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Estado do Tempo

Sexta-feira, 22.10.21

[Meteorológico, Espacial e Geológico]

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Mancha solar gigante AR9661

(21 outubro 2001)

 

Num dia (21 de outubro em Albufeira) ainda de praia (índice 4 de raios ultravioleta, moderado), de céu pouco nublado, com a temperatura do ar a andar pelos 15°C/25°C (mínima máxima) ─ temperatura da água do mar 20°C (ondulação entre 1,0m/1,5m) ─ e com vento moderado de norte, a informação que no Espaço o Sol continua bem ativo, neste seu 25º Ciclo Solar:

Vendo-se já a emergir na superfície do Sol (aproveitando o movimento de rotação da nossa estrela) uma mancha solar “prometedora” ─ a mancha AR2886 ─ em princípio não apresentando perigo de emissão de “chamas solares” significativas, apesar do registo já verificado de chamas da classe B (a 2ª numa escala de cinco).

Podendo ainda aumentar a sua atividade (explosiva/eruptiva) e, entretanto, ter a Terra como alvo dessas chamas solares, chamando-nos por associação à memória (até pelos seus possíveis extremos) a tempestade geomagnética severa ocorrida precisamente há vinte anos (em 21.10.2001, tal como o site spaceweather.com recorda):

Quando no decorrer do 23º Ciclo Solar e atravessando um pico máximo da sua atividade (do Sol), a mancha solar gigante AR9661 ─ entre as várias que o Sol apresentava na altura ─ entrou em erupção duas vezes (quase seguidas), produzindo duas “chamas solares” da classe X1,6 (a mais intensa).

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Aurora em Itália a 45° de latitude

(21 outubro 2001)

 

Com duas CME a atingirem a Terra (podendo o vento solar atingir a velocidade de 700Km/s, hoje nos 520Km/s), uma, dois dias depois (de ejetada da coroa solar), a outra no dia seguinte, provocando intensas e prolongadas tempestades geomagnéticas (como auroras).

Para já e neste ciclo solar não se esperando para já fenómenos tão extremos, até por se vir de ciclos anteriores de fraca atividade e o máximo de atividade deste ciclo só estar previsto para 2025 (mais cedo, só em 2024).

No entanto podendo a evolução deste ciclo solar afetar o “tempo na Terra”, entre as mais diversas áreas podendo ser afetadas até pelo seu interesse e importância, focando-nos na geologia terrestre e em duas das suas mais visíveis manifestações, os sismos e os vulcões:

Desde muito antes de o Homem aparecer, dando forma ao nosso planeta e fazendo desaparecer e aparecer diferentes Civilizações (um dia estando à vista no outro dia submersa), graças ao seu motor vivo (o dínamo existente no centro da Terra) fornecendo energia e atribuindo movimento, ao processo de deriva (e continua transformação) das placas tectónicas.

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Mantendo-se a atividade vulcânica

(com mais habitações em risco)

 

A Terra tal como todo o Universo sendo visto, como um Organismo Vivo.

E se a nível de sismicidade os sismos mais intensos sentidos hoje não passam do registado a sul das Ilhas Fiji (amplitude 6.0) ─ região do Anel de Fogo do Pacífico, a mais ativa geologicamente da Terra ─ no sul do Irão (5,2) e na ilha grega de Creta (4,5) ─ pouco relevantes no panorama global diário ─ já a nível vulcânico com perto de uma dezena de vulcões a destacarem-se (por ativos):

Maioritariamente localizados no continente americano (6 em 9) ─ como o vulcão mexicano Popocatéptl ─ e com um deles (entre os 3 restantes) situando-se na Europa, via Espanha, ilhas Canárias, ilha de La Palma, o vulcão Cumbre Vieja.

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Residentes de La Palma

(muitos tendo perdido tudo)

 

No caso do vulcão em erupção e atualmente mais ativo perto de nós (dos Açores uns 500Km, do sul de Portugal uns 1.200Km) localizado no oceano Atlântico e não acompanhando (como muitos outros) nenhuma zona de falhas (ou fazendo fronteira) entre placas tectónicas ─ o vulcão da ilha de La Palma ─

Não se registando alterações significativas na sua intensidade eruptiva, mantendo-se o cenário iniciado (e a intensidade do fenómeno) há já 33 dias (em 19 de setembro de 2021), com a continuação da ejeção de cinzas para a atmosfera e a criação ininterrupta de rios de lava incandescente (dirigindo-se para o mar) ─ e levando face ao avanço da lava, à evacuação de outras áreas populacionais rurais e urbanas.

