Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

28
Out 16

No dia 8 de Novembro de 2016 (uma terça-feira) o Mundo libertar-se-á de um dos três calhaus (HC, DT ou Asteroide) que de momento ameaçam a nossa civilização (e a nossa própria existência) – infelizmente transformando-nos em zombies (sem capacidade de pensar) e colocando-nos entre a espada (ameaça interna) e a parede (ameaça externa).

 

MT.jpg

Um meteorito oriundo do espaço

 

Meteorite crashes near Lake Baikal, Russia

(Elena Ugrin – watchers.news)

 

Numa intrusão deliberada e significativa na campanha eleitoral norte-americana de 2016 (eleição do próximo Presidente dos EUA a 8 de Novembro) e como resposta à sugestão expressa por uma apreciável margem da sua opinião pública (13% preferiam ser atingidos por um asteroide a terem que levar com Hillary ou com Trump como próximo Presidente, naturalmente em sentido figurado), os alienígenas interpretando literalmente (e de uma forma errada) a mensagem oriunda da maior potência da Terra, decidiram continuar a bombardeá-la atirando-lhe mais alguns calhaus e provocando mais alguns impactos.

 

The newly observed phenomenon quickly became a topic of various speculations, as some believe it might have been a meteor, piece of space junk or even a rocket while others suggested the arrival of aliens to our planet.

(Elena Ugrin – watchers. news)

 

Com muitos desses encontros a ocorrerem diariamente um pouco por todo o território dos EUA (e do Mundo), mas para já com estes fenómenos essencialmente atmosféricos (limitando-se na maioria dos casos à sua explosão e desintegração) a ocorrerem com objetos de pequenas dimensões e sem ocorrência significativa de impactos: no entanto talvez devendo ser interpretado como um aviso do que aí poderá vir e acontecer, ainda-por-cima quando um dos candidatos é ferozmente antialienígena (para já com a espécie alienígena mexicana) e curiosamente no preciso momento em que é notícia que um meteorito atingiu o território russo na região da Sibéria, nas proximidades do lago Baikal (11:45 UTC – 25 OUT).

 

58107698c36188d5228b45c6.jpg

Ou um novo míssil balístico russo

 

It is difficult to say if it was a meteorite or an artificial body… No monitoring website showed that a celestial body fell to the ground.

(Pavel Nikiforov – Irkutsk Observatory)

 

Levando-nos a pensar que a notícia sendo realidade ou ficção poderá não passar de mais uma manobra de diversão levada a cabo pelos serviços secretos ao serviço da Rússia e de Putin, sabendo-se de antemão como os russos estão envolvidos na tentativa de manipulação das eleições norte-americanas (numa alusão credível e repetidamente referido pelos Democratas) apoiando o seu Boneco na sua campanha anti aliena: misturando tudo e servindo de novo podendo estar-se perante uma nova ameaça proveniente do Kremlin (e posteriormente servida pelo Boneco), que sendo invertida, descaracterizada e de novo maquiada, equipara o Boneco ao Diabo, o Diabo a Putin, Putin ao Meteoro, o Meteoro aos Alienas e estes ao Fim-do-Mundo (mas pelos vistos salvando-se os mexicanos).

 

Eyewitnesses said meteorite fell on the ground in the area of Lake Baikal. "It was as bright as daylight for five or six seconds," eyewitnesses wrote adding that the meteorite fell behind the Barguzin ridge.

(pravda.ru)

 

Pelo que no dia seguinte às eleições e seja qual for o candidato entretanto eleito (apenas se diferenciando no género), saberemos finalmente o tipo de asteroide que atingiu a América e quais as consequências não só para ela, mas como para todos nós. Nunca deixando de realçar que apenas por maldade, divertimento e sem nada que o justifique (as características do Eixo do Mal) se for necessário os russos não terão nenhum problema (remorsos ou sentido de culpa) de se manifestarem e imporem um outro tipo de impacto (os seus valores): não sendo com o Boneco ou com o Trapo sendo-o com um outro calhau. Apesar das notícias oriundas de leste (até para a Europa incredíveis por virem do Outro Mundo) mencionarem o aparecimento de uma luz verde iluminando o céu noturno na região de Irkutsk/Republica de Buryatia, acabando por explodir e por se desintegrar (e com alguns fragmentos impactando o solo): num acontecimento fazendo lembrar o meteoro de Chelyabinsk, mas que alguns sugerem ser apenas um caso de lixo espacial ou a chegada dos alienígenas ao nosso planeta Terra.

