Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

22
Mai 19

Expert Warns

Yellowstone Eruption

Could Kill

Five Billion People

(PS/MU)

 

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(imagem: Paul Seaburn/Mysterious Universe)

 

Olhando para o planeta Terra e para os seus movimentos geológicos (como a deslocação das placas tectónicas, originando fenómenos sísmicos e fenómenos de vulcanismo) – e falando a nível da Vulcanologia, observando os Vulcões de momento ativos constatando-se um pouco por todos os 5 continentes a existência no Presente de pelo menos “1 vulcão em atividade/Continente: como o Stromboli (EUR), o Erta Ale e o Nyiragongo (AFR), o Popocatéptl, o Santiaguito, o Fuego, o Pacaya, o Masaya, o Reventador, o Sabancaya e o Nevadas de Chíllan (AME), o Shibeluch, o Sakurajima, o Dukana, o Ibu, o Merapl, o Semeru, o Aguna e o Yasur (ASI/OCE), para além do Erebus (Antártida) num total de duas dezenas. E como de imediato se constata olhando apenas para o Mapa de “Vulcões Atualmente em Erupção na Terra” e para a distribuição pela superfície da crosta terrestre destes mesmos Vulcões (Ativos) – exceção feita a três, 1 europeu o STROMBOLI e 2 africanos – com a esmagadora maioria desses 20 vulcões (85%) a localizarem-se e a acompanharem os dois lados do ANEL de FOGO do PACÍFICO (a região do Globo Terrestre de longe a Geologicamente mais Ativa): com o seu braço a oriente (como um dos lados de uma “ferradura”) acompanhando toda a costa Sul-Americana (do México até ao Chile) e com o seu braço a ocidente acompanhando o sul da Ásia assim como a sua área Insular (da Rússia passando pela China e Japão e chegando até à Austrália assim como aos seus vizinhos).

 

Como se vê com alguns vulcões em plena atividade e destes 20 com as atenções a concentrarem-se mais (pela sua atividade/intensidade/continuidade) − destacando-se 5 deles (25%) − no REVENTADOR (Equador), no POPOCATÉPTL (México), no DUKONO (Indonésia), no FUEGO (Guatemala) e no SABANCAYA (Peru): todos eles e para já levantando desde logo o problema (crescente) da grande quantidade de cinzas (vulcânicas) atiradas (a grande altitude) e agora suspensas na atmosfera (prejudicando entre outros aspetos os voos e a respiração), continuando com a sua atividade explosiva, mantendo-se o Alerta, para já sem sinais de algum tipo (mais intenso) de agravamento. E concluindo-se − certamente para felicidade (e como Esperança) de todos os norte-americanos (no Presente vivendo numa Ditadura Bipolar dita “Democrata”, entalados como estão entre Burros & Elefantes, numa das suas fases talvez de origem sexual, aqui de Histeria ou então Esquizofrenia) – não ser aqui mencionado nenhum vulcão (ou similar) ativo nos EUA: apesar (1) das Falhas Tectónicas (como a de Santo André na Califórnia) atravessando aqui e ali o país (tanto território emerso, como território submerso) − e com promessas sismológicas constantes (da ocorrência de um Grande Sismo, do tipo BIG ONE) − e (2) da presença logo bem mais para o meio, mas ainda para ocidente (muito mais do lado do oceano Pacífico, do que do oceano Atlântico) de um “conhecido Complexo Vulcânico”, mais frequentemente que o primeiro (1)  surgindo o segundo (2), com as expetativas de um BIG ONE (um sismo de grande magnitude − podendo ser seguido de um Tsunami − originado na Falha de Santo André e atingindo com extrema violência não só Los Angeles como toda a Califórnia − e até podendo fazer colapsar/geologicamente partes do estado norte-americano) sendo muito inferiores às tendo origem no SUPERVULCÃO de YELLOWSTONE e na brutal destruição (material e humana) tal EVENTO APOCALÍPTICO ocorresse (como o lembram assiduamente e sempre periodicamente − à falta de alternativa/solução e cada vez mais acompanhados  − os Teóricos da Conspiração).