Mantendo-se tal como desde o início deste evento uma atividade sísmica elevada (na região) ─ significando que o processo continua com a mesma intensidade ─ com cerca de uma centena de sismos registados nas últimas 24 horas:

O mais forte deles de intensidade M4,8 e epicentro a 39Km de profundidade.

E desde o início da erupção do Cumbre Vieja em La Palma, com cerca de 7.500 pessoas já tendo sido obrigados a evacuar a ilha.

(imagens: spaceweather.com ─ Paolo Bardelli/spaceweathergallery.com

─ Saul Santos/AP/dw.com ─ Jorge Guerrero/Getty/dw.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:21

Cumbre Vieja ─ Há um mês em erupção

Quinta-feira, 21.10.21

“One month after the Cumbre Vieja volcano erupted on the Spanish island of La Palma spewing red-hot lava and ash, Culberta Cruz, her husband and their dog are living in a tiny caravan on a parking lot and see no end of the ordeal in sight.” (Guillermo Martinez/euronews.com/20.10.2021)

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Ao iniciarmos o 33º dia da entrada em erupção do vulcão de LA PALMA (uma das oito ilhas do arquipélago espanhol das CANÁRIAS) o CUMBRE VIEJA, com a média de tremores de terra na última semana (na região) a andar quase nos 90/dia ─ o sismo mais intenso tendo sido de magnitude M4,8 ─ continuando a emissão de nuvens espessas e escuras de cinza para a atmosfera (atingindo os 3.000 metros de altitude e pondo em causa o funcionamento do aeroporto local) e a produção de rios de lava incandescente, descendo pelas encostas do vulcão e tentando atingir as águas do oceano (Atlântico) ─ ao contacto lava vulcânica/água do mar e devido à grande amplitude térmica (registada), formando-se vapores e gases extremamente tóxicos, espalhando-se posteriormente na atmosfera, no ar que se respira.

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E se esta emissão de gases para a atmosfera pode ter efeitos nocivos por poluidores localmente e a maior distâncias (levados pela força dos ventos), com os rios de lava incandescente expelidas ininterruptamente desde o cone do vulcão (e saindo por outras fissuras) durante estas mais de quatro semanas, a terem já destruído no seu caminho mais de 810 hectares de terra, levando à sua frente e fazendo desaparecer do mapa, mais de um milhar de habitações (mais de 2.000), centenas de explorações agrícolas, edifícios públicos incluindo igrejas, infraestruturas como estradas e até levando à evacuação de milhares de pessoas, muitas delas tendo ficado sem nada. Uma erupção considerada a mais forte desde a registada no século XVI (1585) ─ a última (mais curta que esta) tendo ocorrido há cinquenta anos atrás ─ com a lava do vulcão a escorrer como um rio, formando um grande delta, atingindo o mar e entrando por ele dentro, aumentando de momento a área da ilha de La Palma em 40 hectares.

(imagens: theguardian.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 03:12

Vulcanismo (nas Canárias)

Domingo, 17.10.21

Oriunda da erupção do vulcão Cumbre Vieja, com uma intrusão de SO₂ acima dos 3.000 metros de altitude (não afetando a superfície), a progredir há já vários dias na Península Ibérica.

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Nas proximidades da Península Ibérica com 3 vulcões ativos ─ o vulcão CUMBRE VIEJA nas ilhas Canárias em Espanha e os vulcões ETNA e STROMBOLI respetivamente na Sicília e nas ilhas Eólias em Itália, todos em erupção ─ continuando apesar da ainda recente emissão de uma grande pluma de cinzas para a atmosfera pelo vulcão siciliano ETNA, o interesse maior concentrado no que se passa na ilha das Canárias de LA PALMA: com a erupção do vulcão CUMBRE VIEJA continuando extremamente ativa, mantendo os rios de lava escorrendo desde o vulcão até atingirem o oceano ─ agora ameaçando o bairro de LA LAGUNA ─ e (devido à poluição atmosférica provocada pela ejeção de grandes quantidades de cinzas a alta altitude para a atmosfera) as operações no aeroporto, levando à sua suspensão.