 

(imagens: watchers.news e rt.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:33

27
Mar 14

Ficheiros Secretos – Albufeira XXI

(Multiversos – Um Futuro Projectado da Terra)

 

“Contando com a colaboração da Academia de Ciências Norte-Americana e da empresa da área de semicondutores Texas Instruments, os Zombies desse país decidiram ajudar em certas disciplinas científicas os alunos com maior dificuldade de aprendizagem”.

 

Morte de um zombie

                                                                         

Aí o ZV disse:

- “Sou um zombie como vocês. A diferença fundamental para com os restantes zombies e a partir da qual deles me diferencio – dos Z e dos ZM – é a consciência consolidada dos momentos de transição: os ZV são os únicos modelos capazes de experienciar e recordar os momentos intermédios de inactividade e de morte, entre passagens de vidas. Nessa transição apercebemo-nos de que a morte nada significava no seu todo global, por não ter expressão no espaço disponibilizado nem sentido como referência importante na evolução do homem: a morte é apenas a porta de entrada noutro mundo para o qual tínhamos sido preparados ao incorporarmos um corpo (físico) e nele inserirmos uma alma (psíquico). No fundo a morte simplesmente não existe. Sendo um dos pioneiros da futura e profética geração zombie, a minha integração e a de todos os outros elementos voluntários (ou não) seleccionados para esta aventura evolutiva (e de transposição) era extraordinária, excedendo os limites deste mundo e o das nossas capacidades mentais disponibilizadas. O cérebro seria apenas um órgão adicional de transformação e ultrapassagem de cenário, servindo essencialmente como depósito de instrumentos que o ultrapassavam na sua limitação temporal, pondo no entanto à disposição do ser vivo uma plataforma sequencial capaz de o introduzir noutro mundo de destino, como contraponto ao mundo anterior físico exclusivamente de passagem e de origem: a nossa vida física iniciada no momento da fecundação e continuada até à nossa morte, não passava duma fase transitória de construção do nosso pensamento e da nossa identidade para posterior agregação ao nosso eu, elaborando e estruturando dessa forma e duma maneira consistente a referência central da nossa existência, a alma.”

 

E na sua oratória calma e fluente acrescentou um pouco mais, numa narrativa que faria inveja a qualquer tipo de humano singular:

- “Muitas vezes o que é apenas normal não nos desperta muito interesse. Mas existe sempre quem vê mais além e compreende os simples factos correntes: da mesma forma que Newton viu cair diante de si a maçã por acção da força da gravidade, também nós constatamos a inevitabilidade e as consequências da morte – só que infelizmente não a compreendendo como uma porta escancarada de transição e pelo contrário assimilando-a como um todo não vivido e como tal estático e fechado. Mas é a morte que nos liberta”;

- “Fazemos parte de um todo em constante movimento originado por alterações sucessivas no estado da matéria e nos seus respectivos níveis energéticos. Interagindo entre si a matéria tende a mudar as suas características básicas e fundamentais, expandindo-se ou contraindo-se conforme o valor das forças em presença. E é essa projecção resultante da confluência e da coexistência de Matéria e de Energia que origina no final a Vida, provocando a difusão incessante de milhões de cenários e a escolha aleatória no meio do caos e da organização das inúmeras opções prevalecentes. Com o Mundo apresentando-se como uma simples Caixa de TV posta à nossa disposição e colocada sob escrutínio interessado e permanente, apresentando imagens de muitos acontecimentos, expectativas e vivências, apesar de nem compreendermos o seu funcionamento nem as origens dessas mesmas imagens: essa a razão porque muitas vezes não vemos o que está à nossa frente e pelo contrário nos perdemos a olhar para o nada, ignorando o óbvio e sobrevalorizando o inexistente. E tal como acontece quase sempre nestas ocasiões, sob pressões subliminares constantes acompanhadas duma progressiva lobotomia cerebral e educacional, esquecemos que para além do nosso mundo muitos outros mais existem, mesmo que nunca os tenhamos visto ou sequer imaginado”.