 

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(imagem: Paul Seaburn/Mysterious Universe)

 

Uma Área Protegida (Parque Nacional de Yellowstone) abrangendo três estados norte-americanos − WYOMING, MONTANA e IDAHO – inaugurado há 137 anos (sendo o Parque Nacional mais antigo do Mundo), conhecido pelo seu famoso geyser − o OLD FAITHFULL (lembram-se dos ursos do parque “Zé Colmeia e da Catatau”?)– e segundo o que diz na História (sobre o Parque e sobre o Terreno) desde o aparecimento do Homem sobre a sua superfície (hoje território norte-americano), tendo sofrido uma Grande Erupção Vulcânica, ejetando um volume extremo de materiais e de cinzas, acabando por cobrir e escurecer todo o céu, sobre o território hoje sendo os EUA: tendo a última (de 3, iniciadas há mais de 2 milhões de anos) ocorrido já há uns 640.000 anos e dado o tempo já passado podendo voltar a suceder mais cedo do que se pensa − obrigando-nos a estar sempre atentos (a sismos ou a outros sinais) pois (por ser um parâmetro “bem-diferente”) o tempo nunca pára nunca sendo demais”. Um SUPERVULCÃO com uma CRATERA de 90Km de extensão e com uma CALDEIRA 40X superior ao da do Monte Santa Helena (numa escala de 0 a 8 sendo 5, com este último explodindo a 18 de Maio de 1980, ejetando cinzas a 24Km de altitude e afetando 11 dos 50 ou seja mais de 20% dos estados norte-americanos/viram o filme “O Vulcão”?): replicando-se o Monte de Santa Helena (e o seu vulcão) no Parque Nacional (com o seu Supervulcão), no caso de tal suceder prevendo-se uma grande tragédia talvez mesmo (não, certamente!) ao nível de um EVENTO de EXTINÇÃO (talvez como antes ocorrido e dispensando o Asteroide).

 

Antes de mais e segundo a VOLCANO WORLD (oregonstate.edu) baseada em dados/informações fornecidas pela USGS (The USGS Yellowstone Caldera Chronicles), com a resposta a certos rumores (não confirmados) de comportamentos estranhos (para leigos e autodidatas, que não para cientistas e especialistas) rodeando o Parque de Yellowstone e a Caldeira Vulcânica aí instalada (no subsolo com uma enorme massa de magma aí depositada, só num desses “reservatórios subterrâneos” há pouco tempo descoberto, podendo atingir uma capacidade de cerca de 46.000Km³, superior à da “Câmara Principal” de menor profundidade em 4,5X) – para além da Câmara de Magma (mais à superfície) com a Caldeira de Reserva sendo das duas a mais profunda localizando-se aproximadamente entre os 20Km e os 45Km abaixo da superfície – com a resposta a não poder mais rápida, mais curta e simplesmente esclarecedora: No. Yellowstone is not 'Overdue' (oregonstate.edu). E para nos reconfortar mais um pouco: Is this true? In a word, no. In two words, no way. In three words, not even close. Yellowstone doesn't work that way" (oregonstate.edu).

 

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(imagem: Paul Seaburn/Mysterious Universe)

 

E de seguida (finalmente) apontando exclusivamente as baterias para o SUPERVULCÃO da PEDRA-AMARELA e para a possibilidade mesmo que remota de um certo dia o mesmo se expressar mais agressiva e violentamente − no nosso Tempo (e tempo) expectável de vida (considerada a diferenciação, no Espaço). Para tal rumando a PS (Paul Seaburn) e para tal apontando a MU (Mysterious Universe, num artigo publicado a 19.05.2019, referindo-se a Yellowstone): conhecendo-se as consequências da explosão do vulcão de Santa Helena (um Evento Local, numa erupção pliniana, originando uma libertação de energia equivalente a 1600X a Bomba de Hiroshima  e provocando perto de 60 mortos) e os efeitos que poderão advir da ocorrência de um Grande Sismo (Big One) na região da Califórnia (podendo devastar todo o estado e até fazer desaparecer submergida toda aquela faixa estreita de terra constituindo a Baixa Califórnia), com o interesse e a dúvida a colocar-nos agora perante o Supervulcão de Yellowstone, no caso de se registar tal Evento Catastrófico tentando-se prever as consequências, entre elas o Número de Vítimas Mortais.

 

E entre as soluções possíveis ficando antecipadamente o Aviso: “The only thing you can do is evacuate people to another continent” (mysteriousuniverse.org).

