protagonismo (dado à sonda norte-americana) e com a mesma na ribalta (ativando os propulsores colocando o Homem no pódio), com um grupo de cientistas convertendo os dados (recebidos da sonda) em música (segundo eles) Espacial e Incrível: e a partir dos dados transmitidos durante 40 anos (1977/2017) entre a VOYAGER 1 e a TERRA criando a sua Música (Domenico Vicinanza/GÉANT e Genevieve Williams/Universidade de Exeter), espelhada numa faixa de 3 minutos e utilizando (para a sua transformação) 4 tipo de instrumentos ‒ violino, flauta, trompa e percussão de Glockenspiel (podendo ser escutada em Digital Trends/Music created using data measurements sent from the Voyager 1 spacecraft/soundcloud.com).

 

Numa missão levando a sonda VOYAGER 1 (tal como com as outras 3 sondas interestelares) a lugares do Espaço onde o Homem nunca esteve, atravessando os limites (extremos) do Sistema Solar (a sua zona fronteiriça) ‒  local onde a influência do Sol diminui drasticamente (face à presença dos raios cósmicos) justificado pela influência do Espaço Infinito que o rodeia ‒ e levando esta e outras sondas automáticas a distâncias para além dos 84UA/Voyager 2 e 94 UA/Voyager 1. Um Sistema Planetário (onde a Terra se integra) rodeando uma estrela (o Sol) e pertencendo a uma galáxia (Via Láctea) com mais de 200 milhões de estrelas, provavelmente com muitas delas estando rodeadas por planetas mas devido à pequenez destes e à distância a que se encontram (e não sendo brilhantes como as estrelas) não sendo detetados e passando despercebidos ‒ e até podendo possuir algum tipo de Vida e situar-se numa zona habitável relativamente à posição da sua respetiva estrela.

 

Talvez um dia quando o Homem assumir de vez a sua necessidade imperiosa de partir (se quiser sobreviver e persistir, pois a Terra não é eterna) e ultrapassar os Limites do Sistema Solar, possa finalmente utilizando as suas naves interplanetárias, interestelares e intergalácticas (e por aí fora, viajando no Espaço/Tempo) descobrir Outros Mundos e aí se estabelecer ‒ talvez com outras espécies talvez mesmo semelhantes ao Homem. Só faltando ao Homem (decidir e) partir como o fazem todas as espécies na Terra.

 

(imagens: nasa.gov e tecmundo.com.br)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:03

12
Nov 17

Tal como acontece no nosso MICROCOSMO TERRESTRE (uns partem outros ficam) um dia alguns de nós terão que partir se desejarmos (todos) sobreviver ‒ já que por cá (na Terra) nada é eterno (por limitado no Espaço e no Tempo) exceto no Multiverso (oferecendo-nos o Infinito) onde Deus residirá (num Outro Nível Evolutivo e talvez com um Humano presente).

 

ESPAÇO

 

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Terra ‒ Satélite GOES-8

(1994)

 

Se tivéssemos que escolher umas quantas notícias interessantes (e recentes) tendo como pano de fundo o ESPAÇO e a sua EXPLORAÇÃO (e consultando um Site como ROOM The Space Journal/room.eu.com), facilmente obteríamos uma mão cheia delas: desde a descoberta de outros Sistemas Planetários (1), passando pelo apoio da Arábia Saudita à VIRGIN (2) e pela luta na Corrida Espacial entre a SPACE-X e a BLUE ORIGIN (3), incluindo ainda notícias recentes sobre a VOYAGER 1 (4) e finalmente terminando com a lua de Saturno ENCELADUS (5). Cinco casos diferentes todos interligados e tendo como ponto comum a Conquista do Espaço (talvez menos o (2) com limites mais locais e restritos).

 

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Cabo Canaveral ‒ Vaivém Discovery

(2009)

 

SISTEMAS PLANETÁRIOS/1.1

 

Relativamente aos Sistemas Planetários (1) sendo notícia a descoberta de mais um Sistema integrando 6 planetas e movimentando-se em redor de uma estrela tipo-Sol (localizado a quase 147 anos-luz) ‒ a estrela HD 34445 ‒ mais velha, quente e maciça que o SOL, sendo acompanhada por 6 planetas com períodos compreendidos entre 49 (mínimo) a 5700 dias (máximo) todos inferiores ao de Júpiter (mais de 11.800 dias). E com massas entre 0,05 (mínimo) e 0,63 (máximo) a de JÚPITER (a massa de Júpiter é cerca de 318X a da Terra). Tal como TRAPPIST-1 um Sistema Planetário (fazendo-nos lembrar o nosso), talvez mesmo com água, mas neste caso sem Zona Habitável (e sem existência de Vida).

 

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Constelação Cisne ‒ Sistema Kepler-186/a 500 anos-luz (e Sistema Solar)

(2014)

 

SISTEMAS PLANETÁRIOS/1.2

 

E se no Sistema Planetário TRAPPIST-1 tal como no HD 34445 a distância dos mesmos para o nosso (SISTEMA SOLAR) era significativa (tal como para a TERRA), já no caso da estrela mais próxima de nós PROXIMA CENTAURI (localizada a pouco mais de 4 anos-luz) a descoberta de um anel de poeira (talvez com a temperatura no Cinturão de KUIPER uns 230⁰C negativos) estendendo-se por centenas de milhões de Km em torno dessa mesma estrela, sugere a forte possibilidade de o mesmo poder incluir planetas constituindo mais um Sistema (talvez semelhante ao nosso incorporando água e Vida): falando do Espaço (Extrassolar) talvez ficando mais próximo do Alvo da Humanidade e da Descoberta de outra Entidade.