 

A morte dum zombie representa apenas o fim da etapa de transição entre o ser humano visto como um mero invólucro e a libertação sem limites físicos ou de sobrevivência moral da sua essência básica e universal, a alma: neste mundo apenas incorporamos a alma (para depois nos oferecermos), enquanto no outro para o qual existimos, somos todos e apenas um. Uma esfera perfeita!

 

NZM

 

Abandonaram o piso L33 do Edifício M-12 onde se encontravam há pouco mais de uma hora, seguindo ordeiramente e em silêncio absoluto na peugada do ZV, o qual se dirigia agora num passo firme e cadenciado em direcção a um dos elevadores, localizados no pátio central da zona identificada pela letra L: tratava-se dum amplo transportador vertical adaptado a cargas de peso intermédio, indicando no respectivo monitor informativo ter uma amplitude de cobertura que poderia atingir os cem níveis inferiores com um tempo médio de viagem – dependendo da carga transportada – do nível zero até ao último nível de aproximadamente três minutos. O seu destino era precisamente o derradeiro piso inferior do Edifício M-12, localizado a uns extraordinários mil metros de profundidade e que segundo a planta condensada que tinham acabado de receber, lhes daria acesso a uma rede de túneis subterrâneos e a uma escapatória até a um determinado local situado à superfície, a partir do qual partiriam para um ponto para eles ainda completamente desconhecido e sem objectivo e alvo concreto designado: a explicação iria ser feita inicialmente duma forma progressiva e à medida que a missão fosse evoluindo de modo a reforçar todos os procedimentos de segurança, com uma prelecção a ser ministrada a todo o grupo antes da partida por uma Entidade para eles desconhecida e até aí nunca mencionada.

 

Quando atingiram o 100.º piso e a porta do elevador se abriu já eram aguardados por alguns técnicos e militares: foram conduzidos até uma pequena plataforma onde lhes foi pedido que aguardassem, sendo no entanto e complementarmente avisados para estarem sempre alerta e preparados para partirem a qualquer momento. Aguardavam apenas a presença do seu superior hierárquico e comandante, o qual iria acompanhar até ao local – onde se encontravam – uma importante individualidade ligada ao Projecto Fundação: o representante Supremo de toda a geração zombie e um dos mais proeminentes elementos do desenvolvimento e evolução – através da abertura mental e consciencialização individual – de todo o processo de ligação entre este mundo de criação e de perda (onde ainda nos encontramos enquanto “vivos”) e o verdadeiro mundo (o seguinte) de transformação (para onde iremos quando estivermos “mortos”). Esta vida seria o momento em que o nosso ser se materializaria através da sua presença inicial meramente física, adquirindo posteriormente e ao longo do tempo o conhecimento e discernimento necessário para compreender o seu eu e começar assim a perspectivar e consolidar a sua alma; terminado este processo do casulo – limitado no tempo pelo nascimento e pela morte física – seguir-se-ia a verdadeira viagem de toda uma vida, o sonho desejado de qualquer um ameaçado pela morte e pela incerteza, o verdadeiro paraíso também sonhado por Deus e que ele no entanto já conhecia. “Um Universo onde a nossa Alma se sentia, sentindo-se esta como ele” – um Espaço onde seriamos matéria, energia e movimento. E sem que se fizesse notar e como se tivesse surgido repentinamente do nada surgiu então o NZM. Só passados alguns segundos repararam na chegada do comandante.