 

E a indicação do que aí se passaria (num futuro, talvez a curto-médio-prazo), sabendo-se até pela periodicidad estarmos já há algum tempo no Intervalo (fechado) para a ocorrência (de novo/cíclico) de tal fenómeno: destruindo a maior parte dos EUA, cobrindo uma área de centenas de Km (500Km/1.000Km) de extensão de uma camada espessa de diverso material (em suspensão) e de cinzas para no fim dos cerca de 7,5/8 biliões de seres humanos sobre a Terra no mínimo 2/3 (67%) deles perecerem. E do outro terço de sobreviventes poucos deles sendo norte-americanos.

 

Nem sequer se necessitando da ajuda de um Asteroide ou de um outro evento Catastrófico-Apocalíptico do tipo Hillary-Trump.

 

Apenas de uma “PEDRA-AMARELA”.

 

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Falha Tectónica da Ferradura

(imagem: João C. Duarte)

 

[E supondo-se que entre os diversos valores apresentados para a velocidade das placas tectónicas (próximas), estas andarão para a região do oceano Atlântico pelos 3cm/ano − e que a distância entre Lisboa e Washington anda pelos 5736Km – confirmando-se o aparecimento de uma nova falha de subdução ao longo da costa portuguesa a uns 250Km do Cabo de S. Vicente (partindo dos Açores e dirigindo-se para o estreito de Gibraltar) − no caso de ser a nossa placa a “meter-se debaixo da outra” e dada a proximidade com o continente, com o nosso país a submergir e a desaparecer sob o oceano num período mais curto (uns 8 milhões de anos), para no caso de ser a “nossa placa a colocar-se sobre a outra”, daqui a uns 191 milhões de anos chocarmos com a América do Norte: nesta segunda hipótese (e no final deste ciclo) com a Península Ibérica (como ela for na altura) geologicamente consolidada e emersa − com a Ponta de Sagres de novo como um Padrão (dos novos Descobrimentos) à cabeça − tendo diante de si o oceano onde anteriormente e agora submerso (no profundo leito oceânico) se situava (no passado) o antigo Império Norte-Americano.]

 

(imagens: Expert Warns Yellowstone Eruption Could Kill Five Billion People/Paul Seaburn/19.05.2019 − Horseshoe Tectonic Fault /Joao C. Duarte)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:39

15
Jun 18

Hoje dia 15 de Junho com o vulcão evidenciando maior atividade (última erupção registada a 23 de Maio com algumas explosões e formação de alguns rios de lava) e mais próximo de nós a ser o italiano Stromboli (Ihas Eólicas/Mar Tirreno) ‒ localizado a pouco mais de 2000Km de distância de Lisboa; mas por outro lado e sem qualquer tipo de dúvida (e muita certeza) com o vulcão mais perigoso localizado mais perto de nós aqui a cerca de 1000Km de Lisboa (não só perigoso para Portugal como para todas as costas banhadas pelo oceano Atlântico), a ser o espanhol (Ilhas Canárias) Cumbre Vieja: num registo de uma violenta erupção (e existindo desabamentos) podendo originar um Mega Tsunami (no Atlântico).

 

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Um Vulcão às portas da cidade

(erupção no ano de 2015 do vulcão chileno Calbuco)

 

Tendo em consideração que o nosso país pela sua situação geográfica e proximidade de falhas tectónicas (inserido na placa Euroasiática, a norte da falha de contacto com a placa Africana) tem uma superfície marítima e terrestre bastante suscetível ao aparecimento periódica de sismos de alguma intensidade ‒ deslocando-nos para sul com todo o litoral português a partir da região de Lisboa e até à fronteira do Guadiana a poder ser (caso tal sismo aconteça) o mais afetado ‒ como se comprovou no Terramoto seguido de Tsunami de 1755 ‒ torna-se também interessante verificar para além destes fenómenos sismológicos (envolvendo Portugal e todo o território vizinho) todos os fenómenos vulcanológicos que poderão estar igualmente a influenciar a evolução geológica desta região do planeta rodeando o Mediterrâneo: e juntando sismos e vulcões e outros fenómenos atmosféricos (oriundos do interior ou do exterior deste Ecossistema), podendo-se imaginar esta região (geologicamente falando) no Passado (já bem estudado) e no Futuro (ainda por confirmar).