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No seu 28º dia desde que entrou em erupção com o vulcão parecendo querer manter a sua intensidade inicial, com grande emissão de plumas de cinzas para a atmosfera (a 4.000m de altitude) e intensas emissões de lava incandescente, destruindo tudo na sua passagem (agora podendo ser a vez de La Laguna) em direção às águas do oceano (Atlântico). Segundo os últimos dados obtidos desde o início deste evento geológico (envolvendo por associados, vulcões e sismos) ─ neste arquipélago das Canárias (de pelo menos oito ilhas) ─ estando-se a caminho dos 800 hectares de terra destruídos ─ pela lava incandescente ─ assim como quase 1100 edifícios (mais de 80% sendo habitações). Dada a continuação diária dos tremores de terra por vezes (como ultimamente) sendo mais frequentes e intensos, podendo-se manter a atividade intensa do vulcão, provocado pela persistência do fluxo de magma (oriundo das profundezas da Terra).

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Quanto aos problemas de poluição provocada pela emissão de cinzas e de gases tóxicos para a atmosfera (a grande altitude), acrescidos dos outros gases tóxicos criados aquando do contacto da lava incandescente com a água do oceano (ao nível do solo) e afetando a respiração ─ emissões de dióxido de enxofre a andarem perto das 2.900t/dia (valor agora mais baixo) ─ com estes dois fatores (de risco sanitário) a provocarem naturalmente a preocupação local, assim como das regiões próximas podendo ser indiretamente afetadas (dependendo da intensidade e direção dos ventos). Mantendo-se o epicentro desses sismos a 10/15Km de profundidade e/ou 30/40Km ─ portanto em duas áreas diferentes ─ com o sismo mais intenso até agora sentido andando nos M4.5 (amplitude).

(imagens de La Palma: Getty Images)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 03:29

Tubo de Lava

Terça-feira, 12.10.21

Agora que tubos de lava vindos do interior profundo do nosso planeta (Terra), fazem emergir à sua superfície (crosta terrestre) toneladas de lava incandescente (a mais de 1.200°C de temperatura), emergindo da cratera do vulcão espanhol Cumbre Vieja (localizado na ilha de La Palma/arquipélago das Canárias),

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Tubo de lava de Thurston

(Havaí)

 

Um retrato de um tubo de lava (indo de 1/10 metros de diâmetro e podendo ter vários km de extensão) de um vulcão em tempos extremamente ativo e hoje inativo (adormecido) ou então extinto ─ um longo canal, onde a lava cessou e as rochas esfriaram: este situado no Parque Nacional de Vulcões do Havaí (EUA).

(imagem: Kevin Hazelton/nationalgeographic.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:46

O Vulcão de La Palma (23º dia de erupção)

Segunda-feira, 11.10.21

“Blocks of molten lava (with temperatures of up to 1,240 degrees Celsius) as large as three-storey buildings rolled down a hillside on the Spanish island of La Palma on Sunday while a series of tremors shook the ground three weeks after the volcano erupted.” (reuters.com)

Iniciada a sua erupção a 19 de setembro de 2021, entrando-se nesta segunda-feira dia 11 de outubro de 2021, no 23º dia de “atividade explosiva” do vulcão CUMBRE VIEJA:

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Para além dos rios de lava incandescente e contínua (escorrendo pelo cone semidestruído e pelas vertentes e fissuras do vulcão) descendo por vários caminhos em direção ao mar ─ destruindo tudo no seu caminho (e enchendo o ar com gases tóxicos) ─ com o material ejetado para a atmosfera pelo vulcão durante esta erupção ininterrupta (como as cinzas vulcânicas), a atingir altitudes de cerca de 3000 metros e por ação dos ventos, podendo deslocar-se a grandes distâncias poluindo aí a atmosfera (como o já terá feito em colaboração com as partículas de poeiras, provenientes do Sahara).

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De Portugal só se conhecendo até ao dia de hoje a chegada de partículas ao arquipélago dos Açores (salvando-se o continente e a Madeira), a quase 500Km de distância (das ilhas Canárias).