 

Z – A última ceia

 

Entenda-se previamente que existira desde sempre um tronco comum evolucionário entre todos os tipos e raças de zombies, irmãos de sangue e de aventura na abertura da mente humana ao Mundo Interior. Tinham sido eles quem abrira as Portas do Conhecimento e do Universo à raça existente naquele pequeno e pontual planeta Terra, destruindo-lhes todos os medos e limites que sempre a tinham condicionado durante milhares e milhares de anos de sofrimento e escuridão, ao clarificarem duma forma irrefutável o sentido da morte: ela era transponível e para além dela outro mundo nos esperava – aquele de que os Deuses nos tinham falado. No entanto a sua evolução seguira caminhos comuns mas e no entanto paralelos: daí os Z, os ZM e os ZV (para já não falar dos NZM). Todos tinham passado por experiências de morte. Mas a recordação desse momento de transição e o total esclarecimento do que para lá disso pudesse existir, nunca tinha sido indubitavelmente registado, nem sequer minimamente sonhado ou sugerido: nem pelos Z, nem mesmo inicialmente pelos ZM. No entanto com a enorme evolução registada no campo da biologia e com a ajuda de importantes descobertas a nível da constituição da matéria e da sua relação com forças baseadas em parâmetros abstractos mas com consequências numéricas reais, fora possível introduzir pequenas modificações no ADN original dos humanos, retransformando a sua sequência natural – deixando-a em livre arbitrio de organização voluntária – e possibilitando deste modo um alargamento brutal dos limites da mente, descompartimentando todos os processos cerebrais e apresentando-lhe a sua essencial funcional e organizacional, toda idealizada e elaborada em torno do mistério da fé, a alma. Com o passar do tempo a percepção desse momento fora aumentando, terminando com as primeiras transições bem sucedidas ainda com os iniciais VM. E com o decorrer do tempo a experiência estendera-se a todos os VM, atingindo níveis extraordinários de introdução e memória com a nova geração ZV: já era possível ultrapassando sem se sentir a experiência de morte, ir e regressar, registando todo o processo e daí tirando todos os ensinamentos. Só que a experiência apenas era possível em condições e períodos limitados e com a reorganização e recalibração de todos os dados recolhidos e de novo reavaliados e reintroduzidos, mas capazes de no fim, objectivamente e sem limitações inesperadas ou inopinadas, de circularem entre mundos – processo que ao fim de muitos anos de fracassos, sofrimentos e de pesquisas sem fim dera origem aos extremamente funcionais e perfeitos NZM.

 

Comandados pelo ZV os VM foram direccionados para diferentes pontos do globo terrestre. O objectivo era o de incrementar certos conflitos localizados e desse modo acelerar o processo e o seu nível de violência, agravando as condições ambientais e aumentando o número de vítimas. Tudo teria que se passar dentro dos parâmetros normais associados a este tipo de acontecimento, com o resultado final a ter que ser forçosamente alcançado: indivíduos como Hitler – com a sua guerra prolongada – ou até mesmo como Roosevelt – com a sua intervenção rápida – tinham ajudado inadvertidamente à concretização antecipada do projecto, apesar da sua violência patológica por intervenção brutal e desnecessária. E à medida que os conflitos alastravam, também o mundo zombie os acompanhava. A teoria era naturalmente credível por simples e baseava-se na experimentação pratica tida anteriormente, alicerçada na sua base de construção ideológica por uma eternidade de conhecimentos consolidados e partilhados sem limites ou constrangimentos: à medida que o Universo se expandia no espaço e que outros Universos a ele sobrepostos se iam sucedendo e interagindo entre si proporcionando a exposição de muitos outros Universos ainda nem sequer imaginados, a necessidade de preenchimento das lacunas negras que iam surgindo constantemente iam tornando-se cada vez mais necessárias e urgentes. Daí a necessidade do aumento de almas para o preenchimento destes intervalos escuros e descontínuos: os faróis poderiam significar no futuro o acesso aos arquivos da nossa memória e cultura original, tal e qual como um banco de órgãos existia apenas para salvar vidas humanas. Caso contrário – e pelo menos para nós – os Universos desabarão uns sobre os outros e será o nosso fim.