 

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Erupção dos Capelinhos de 1957

(aqui se assistindo à emersão de um novo território na crosta terrestre por ação de em fenómeno eruptivo e no início da sua formação)

 

Para tal dando uma olhadela a vulcões da região do Mediterrâneo ‒ do passado e do presente em torno do (atual) mar com o mesmo nome ‒ antes e depois da Europa e de África se largarem (e afastarem), originando a oeste o Estreito (de Gibraltar) e deixando vir o grande oceano (Atlântico): já que dada a proximidade interessar a Portugal. E daí partindo do Sul (de Portugal continental) tentando encontrar na região (Algarvia e não só) evidências de vulcanismo: Relativamente ao território continental, as evidências de vulcanismo (rochas vulcânicas – escoadas e piroclastos ‒ e chaminés vulcânicas), encontram-se no Algarve (vulcanismo mesozóico), Alentejo (vulcanismo de idade paleozóica, nomeadamente, do Câmbrico e Silúrico e, posteriormente, Devónico e Carbónico) e Estremadura (vulcanismo de idade mesozóica, realçando o Complexo Vulcânico de Lisboa, de idade cretácica). No entanto, existem manifestações de vulcanismo secundário, através de nascentes termais” (lneg.pt).

 

E nunca esquecendo ser Portugal (continente e ilhas),

 

Um usufrutuário de uma fonte de energia (calorífica) vinda do interior da Terra (sob a forma de Energia Geotérmica) ‒ sendo utilizada para fins terapêuticos (tirando-se partido de águas próximas emergindo nelas e/ou ingerindo-as) em termas espalhadas um pouco por todo o continente ‒ com uma grande concentração verificada a norte (do Tejo) sugerindo uma ligação presente destas (nascentes termais) com manifestações relacionadas e ocorridas no passado; no passado (uns 70 milhões de anos atrás) com o Complexo Vulcânico de Lisboa em grande atividade (estendendo-se de Lisboa a Torres Vedras) ‒ com vestígios da existência de uma chaminé vulcânica em Monsanto ‒ e com a existência do Complexo Vulcânico do Algarve ‒ associado à serra de Monchique, com sinais de atividade registada há uns 72/75 milhões de anos, com vestígios da existência de uma chaminé cónica localizada nas proximidades (em Lagos), com umas Termas de Águas Medicinais aí inserida e com muitos ainda a acreditarem (uma das primeiras coisas de que eu ouvi falar ao chegar ao Algarve) aí poder estar localizado um vulcão adormecido, o Vulcão de Monchique;

 

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O maciço sienítico da serra de Monchique

(formado há mais de 70 milhões de anos devido à ascensão de magma por intrusão e existindo ainda vestígios de cones vulcânicos associados a essa movimentação e escorrências bem próximos em Lagos/praia da Luz) até podendo noutros tempos ter aí existido um vulcão (porque não, existindo material compatível?)

 

E até no seu território marítimo (integrando o Atlântico) como insular (ilha da Madeira e arquipélago dos Açores) contabilizando-se uns quantos vulcões (inativos e outros não) algumas histórias e lendas: no caso da Madeira e olhando-a apenas sob o seu aspeto geológico e real, sendo de origem vulcânica e tendo-se formado há uns 60 milhões de anos (com as sucessivas erupções, erguendo-se sobre o leito oceânico e emergindo do fundo do mar), enquanto no caso dos Açores levando-nos para o outro lado da Realidade (e seu complemento) ‒ o Imaginário ‒ e sendo ainda coadjuvado por uma apreciável quantidade de vulcões, orientando-nos para um Passado distante, para um tipo de Aventura diferente, para Civilizações Perdidas no Tempo (e replicadas em múltiplos Espaços) e para Outros Mundos como o do Reino da Atlântida ou da Lenda das Sete Cidades. E com a sua última grande manifestação a registar-se (durante um período de 13 meses) no Faial no vulcão dos Capelinhos (755 metros de altura) em 1958.

 

Como se pode ver com toda esta região indo de este (Portugal continental) a oeste (ilhas da Madeira e Açores) e de norte a sul (envolvendo toda a entrada do Golfo de Cádis e indo até à entrada do Estreito de Gibraltar) ‒ e rodeando toda a falha (tectónica) entre a Placa Euroasiática e a Placa Africana ‒ pela mesmo período de tempo e para um espaço comum e em sobressalto (extremo pelo salto Evolutivo), estando visivelmente ativo simultaneamente em muitos lugares (adjacentes e colaborantes) mas de forma a concretizar um objetivo (replicado e cíclico): entre eles e avançando no tempo (mais de meia centena de milhões de anos) há uns 6 milhões de anos (a partir de um Evento relevante) com o Atlântico quebrando o Arco Terrestre ligando o continente Europeu ao Continente Africano ‒ e aí surgindo o Estreito de Gibraltar ‒ invadindo as terras para além da Muralha (natural e agora quebrada) e inundando e submergindo-as (tal e qual os efeitos de um Dilúvio), fazendo desaparecer horizontes e irrepetíveis paisagens para no seu lugar e em substituição (continuada) emergirem umas ou outras: como terá acontecido há muitos milhões de anos num território próximo e antes estando imerso (na região do Algarve e a caminho da serra) onde poderemos encontrar agora em galerias subterrâneas mas agora emersas (com muitos e muitos quilómetros de tuneis subterrâneos) as Minas de Sal-Gema de Loulé. Certamente com outros Ciclos (evolutivos) a comporem o cenário prognosticando o Futuro.