 

VIRGIN, SPACE-X e BLUE ORIGIN

 

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A caminho da ISS ‒ Nave de carga Dragon (Space-X)

(2016)

 

Num Espaço mais Comercial e como consequência mais Mediático (2/3) ‒ até pela demonstração de todo o nosso avanço Tecnológico e da desmedida ambição da Humanidade ‒ podendo relevarem-se o investimento (mais limitado no espaço e na ambição) efetuado pela VIRGIN (com um bilião de dólares vindo das ARÁBIAS) nas suas viagens no Espaço sobretudo locais, próximas e de transporte ligeiro (de passageiros e de pequena carga) e com outro desígnio e destino que não e apenas o do lucro imediato (daí se recorrer a Privados com excesso de dinheiro e sem saber como o aplicar, como é o caso de muitos países árabes ricos em PETRÓLEO) o grande investimento da SPACE-X e da BLUE ORIGIN lutando por ocupar o primeiro lugar e o de PIONEIROS, na CONQUISTA DO ESPAÇO e no retorno dos VOOS TRIPULADOS: e assim ocupando o lugar da NASA abandonado há quase meio século (com o último voo APOLLO à LUA).

 

VOYAGER 1

 

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Espaço Interestelar (onde se encontra a sonda) ‒ Voyager 1

(2013)

 

E voltando às sondas automáticas (4) do presente (comandadas a partir de um cubículo na Terra) que um dia substituíram as naves tripuladas do passado (comandadas pelo Homem no Momento e no Local), com as LENDÁRIAS e ainda vivas (parcialmente) sondas VOYAGER lançadas da Terra há já 40 anos a localizarem-se atualmente a quase 141 UA (Voyager 1) e a mais de 116 UA (Voyager 2) de distância (de nós), deslocando-se a uma velocidade entre 55000/60000Km/h: com a Voyager 2 na Heliosfera e a VOYAGER 1 já no Espaço INTERESTRELAR. E no caso desta última sonda ainda transmitindo (cada 5 minutos) apesar do tempo e da distância já percorrida, com as últimas particularidades a adicionar ao seu diário de viagem a dirigirem-se para o HIDROGÉNIO e por outro lado para a LUZ: constatando-se através de dados transmitidos pela sonda Voyager 1 a partir do espaço Interestelar (a mais de 21.000 milhões de Km), a presença em maior número do que o esperado de moléculas de Hidrogénio e ainda uma luminosidade exterior maior que o previsto. Significando que à nossa volta e do nosso Sistema (Solar) o Espaço nunca estará Vazio (e a Antimatéria?) e que a Luz que tudo ilumina não virá de um único lugar, mas de um número Infinito de Fontes (conjugando matéria, eletricidade e magnetismo) destinadas a Ver e a Descobrir.

 

ENCELADUS

 

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Enceladus ‒ Sonda Cassini-Huygens

(2007)

 

Restando-nos na nossa viagem (espacial) falar de ENCELADUS (5) o 6º maior satélite (natural) de SATURNO e que pelos vistos terá um Oceano: uma das luas do Gigante Gasoso SATURNO, observada de perto e muito atentamente (durante vários anos) pela sonda automática CASSINI (entretanto desaparecida após o seu Grande Final ou suicídio) e exibindo para as câmaras da sonda uma lua gelada e ativa, muito mais interessante do que o inicialmente previsto. Segundo os cientistas com esta lua a possuir a poucos Km de profundidade um grande oceano (líquido e salgado e localizado no seu polo sul), por vezes perfurando a crosta superficial de Enceladus (talvez devido a uma intensa atividade hidrotermal em profundidade) e dando origem ao aparecimento de jatos de material (como se tratasse de uma poderosa erupção vulcânica) atingindo grandes altitudes: talvez com esse mecanismo de formação (desses Jatos gasosos) a dever-se de uma forma esmagadora à tremenda força exercida pelo campo magnético do gigante planeta Saturno (o maior planeta do Sistema depois de Júpiter) sobre Enceladus (a lua), deformando no movimento de ambos a lua e dando origem a estas erupções (jatos). Num caso muito semelhante ao da lua IO (uma das 4 maiores luas de Júpiter): talvez podendo ter Água e até mesmo Vida.

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:32

13
Set 13

 

Voyager 1: out of the Solar System

 

Researchers have long waited for one of the Voyager probes to leave the solar system. In a surprising turn of events, NASA announced today that Voyager 1 entered interstellar space a whole year ago! This event sets in motion a new era of exploration of the realm between the stars.

 

In February 2013, the National Radio Astronomy Observatory's 5,000-mile-wide Very Long Baseline Array (VLBA) made a radio image of Voyager 1's signal. Little did they know, Voyager 1 was already in interstellar space:


Voyager signal spotted by Earth radio telescopes

 

Voyager 1's main transmitter radiates around 22 watts, which is comparable to a typical ham radio or a refrigerator light bulb. Though incredibly weak by the standards of modern wireless communications, Voyager 1's signal is bright when compared to most natural objects studied by radio telescopes.

 

The image is about 0.5 arcseconds on a side. An arcsecond is the apparent size of a penny as seen from 2.5 miles (4 kilometers) away. The slightly oblong shape of the image is a result of the array's configuration.

 

The VLBA made this image of Voyager 1's signal on Feb. 21, 2013. At the time, Voyager 1 was 11.5 billion miles (18.5 billion kilometers) away.

 

(texto e imagens: spaceweather.com e nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:25

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