 

No Céu a última ceia zombie decorria tumultuosamente, com o ambiente pesado aí há muito instalado: o Profeta acompanhado pelos seus doze apóstolos era definitivamente posto em causa e até a contaminação viral associada à DDT (doença definitiva de transição) já os tinha atingido profundamente. Sem glória se interrompia um reinado que pareceria ir durar para sempre, atingindo mortalmente a barreira que separava o humano do paraíso, alcançada que fora a sua maioridade: Deus era ele não necessitando de ícones para se defender.

 

Humano

Nível

Tipo

H

0

Humano

Zombie

Nível

Tipo

Z

1

Zombie (original)

ZM

2

Zombie Melhorado

ZV

3

Zombie Vampiro

NZM

4

Novo Zombie Multiverso

Tabela de Categorias H e Z

 

Fim da 2.ª parte de 2

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:29

30
Dez 13

“We wished you a merry Christmas”

(Cavaco Silva – 19.12.13)

 

Zombie Kid

 

With all the people constantly dying in silent at home under the aliens orders of our dictatorial government – because they don’t need any more slaves – many children’s have no use today becoming – like in China – a expandable merchandise. But maybe in future days the survivals may enter successfully in the food chain.

 

          

Transformers of the Future

 

With the agreement of the state and the contribution of this economic and mechanical system – that they create for theirs satisfaction and pleasure – no doubt families will be obliged to deliver all the children’s possible, if they want to survive in a limited and controlled society: they don’t need people they want space and money.

 

The Future of the World

 

The leaders of the world don’t think any more on the subject called people, because all the system structure is based in economic theories that make the humans dispensable, because now in our collapsing world many people – don’t knowing the fact – doesn’t exist anymore. Next year will be better.  

 

(imagens – paranormalforyou.blogspot.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:16

09
Out 13

Ficheiros da Desintegração

As Necessidades Extraordinárias do Gato Tobias

(sob critério SMALL)

 

Recolha de indícios, de lacunas e de outras descompensações, entre os mundos imaginados e a realidade dos humanos.

 

Mundo Zombie

 

As primeiras referências ao Castelo de Paderne remontam ao final do século XII e ao reinado de D. Sancho I, um período da História de Portugal que ainda apanhou a invasão e ocupação – e posterior fuga – de territórios do sul da Península Ibérica por parte de tribos árabes provenientes do norte de África. Mais tarde e com a sua perda de importância militar face ao fim das invasões muçulmanas e ao início da aventura dos descobrimentos portugueses, o Castelo perdeu a sua importância estratégica, acabando progressivamente por ser abandonado e ocupado pelas populações locais, que ignorando a sua simbologia nacionalista – XXXX – o deixaram cair em ruínas nos anos que se seguiram. Já em pleno século XVIII e com o terramoto de 1755 foi dada a machadada final na sua estrutura, actualmente em grande parte desaparecida ou em avançado estado de ruínas: restando nos dias de hoje algumas muralhas, a Torre Albarrã e as paredes em ruínas da Capela.

 

Quanto à história desconhecida que envolvia a criação destas construções misteriosas edificadas no seu subsolo profundo, eram poucas as informações conclusivas que pudessem esclarecer definitivamente a sua origem: as poucas informações fornecidas pelo documento denotavam algum secretismo na divulgação de certos aspectos mais sensíveis sobre toda a história envolvendo os seus possíveis construtores, construindo o próprio documento uma nuvem espessa e opaca que não deixava ver para além do que os próprios autores desejavam, mas deixando no ar a forte possibilidade destas construções serem da autoria e responsabilidade duma raça misteriosa de seres extremamente eruditos, vindos de paragens muito distantes e situadas para além do Sol. Uma das razões subentendidas e expressas muito levemente nas poucas e limitadas páginas do documento – sobre essa raça vinda dum mundo distante – atribuía-lhes uma missão levada a cabo pelos mesmos em nome da protecção e da segurança das populações locais e zonas circundantes, que segundo estes correriam um grande perigo de intrusão violenta e extrema, devido a possíveis acções levadas a cabo por entidades vindas do exterior do mundo conhecido, completamente desestruturadas e actuando sem qualquer tipo de limites ou respeito – fosse pelo que fosse que encontrassem à sua frente – e lutando ferozmente mas sem grandes hipóteses de sucesso contra um vírus degenerativo e mortal criado em experiências de laboratório por eles próprios levadas a cabo e que tinham afectado inesperada e definitivamente toda a sua espécie. No último parágrafo do documento o seu autor ainda acrescentava que apesar da ameaça inicial ter sido aparentemente sustida, nem todas as questões daí decorrentes tinham sido completamente esclarecidas, desconhecendo-se se essa raça deixara definitivamente de constituir uma ameaça ou se algo relacionado ficara por resolver. De resto nada mais esclarecia.