 

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Há cerca de 6 milhões de anos com o Arco de Gibraltar a fechar-se devido à movimentação das placas tectónicas Africana e Euroasiática, levando durante alguns anos ao quase desaparecimento do mar Mediterrânico; mais tarde abrindo de novo uma brecha ‒ Estreito de Gibraltar ‒ fazendo entrar as águas do Atlântico (em certos locais pelo volume de águas surgindo em tão curto espaço de tempo podendo-se associar a Eventos como o Dilúvio) e enchendo toda a área em cerca de 8 meses

 

No passado (distando os tais 5/6 milhões de anos) com toda esta região iniciando-se a oeste no oceano Atlântico (sudoeste da Península Ibérica/nordeste de África) indo até à ponta leste do mar Mediterrâneo (Turquia/Egito) e estendendo-se no tempo por um intervalo de uns 600.000 anos, a ficar completamente fechada (isolada do oceano Atlântico), tendo como consequência imediata (visível à sua superfície) o abaixamento progressivo do nível das águas aí inseridas (das diversas bacias hidrográficas) e uma radical mudança de cenário: conjuntamente com o aquecimento registado (a diminuição dos afluentes e o aumento da evaporação) levando finalmente à seca (extrema) nessa região e ao aumento da salinidade dos terrenos tornando-os improdutivos ‒ num território agora sujeito a grande atividade geológica, com sismos violentos e crescente atividade vulcânica (incompatível com a presença humana), levando ao abandono e à desertificação e finalmente num cenário de Apocalipse a um Evento relevante (face à grandeza oceânica não um Dilúvio mas um Tsunami).

 

E deixando para trás o Passado (arquivando-o na nossa memória), pensando-o agora no Presente (usufruindo da nossa Cultura) e imaginando-o na nossa mente (como um possível projeto Futuro) tentando de algum modo juntar ‒ as Peças ‒ tentando reconstruir ‒ o Puzzle: tentando replicar no presente um futuro já tendo sido possível, a partir dum molde passado subsidiário do original. Olhando para sismos mas sobretudo vulcões (hoje) aqui rapidamente para se manter a Ilusão (já longa vai a conversa): em Junho de 2018.

 

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Stromboli

(erupção de 22 de Maio de 2018 na sua cratera NE)

 

Dos vulcões do Mediterrânico (ativos/adormecidos) localizados mais perto de nós (e ainda na memória ou já esquecidos), limitando-nos a olhar só para alguns vizinhos da Península Ibérica (e do Estreito de Gibraltar ‒ local de rutura do antigo Arco, ligando a Europa a África): ladeando a norte e a sul todo do Estreito (desde o Rife marroquino) até à Bota (Itália) e ainda indo por instantes mais longe até à Grécia (Thera). Olhando-se (brevemente) para (1) o que se passa em Itália ‒  onde se localizam os vulcões mais ativos e mais próximos de nós ‒ para (2) o que possa passar por Marrocos ‒ nem que sejam só vestígios (ou sinais) ‒ e (3) relembrando por final o Evento registado há 3500 anos atrás (depois de 1500 AC). Para tal olhando globalmente para a Europa (ocidental) e analisando as maiores erupções vulcânicas aí registadas desde há uns 10.000 anos ‒ com os territórios mais ativos a distribuírem-se por Itália e Grécia (ainda hoje os mais ativos e incluindo toda a zona marítima Mediterrânica localizada em seu redor) e ainda pela Alemanha (no distrito de Rhineland ativo até ao início do Holoceno), França (no Maciço Central também em atividade até ao início do Holoceno) e Espanha (no campo vulcânico Olot do período Quaternário 13000/10000 AC) ‒ mas nunca deixando de olhar simultaneamente para o outro lado (do Mediterrânico), apesar da não percetível atividade vulcânica aí verificada na atualidade, mas reconhecendo por outro lado a intensa e constante atividade sísmica aí registada (por exemplo nas proximidades de Portugal e no ponto de separação entre a Espanha e o Reino de Marrocos no mar de Alboran e enquadrado/limitado a oeste pelo Arco de Gibraltar).