Mantendo-se o cenário explosivo (até já se tendo visto relâmpagos perto da erupção) com os rios de lava incandescente (com emissões intensas) a dirigirem-se para norte e para ocidente, com os tremores de terra a manterem-se constantes e intensos (nas últimas 24 horas com cerca de 150 sismos de magnitude 2.0/4.1) e com o epicentro da profundidade dos mesmos (da sua grande maioria) a andar entre os 10/15Km.

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No seguimento da destruição causada pela lava do vulcão (quase 1.200 casas destruídas, 500 hectares de terra lava-planados e 6.000 evacuados) com esta a avançar decisivamente no sentido da destruição total e definitiva do centro industrial de La Palma, mas com o aeroporto local por outro lado a voltar a abrir (limpo da acumulação de cinzas e levantada a proibição de voos aéreos) ─ apesar da emissão de cinzas vulcânicas querer persistir ─ abrindo mais uma porta de comunicação com o exterior.

Para já e para o Mundo exterior (e como já vimos para Portugal) só sendo preocupante dada a ação dos ventos a propagação das nuvens escuras de cinzas vulcânicas (e gases tóxicos), provocando um aumento inevitável da poluição atmosférica certamente já tendo atingido três continentes (África, Europa e América).

(texto inicial/inglês: Silvio Castellanos/Juan Medina

─ imagens: independente.co.uk./volcanodiscovery.com/dronedj.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 03:28

Nuvens de cinzas vulcânicas a caminho

Segunda-feira, 04.10.21

No seu 16º dia de erupção (iniciada a 19 de setembro),

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Erupção do vulcão Cumbre Vieja

(como vista a partir do espaço)

 

Prossegue em LA PALMA (uma das 8 ilhas do arquipélago das CANÁRIAS com cerca de 47Km de extensão) a erupção do jovem vulcão CUMBRE VIEJA: um vulcão (com 2.426m de altura) localizado em pleno Oceano Atlântico, não sendo vizinho próximo de nenhuma falha entre placas tectónicas e tendo tido a sua última grande erupção no ano de 1971 (já lá vai meio século).

“Entre o início da noite deste domingo e a manhã desta segunda-feira, o Instituto Geográfico Nacional de Espanha registou mais de 40 sismos na ilha de La Palma, nas Canárias, onde o vulcão Cumbre Vieja está em erupção desde 19 de setembro.”

Desde o início da sua atividade eruptiva mantendo-se (na região) a atividade sísmica associada a este evento vulcânico (com sismos de epicentro entre 10Km/15Km de profundidade), com o vulcão projetando material vulcânico para a atmosfera (nuvens escuras de cinzas chegando a atingir os 4.500m de altitude) e simultaneamente lançando rios de lava incandescente pelo seu cone, descendo pelas vertentes do mesmo e sendo abastecido por outras fissuras até alcançar o mar.

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Evolução da lava vulcânica em La Palma

(do cone do vulcão em direção ao mar)

 

Com a lava incandescente atingindo as águas do Oceano Atlântico no final da semana anterior, notando-se nesta madrugada (de domingo/3 para segunda-feira/4) um recrudescimento da atividade vulcânica e um aumento significativo da lava ejetada pelo Cumbre Vieja, levando desde já a uma derrocada parcial de um dos lados do topo do seu cone e a um aumento no volume da nova península de lava agora em construção.

“Entretanto, o Departamento de Segurança Nacional (DSN) avançou que a lava do vulcão Cumbre Vieja espalhou-se, até ao momento, por mais de 400 hectares. A corrente de lava que tem percorrido a ilha até chegar ao Oceano Atlântico, e que tem feito crescer a linha costeira, já acrescentou cerca de 29,7 hectares a La Palma.”

E se localmente as preocupações se dividem entre a destruição provocada essencialmente pela lava incandescente do vulcão destruindo tudo no seu caminho entre o mesmo e o mar ─ casas, explorações agrícolas, infraestruturas, etc. ─ e a poluição atmosférica provocada aquando do impacto lava/água-do-mar (devido ao choque de temperaturas, provocada pela grande amplitude térmica), já a outras distâncias as preocupações baseando-se na ação dos ventos podendo levar extensas nuvens escuras de cinzas vulcânicas a grande distância.