 

E aí o terceiro documento parecia ser muito mais esclarecedor: o próprio nome atribuído pelo povo a estes “seres humanos alterados” fazia lembrar ao Tobias as histórias modernas em torno dos Mortos-Vivos, levando-o a recordar-se do terror que os mesmos provocavam entre os vivos – pelo menos nos filmes e séries ficcionadas – associando-os às mortes mais terríveis de suportar: morrer e continuar morto entre os vivos, sem nenhuma possibilidade de ressurreição ou reencarnação – depois dum Inferno de Vida só mesmo uma Morte Infernal.

 

Consultando como sempre a sua “inseparável e incorporada” bio-agenda, o gato Tobias pôs-se num instante ao corrente de algumas informações de arquivo relacionados com estes Caminhantes da Morte, incluindo das suas possíveis origens. Muitos dos links encontravam-se de momento inacessíveis ou indicavam terem deixado de existir. No entanto e contornando algumas protecções de segurança impostas pelos sites, lá conseguiu chegar ao seguinte:

 - A origem dos Caminhantes da Morte – hoje em dia vulgarmente conhecidos como Mortos-Vivos ou Zombies – estava inicialmente associada à religião afro-americana praticada no Haiti, sendo conhecida pelos seus praticantes e discípulos como Vodou. Esses Caminhantes seriam mortos que teriam voltado a estar vivos por acção dum feiticeiro – noutros casos a sua alma seria capturada e utilizada com outros objectivos – tendo como principais características não apresentarem vontade própria e gostarem de comer carne de humanos, preferencialmente de vivos e até à exaustão. Mas na realidade este fenómeno poderia ter sido induzido propositadamente nos seres vivos através do uso de certos fármacos com acção paralisante, os quais reduziriam drasticamente os níveis respiratórios e de batimentos cardíacos, transformando-os em seres clinicamente mortos, mas nem tanto como isso. Confusos e sem memória teriam de qualquer modo um objectivo a cumprir: tal como os seres humanos vivos, superar o seu trauma comendo;

- Interessava porém e se possível confirmar se este seria um facto pretensamente de origem religioso, ou se não o fosse, quem e quando o teriam induzido e mais importante ainda o verdadeiro motivo e se era ou não um facto reversível.

 

A viagem deles estava agora num impasse. O Tobias não tinha a certeza que o resto do percurso subterrâneo (até Albufeira) pudesse ser feito tranquilamente e sem acidentes imprevistos, já que a imagem dos Zombies a persegui-los e tentando devorá-los sem dó nem piedade não lhe largava o pensamento, deixando o funcionamento do seu cérebro e do respectivo sistema nervoso completamente alterados e desse modo contribuindo para diminuir exponencialmente e duma forma catastrófica os seus níveis de concentração e de ansiedade, o que para além de ser extremamente incómodo era ainda mais perigoso. Sabia que jamais poderia pôr em risco a sua vida e do seu companheiro, já que o tinha convidado com o único e lúdico pretexto de lhe proporcionar uma aventura nocturna em cima do seu skate antigravitacional – aproveitando a ocasião para fazer uma rápida incursão a um local por si já anteriormente visitado e muito bem conhecido; e que agora por sua iniciativa e sem o informar previamente mudava tudo, pondo em causa duma forma prepotente a própria integridade física do companheiro. Tinha que falar com ele sobre o assunto, mas antes tinham que encontrar maneira de sair dali fosse por onde fosse: se a opção pelo túnel não se revelasse segura – e nem sequer tinham identificado ainda a sua localização – teriam de descobrir outro ponto de saída daquela galeria para desse modo atingirem o exterior, de certeza mais seguro e confirmadamente iluminado. Foi o que fizeram de imediato, com o Tobias a tomar conta de um semi-círculo imaginário – a este e deslocando-se no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio – e o Dog encarregando-se do outro – a oeste e deslocando-se em sentido contrário ao tomado pelo Tobias.