 

De Itália destacando-se uns 13 vulcões/campos vulcânicos, com a maioria adormecida (8) e poucos em princípio extintos (2) ‒ mas com outros (3) em atividade, de menos a mais intensa: do vulcão de Campo Flegrei (Nápoles), passando pelo Etna (Catânia) e terminando no Stromboli (Ginostra, de momento o mais ativo de todos);

 

De Marrocos e igualmente com a sua história (geológica) a ser já bem conhecida e antiga ‒ como se constata de seguida,

 

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Vulcão Cumbre Vieja

Localizado nas Canárias e sob constante monitorização podendo a qualquer momento entrar em erupção, correndo o risco (sendo intensa) de entrar em colapso (desmoronando-se no oceano) e dando origem a um Mega Tsunami Global (Atlântico)

 

“Three hundred million years ago, late in the Carboniferous period, the sea disappeared from Morocco. The region rose up and its rocks were bent and crushed by enormous forces inside the Earth. Africa, North America and Europe collided and became welded together. A massive mountain chain came into being, stretching right across the newly formed supercontinent of Pangaea. Apart from the Anti-Atlas, only a few remnants of the former massif are left in Morocco today. The mountains were worn away over the subsequent 100 million years. They collapsed and huge cracks and basins opened up that quickly filled with red debris … Where today the High and Central Atlas tower into the sky, tectonic forces endeavoured to rip apart North Africa and, indeed, the supercontinent of Pangaea. The Atlantic Ocean came into being and also played a part in ripping open the African continent. Enclosed by steep slopes, the tropical ocean washed into a broad gash through the heart of Morocco 1,000km long and 100km wide – the ancient ‘Atlas Gulf’. Ultimately, however, these forces were unable to split North Africa apart.” (Natural wonders of the Maghreb ‒ Morocco/depositsmag.com);

 

“Morocco is located at a triple junction between a continent (Africa), an ocean (the Atlantic) and an active plate collision zone (the Alpine belt system). This results in a rugged topography with a wide range of outcropping terranes spanning from Archean to Cenozoic in age, as well as diverse tectonic systems from sedimentary basins to metamorphic fold belts.” (An Outline of the Geology of Morocco/researchgate.net);

 

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Thera

Com a violenta erupção verificada há 3500 anos atrás e levando à explosão do vulcão localizado na ilha grega de Santorini (em poucos segundos ao explodir provocando efeitos 4/5 X superiores ao registado em 1883 em Krakatoa) a levar à extinção ‒ submetida ainda a Tsunamis extremos ‒ da Civilização Minoica

 

Na atualidade geológica de toda esta região do Atlântico-Mediterrânico (com zonas de contacto entre placas, originando falhas, sismos e erupções) abrangendo o Arco de Gibraltar e toda a área circundando-o (o arco) em todas as direções, até nas nossas proximidades e fronteiras (de Portugal), já inserido no oceano Atlântico mas ainda se misturando com as águas (diferente em temperatura/salinidade) do mar Mediterrânico, se descobrindo (hoje) recursos minerais marinhos (abrangendo território português) oriundas de estruturas geológicas (antigas) deixando escapar fluídos ricos em Hidrocarbonetos: e tudo partindo da descoberta em 1999 (finais do séc. XX) dos primeiros vulcões de lama no sector marroquino do Golfo de Cádis (posteriormente sendo descobertos 6 em território marítimo nacional, num deles sendo recuperado hidratos de metano), estruturas de origem termogénica polvilhando toda esta zona e podendo ser uma fonte futura e importante de produção de energia ‒ e também sugerindo uma intensa assinatura sismológica e vulcanológica no seu passado, podendo manter-se temporariamente estabilizada, mas podendo regressar ao ativo no futuro (devido a alguma instabilidade à superfície): numa zona ativa (geologicamente) talvez adormecida (na nossa imaginação sonhadora) mas em contínua transformação (talvez com réplicas sendo cíclica). Sugerindo-se no início do Verão uma leitura de férias (englobando a região Mediterrânica) da história de uma epopeia, não a de Ulisses nem a de Camões, mas sim a de Gilgamesh: A Epopeia de Gilgamesh (um manuscrito anterior à Bíblia) já falando no Dilúvio e na Arca de Noé (associado ao povo hebreu) ‒ evidenciando fenómenos naturais extremos ocorrendo na mesma região e podendo estar correlacionados (no tempo).