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Lava incandescente proveniente do vulcão

(entrando em contacto com o oceano)

 

Tudo como consequência dos gases tóxicos emitidos para a atmosfera, ricos entre outros em dióxido de enxofre, um produto poluente e prejudicial para a nossa função respiratória: com a ação dos ventos alcançando regiões distantes, como e logo na 1º linha a costa marroquina e os Açores (proporcionando o aparecimento de chuvas ácidas) ─ por ação da lava e das cinzas (sendo injetados na atmosfera 6.000 a 9.000 toneladas de ácido sulfúrico/dia desde o início da erupção) ─ descartando-se para já cenários (mais extremos) como o do aparecimento de fluxos piroclásticos, de deslocamento de terras (colapsos relevantes no cone/vertentes vulcânicas) ou mesmo de tsunamis (por abatimentos à superfície ou subterrâneos).

“Cerca de mil prédios foram destruídos desde que a erupção começou e 6 mil pessoas tiveram de ser retiradas das suas casas.”

E a nível sismológico (nas últimas 24 horas e na região do Atlântico Norte) para além de se ter registado ontem (domingo 3 de outubro/à noite) um sismo de M2,7 nas Canárias (e a 10Km de profundidade), registando-se já hoje nos Açores (desde a madrugada de segunda-feira, 4) uma sequência de vários sismos com magnitudes entre M2,0 e M3,1. Com a Madeira tranquila.

(“texto/itálico”: Reuters/Lusa/Público/04.10.2021 ─ imagens: Maxar Technologies/space.com-emergency.copernicus.eu-José Maço/twitter.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:37

Vulcão CUMBRE VIEJA

Domingo, 03.10.21

“Desde o passado dia 29 (de setembro) as observações do IPMA confirmam uma redução significativa da visibilidade horizontal por estas partículas (oriundas da erupção de La Palma) nos grupos Central e Oriental dos Açores, que deverão encontrar-se principalmente numa camada abaixo dos 800 m de altitude.” (ipma.pt)

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Vulcões em erupção um pouco por todo o Mundo

(assinalados a vermelho)

 

02.10.2021

Com vários vulcões ativos em maior ou menor atividade (no caso extremo em erupção) espalhados um pouco por todo o Mundo ─ mas claramente concentrados na região mais geologicamente ativa da Terra (a nível vulcânico e sismológico), o “Anel de Fogo do Pacífico” (em forma de ferradura e com cerca de 40.000Km de extensão) ─ continuam na Europa Ocidental e concentradas em 3 vulcões ─ Cumbre Vieja (Espanha), Etna e Stromboli (em Itália) ─ as manifestações vulcânicas mais relevantes a decorrer no presente no Velho Continente: mas de momento com o vulcão CUMBRE VIEJA a deter todo o protagonismo (os outros indo para já “soluçando”) continuando em erupção e extremamente ativo, enviando para a atmosfera nuvens escuras de material vulcânico e de cinzas até cerca de 4500 metros de altitude e com a sua lava incandescente ─ depois de expelida ou saindo por fissuras entretanto aparecendo (nas vertentes do vulcão) ─ tendo já atingido o mar (o Oceano Atlântico). Começando desde já e localmente a construir uma nova península (estendendo-se mar dentro) aumentando a volumetria da ilha, e ao contactar (a lava incandescente) com a água do oceano (a muito mais baixa temperatura), lançando para a atmosfera gases extremamente poluentes e tóxicos (podendo afetar o ar local) e a mais larga distância, devido à ação dos ventos, começando a chegar (como se esperava dado o vulcão se encontrar no seu 15º dia de atividade) ao arquipélago dos Açores.

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Nuvens de cinzas originadas no vulcão de La Palma

(Ilhas Canárias/Espanha)

 