A criatura Albina

 

Nem dez minutos tinham passado desde que se tinham separado para darem início às suas investigações e já se começava a ouvir nitidamente e duma forma persistente o latir excitado do Dog, no início com uns uivos à mistura com um latir entusiasmado e denotando felicidade e que se transformou em segundos num som de passos apressados intervalados por um ou outro ganir de dor, significativos da ânsia com que o cão queria transmitir as suas novidades que pelos sinais deveriam ser boas. Enquanto se apressava em direcção ao ponto de encontro, ainda pode reparar numa ligeira imperfeição visível apenas por brevíssimos instantes na parede que circundava a galeria, que poderia ser apenas um reflexo momentâneo provocado pela luz projectada obliquamente pela sua lanterna enquanto ele se deslocava; facto que acabou por ignorar e esquecer quando viu de repente o seu amigo Dog a aparecer diante de si, correndo como um doido e com a língua toda de fora. Pelos vistos descobrira uma saída para o exterior por onde poderiam facilmente passar os dois com as suas respectivas mochilas (e com o skate), que ia dar a um terreno situado mesmo ao lado duma das margens do ribeiro, praticamente vizinho da ponte romana. Curioso o Tobias foi confirmar a descoberta feita pelo amigo – até para este se sentir realizado e orgulhoso com a confirmação do seu feito – e passado pouco tempo lá estava ele a meter a cabeça na abertura para o exterior: de início ficou temporariamente cego e desorientado devido ao choque violento provocado pela rápida mudança entre a escuridão interior e a forte claridade da manhã vinda do exterior, adaptando-se no entanto num curto espaço de tempo e acabando por ver bem definido diante de si, o rio e ao lado a ponte romana. Estava na hora de falar com o Dog e delinear com ele o plano a adoptar. E foi nesse momento de reflexão profunda que o gato Tobias teve uma descarga mental condicionada e que por associação de factos e espaços diferentes mas proporcionados por situações semelhantes – o caso anterior dos efeitos provocados pela luz na parede e agora os efeitos provocados pela luz vinda do exterior – chegou à brilhante conclusão (mais tarde confirmada) que a porta de acesso ao túnel poderia muito bem não estar descaradamente à vista de todos, mas de alguma forma disfarçada e passível de detecção: e os efeitos provocados anteriormente numa determinada zona da parede – que ele achava conseguir situar – aquando da sua passagem para se encontrar com o Dog, só podiam ser um sinal da presença da porta naquele local.

 

O acesso ao túnel estava lá. À primeira vista e devido à maior escuridão que envolvia o local, não se tinham apercebido logo dalguns pormenores que poderiam denunciar a sua presença: ao contrário da restante parede, esta secção apresentava-se naquele local com uma textura ligeiramente diferenciada, parecendo ter sido recoberta à superfície com um material de cor muito semelhante à cor natural exibida pelo material que a constituía e acabando por revelar após uma análise mais cuidada e detalhada a sua forma e dimensão. Retirada a fina camada de material que na maioria da sua área ainda a recobria, desenharam diante deles uma porta duma forma circular perfeita, com a sua base inferior a iniciar-se a poucos centímetros do solo e com um diâmetro suficiente para a passagem de duas pessoas uma ao lado da outra. A partir daí descobrir a fechadura foi fácil: em princípio a pequena e única imperfeição que a porta apresentava – um pequeno e quase indetectável relevo no seu lado direito – seria o órgão de comando que a accionaria, abrindo-se esta para a entrada do túnel após ter sido accionado o seu mecanismo. Isso seria confirmado sem surpresa dentro de pouco tempo, apoiados ainda pela descoberta dum símbolo já muito desgastado e pouco perceptível, desenhado sobre o relevo.