 

E da Grécia particularmente sobre o Evento de Thera (recorrendo-se à enciclopédia Britannica): “Thera is the remaining eastern half of an exploded volcano. Known as Calliste (“Most Beautiful”) in antiquity, Thera was occupied before 2000 bce. One of the largest volcanic eruptions known occurred on the island. This is thought to have occurred about 1500 bce. Ash and pumice from the eruption have been found as far away as Egypt and Israel, and there has been speculation that the eruption was the source of the legend of Atlantis and of stories in the Old Testament book of Exodus.” (Thera/britannica.com)

 

(imagens: earthporm.com/imgur.com ‒ zores.gov.pt ‒ vidaterra.wordpress.com ‒ ingomar200/youtube.com ‒ volcanodiscovery.com ‒ city-data.com ‒ arpitapatra.blogspot.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:56

26
Set 17

[Furacões, Sismos e Vulcões]

 

A Terra terá sempre a última palavra sobre o Futuro da Humanidade

Podendo no entanto o Homem provocar a sua autoextinção

(se o nosso Webmaster o permitir)

 

América

(mas para ir dar à Ásia)

 

Vivendo no presente um período de relativa tranquilidade após a passagem de vários Furacões, de dois fortes Sismos e até de uma Erupção, a América do Norte e Central aproveita este interregno de paz e de calma meteorológica (talvez temporário), para tentar recuperar das catástrofes (climáticas) nos últimos tempos afetando (e destruindo) muitas estruturas e vidas:

 

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 Bali ‒ Monte Agung

Vulcão Agung ameaçando entrar em atividade e colocando residentes em fuga

 

Com os territórios localizados no Atlântico na região das Caraíbas a serem os mais afetados pelos furacões criados a meio do Atlântico (e nas proximidades de África/Cabo Verde) ‒ desde as Ilhas Virgens, passando por Porto Rico, Cuba e Bahamas e deslocando-se para o golfo do México ou para o litoral este da América do Norte ‒ destacando-se entre eles o furacão Harvey (atingindo o estado do Texas) e o furacão Irma (atingindo o estado da Flórida) por serem os mais violentos assim como os mais destrutivos (em vidas e infraestruturas); aí se confirmando a fragilidade de todas as infraestruturas básicas existentes nestes pequenos territórios/ilhas (como por exemplo a tão solicitada por portugueses republica Dominicana ‒ uma ilha compartilhada com o destruído Haiti), maioritariamente dedicadas à indústria do turismo, com eventuais paraísos para o visitante usufruir, mas rodeados por zonas de brutal exploração humana onde os locais apenas servem unicamente para sobreviver (como antes se fazia aos escravos) ‒ em casas inundadas pela chuva e posteriormente levadas pelo vento;

 

Com o México entre furacões, sismos e erupções a ser o mais sofredor (simultaneamente em destruição e vítimas mortais) no meio dos vários países atingidos (por estes fenómenos atmosféricos e geológicos), levando com dois fortes sismos (M8.1 e M7.1) no espaço de poucos dias (11 dias) e ultrapassando (ou andando perto, abaixo ou acima) de umas 400 vítimas mortais (no total): com o segundo sismo atingindo a Cidade do México e apesar de menor magnitude a ser o mais devastador (se comparado com o primeiro que atingiu com maior intensidade as províncias mexicanas de Oaxaca e de Chiapas na costa do Pacífico) dada a menor profundidade do seu epicentro; um país tal como os EUA (e como todos os outros países acompanhando a costa ocidental do Pacífico, da América do Norte à do Sul passando pela Central) localizado mesmo ao lado da região do Globo Terrestre mais ativa sismologicamente e a nível vulcânico ‒ o Círculo de Fogo do Pacífico ‒ numa zona em contínua convulsão e grande agitação, tal e qual como se fosse uma panela de pressão, mas para já com a válvula de descompressão (e segurança) ainda a funcionar e sem perigo de explodir/ rebentar (saltando-lhe o anel/a tampa da panela).