03.10.2021

Neste 15º dia consecutivo de erupção do vulcão de La Palma CUMPBRE VIEJA, mantendo-se a intensa produção de lava (saindo pelo cone e fissuras do vulcão) e a volumosa produção de rios de lava direcionando-se para o mar (e zonas menos elevadas) ─ com os sismos mantendo-se para já estáveis mas ainda de grande intensidade ─ num total de cerca de 8 aberturas vulcânicas alimentando os diversos rios líquidos incandescentes, muitos deles indo aos poucos (ao atingirem o mar) aumentando o “tamanho” da ilha de La Palma. Acompanhada (esta erupção) por ejeção de material para a atmosfera (a uns 3.500m de altitude), nos próximos dias podendo atingir grandes distâncias (para lá dos Açores e da costa marroquina), com os 50 milhões de m³ de lava a excederem já a expetativa para esta erupção, podendo estender-se ainda por muito mais tempo e levando-se a suspeitar da existência um novo depósito de lava (reservatório substituto) localizado a maior profundidade. Mantendo-se (para além do barulho contínuo do vulcão, 24 horas por dia) a atividade sismológica (a 10Km/15Km de profundidade) sensivelmente na mesma zona (inicial), não se notando para já nenhuma ligação visível com outras regiões vizinhas, num local do oceano Atlântico onde não existe nenhuma fratura (falha) tectónica por perto. Para além da emissão de gazes (cinzas) vulcânicas. Com o IPMA a confirmar a chegada de partículas emitidas pelo vulcão (nuvens de cinzas, contendo enxofre) na passada sexta-feira (dia 1 de outubro), provocando para já e apenas uma redução ligeira na visibilidade (horizontal) mas podendo criar futuramente ─ mantendo-se o processo ─ pequenas neblinas em torno das diferentes ilhas do arquipélago.

(imagens: volcanodiscovery.com ─ ipma.pt)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:31

Entre o Cumbre Vieja e o Kilauea

Sábado, 02.10.21

Enquanto prossegue na ilha de LA PALMA (uma das oito do arquipélago das Canárias) a erupção do CUMBRE VIEJA, escorrendo pelas vertentes do vulcão e por diversas fissuras que se vão multiplicando (ao longo do seu percurso) lava incandescente encaminhando-se em direção ao mar ─ tendo-o já alcançando e estando agora, a aumentar a área terrestre de La Palma

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Vulcão Cumbre Vieja

Ilha La Palma

Arquipélago das Canárias

 

Estimando-se no presente (e dramaticamente) em quase um milhar de habitações destruídas, em centenas de propriedades agrícolas arrasadas, em estruturas básicas obliteradas (como estradas) e em mais de 6.000 pessoas evacuadas (entre turistas e residentes), as consequências que esta nova erupção deste ainda jovem vulcão já provocou.

Desde o início da sua erupção a 19 de setembro com o vulcão CUMBRE VIEJA já tendo libertado para o exterior cerca de 80 milhões de m³ de MAGMA líquido (numa velocidade mais acelerada à registada há cinquenta anos atrás), acabando no encontro do mesmo (magma) com as águas do oceano Atlântico, por dar origem à formação de uma pequena península (em crescimento) atualmente nos 25m/30m de altura e nos 500 m de comprimento criados, “indo mar dentro”.

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14º dia de erupção do Cumbre Vieja

Com os rios de lava isolando

partes da ilha de La Palma

 

Não existindo de momento nenhum perigo de algum tipo de agravamento deste fenómeno  vulcânico (e sismológico) podendo levar à formação de um tsunami, apenas preocupando a poluição provocada pelo contacto do magma com a água produzindo gases tóxicos (necessidade da criação de uma zona de exclusão local) e a projeção a grande altitude na atmosfera de material vulcânico como as cinzas, por ação dos ventos podendo atingir com os seus efeitos nocivos grandes distâncias, como por exemplo Marrocos, os Açores, o Algarve.

Enquanto do outro lado do continente americano no Oceano Pacífico (a latitudes próximas) um outro vulcão igualmente jovem, bem conhecido e extremamente ativo ─ o KILAUEA ─ entra igualmente em erupção no Havaí, colocando desde já o alerta para a aviação nesta ilha norte-americana no código vermelho.

(imagens: en.as.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:27

Curiosidade: O Vulcão Mais Ativo no Sistema Solar

Quinta-feira, 23.09.21

Jupiter's Moon Io: The Most Active.

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Volcanoes on Io

A moon of Jupiter, the most volcanically active body in our solar system.

It has over 100 active volcanic centers, many of which have multiple active vents.

Eruptions recurrently resurface large parts of the moon.

 

Io is the most volcanically active body in our solar system. This surprises most people because Io's great distance from the sun and its icy surface make it seem like a very cold place.