 

Tudo porque a Terra está bem Viva (internamente), manifestando o seu estado (externamente) através da manifestação pública das suas movimentações (Tectónicas) e na crosta terrestre suscitando choques, sismos e erupções. No caso específico do México de entre estes três fenómenos (furacão/sismo/erupção) sem dúvida a ser o território mais atingido, como se já não lhes chegasse o seu Governo Criminoso e Corrupto (uma Marca Mexicana), os assassinatos em grupo e em cadeia (até de estudantes), o tráfico humano (e até de órgãos), de armas e de drogas e agora até o MURO ‒ contando e como sempre com a indiferença das autoridades (mexicanas que não de Trump) e de todas as Administrações anteriores (Republicana ou Democrata) na sua construção.

 

Ásia

(vindo da América)

 

O continente Asiático na sua região sul (em territórios sobre o oceano) tem a particularidade de ser povoado por ilhas e arquipélagos distribuídos pelo Pacífico (e parcialmente com a região fronteiriça do Índico) por coincidência com todos eles rodeando um dos braços do Círculo de Fogo do Pacífico. A zona geologicamente mais ativa no nosso planeta (se fosse a nível de florestas a Amazónia da Terra) e constantemente sujeita a fenómenos como sismos e erupções:

 

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 Bali ‒ Vulcão Agung

Evacuando os animais da zona de perigo e centro de evacuação de Klungkung

 

Voltando-nos para o Continente Asiático (agora que se mantem ainda ativos os furacões Maria e Lee e o vulcão Popocatépetl no Continente Americano) e sem perspetivas (felizmente) de aparecimento de nenhum ciclone tropical nas próximas 48 horas (segundo a NOAA), com os Asiáticos neste caso os habitantes de BALI localizada a NW de Dili (a primeira uma ilha e um das províncias da Indonésia com cerca de 4 milhões de habitantes) numa distância cumprida em cerca de 1h 45mn de avião ‒ a depararem-se agora com um vulcão de novo em atividade, podendo entrar em erupção e colocar em grande risco as comunidades adjacentes (locais) como até regionais (afetando em maior ou menor grau toda esta ilha fazendo parte da Indonésia): um vulcão localizado no Monte Agung (com o mesmo nome) em linha reta distando em torno de uns 50Km (+/-) da capital da província Bali e como consequência podendo vir a afetar toda a ilha (com uma área de pouco mais de 5600Km² e correspondendo em termos comparativos a um quadrado de 75Km de lado).

 

Com os avisos sobre uma possível erupção no vulcão do Monte Agung a levar ao êxodo maciço de 75.000 pessoas (entre residentes e turistas), obrigando ao abandono de muitas localidades nas proximidades do mesmo (vulcão), numa 1ª fase da zona mais exposta (a menos de 12Km da cratera do vulcão) mas com todos os outros residentes habitando um pouco mais afastados e face a todo o alarme instalado (e constantes indicações e avisos das autoridades) a fazerem desde logo o mesmo e a fugirem para lugares mais distantes (numa das suas ultimas erupções há mais de meio século com o vulcão do Monte Agung a provocar mais de 1000 mortos). E com os habitantes da ilha sobretudo vivendo mais perto do vulcão a desejarem que o mesmo não entre em erupção (violenta) e se fique pelos pequenos espasmos (por ex. sísmicos) até agora produzidos. Uma ilha turística famosa pelas suas praias (propícias para o Surf) e pela promoção da sua elegante e bela Cultura Hindu, com cerca de 5 milhões de visitas em 2016 e com um Aeroporto Internacional servindo a capital, agora posta perante uma possível erupção e todas as suas consequências (para já com centenas de sismos, proporcionando um cenário de uma possível erupção, mas para já sem data marcada nem se sabendo se acontecerá).

 

Mais uma vez nunca se podendo esquecer que na beleza de determinados cenários (como no caso das Caraíbas agora varrida por furacões), por vezes se escondem outras coisas já não tão agradáveis: no caso das belas e paradisíacas praias da ilha indonésia de Bali, com as mesmas ocupando uma ilha detentora de um vulcão (Agung) integrando um extenso arquipélago (também pejado de outros vulcões), localizado numa região de alta sismicidade e erupções vulcânicas, em pleno oceano Pacífico e constituindo o Anel de Fogo do Pacífico.

 

(imagens: gettyimages/reuters/shutterstock/gettyimages)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:02

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