However, Io is a very tiny moon that is enormously influenced by the gravity of the giant planet Jupiter. The gravitational attraction of Jupiter and its other moons exert such strong "pulls" on Io that it deforms continuously from strong internal tides. These tides produce a tremendous amount of internal friction. This friction heats the moon and enables the intense volcanic activity.

Io has hundreds of visible volcanic vents, some of which blast jets of frozen vapor and "volcanic snow" hundreds of miles high into its atmosphere. These gases could be the sole product of these eruptions, or there could be some associated silicate rock or molten sulfur present. The areas around these vents show evidence that they have been "resurfaced" with a flat layer of new material. These resurfaced areas are the dominant surface feature of Io. The very small number of impact craters on these surfaces, compared to other bodies in the solar system, is evidence of Io's continuous volcanic activity and resurfacing.

"Curtains of Fire" on Io

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Volcanic eruption on Io

Image of one of the largest eruptions ever observed on Jupiter's moon, Io,

taken on August 29, 2013.

Thought to have launched hot lava hundreds of miles above Io's surface.

 

On August 4, 2014 NASA published images of volcanic eruptions that occurred on Jupiter's moon Io between August 15 and August 29 of 2013. During that two-week period, eruptions powerful enough to launch material hundreds of miles above the surface of the moon are believed to have occurred.

Other than Earth, Io is the only body in the solar system that is capable of erupting extremely hot lava. Because of the moon's low gravity and the magma's explosivity, large eruptions are believed to launch tens of cubic miles of lava high above the moon and resurface large areas over a period of just a few days.

The accompanying infrared image shows the August 29, 2013 eruption and was acquired by Katherine de Kleer of the University of California at Berkeley using the Gemini North Telescope, with support from the National Science Foundation. It is one of the most spectacular images of volcanic activity ever taken. At the time of this image, large fissures in Io's surface are believed to have been erupting "curtains of fire" up to several miles long. These "curtains" are probably similar to the fountaining fissures seen during the 2018 eruption of Kilauea in Hawaii.

(texto/legendas/imagens: geology.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:21

Cumbre Vieja/La Palma/Canárias

Quarta-feira, 22.09.21

Hoje quarta-feira dia 22 de setembro com o vulcão de Cumbre Vieja continuando em plena atividade (iniciada a 19), com ejeção de material para a atmosfera e o avanço progressivo de rios de magma incandescente, em direção ao mar.

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La Palma 5ª maior ilha das Canárias

 

Ejeção de material vulcânico para a atmosfera provocando nuvens de cinza atingindo já os 3000 metros de altitude (deslocando-se de momento para SW, mas dependendo da evolução da direção dos ventos) ─ podendo rodando a norte e mantendo-se o evento, atingir a Madeira

Sendo simultaneamente acompanhado ao nível do solo por um outro produto resultante da erupção do vulcão, saindo do topo do mesmo e escorrendo com a contribuição de outras fissuras pelas suas vertentes, e formando um rio líquido de lava incandescente dirigindo-se sem controlo na buca de terrenos menos elevados, acabando por atingir o mar.

No percurso dessa lava incandescente e destruidora estando para já localizadas as principais consequências provocadas por tal erupção e sua subsequente expansão em redor (não só com cinza, mas igualmente com lava),

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Parque Nacional de Cumbre Vieja

 

Com este material incandescente atingindo milhares de graus de temperatura a destruir e a calcinar tudo o que surgisse à sua frente, fazendo desaparecer habitações (para já umas 200, podendo ser muito mais), explorações agrícolas (mais de 150 hectares e em crescimento), infraestruturas básicas e levando à evacuação de milhares de aí residentes (uma região predominantemente agrícola) e turistas (instalados em resorts), uns 5.000.

E com as principais preocupações em casos como este vindo (entre outros fatores) das cinzas vulcânicas, dos fluxos de lava, das emissões de gases e até de possíveis tsunamis, podendo-se considerar que se quanto aos locais o perigo é triplo ─ Cinzas/Lava/Gases

Para os habitando nos territórios exteriores sendo diminutas as possibilidades de um tsunami, mas tendo-se que tomar atenção à poluição atmosférica à chegada (por força dos ventos) de gases tóxicos e ainda de cinzas.

(imagens: la-palma24.net ─ dw.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:24