 

A conversa pode-se então iniciar. O Tobias pôs o Dog ao corrente das opções agora em aberto para chegarem a casa e que se resumiam a duas: ou continuavam pelo túnel ou escolhiam a alternativa exterior. Nunca ignorando que em último caso até poderiam voltar para trás, o que agora não era uma opção que interessasse, desde que tinham descoberto a saída segura que ia dar à ribeira. Por essa altura o cão parecia indiferente à escolha que se fizesse e queria mas é sair dali. Mas chegada a altura – e como tinha prometido a si próprio – o Tobias teve mesmo que contar as suas preocupações crescentes sobre a opção pelo túnel. E foi ao falar nos hipotéticos e talvez meramente imaginários Caminhantes da Morte – que até poderiam encontrar para lá daquela porta ou então nunca terem existido – que “o caldo ficou entornado”: bastou ver o Dog todo a tremer e com o pelo todo eriçado, para se perceber que para o cão uma coisa era certa, absoluta e inegociável – “entrar ali nem morto”! E a partir foi um castigo para o Tobias tentar acalmar o companheiro, sabendo como nestes casos ele era um supremo medricas, não querendo saber de mais nada senão fugir dali e nem sequer ouvindo o que razoável lhe queriam dizer. Só passados uns largos minutos é que o Tobias o conseguiu acalmar, combinando com ele uma estratégia de acção que lhe garantiria sempre o direito de escolher livremente, o seu caminho de regresso. Só iriam abrir a porta de acesso ao túnel depois de preparem bem todos os planos alternativos de fuga – para cada um deles – de modo a que se algo acontecesse estivessem preparados: ficou assim combinado que se vislumbrassem algum perigo ao abrirem a porta, imediatamente iniciariam a sua fuga pelo caminho que ia dar à ribeira, deixando para trás todo o equipamento que só os iria incomodar no decorrer do processo e que iria levantar muita estranheza para as pessoas que os vissem a passar (um cão e um gato) todo equipados; se por acaso nada se passasse mantendo-se tudo dentro da normalidade – fosse isso o que fosse e que muito incomodava o cão – então cada um deles poderia optar por onde iria, só ou acompanhado, mas só se estivessem de comum acordo. Decidiram ainda que nesse caso – de cada um seguir um trajecto diferente – o Tobias transportaria todo o equipamento no seu skate, ficando ao seu amigo e como único objectivo final chegar a casa são e salvo. O primeiro a chegar teria a responsabilidade de não descansar enquanto o outro não chegasse, fazendo todos os possíveis e impossíveis para o encontrar e o levar de regresso a casa. Em qualquer dos casos e se tudo corresse bem, estariam de regresso ainda antes do meio-dia.

 

Estavam agora preparados para começarem a abrir a porta. O Tobias via no entanto o seu amigo a ficar cada vez mais nervoso com o tempo de espera e enquanto o ia acalmando com algumas piadas, não perdeu mais nenhum segundo e accionou o botão. Enquanto o Tobias olhava atento para a porta que se abria diante deles, pelo canto do olho via o seu amigo a começar a esconder-se atrás de si, com os pelos da sua cauda cada vez mais esticados como se lhes tivesse sido aplicado um gel fixador: a cena até tinha alguma piada, não fosse desconhecerem o cenário que os esperava para além da porta. Esta acabou por se abrir completamente, não se apercebendo muito bem e de imediato o que estava do lado de lá, devido essencialmente à penumbra que a envolvia e a algum receio nosso em nos aproximar-mos um pouco mais e espreitar para o seu interior. E quando nos preparávamos para avançar uma silhueta deslocando-se lateralmente apareceu inesperadamente à porta pondo-se a olhar para nós: nem deu para pensar ou fazer algo e já o Dog fugia a toda a velocidade em direcção à escapatória que ia dar à ribeira, uivando de medo que nem um louco e urinando-se enquanto corria tresloucado e aos trambolhões.

 

O que o Tobias via à sua frente não seria obviamente a personificação dum zombie, mas uma criatura alta e esguia que sob os raios da sua lanterna revelava ter um tom de pele de tal maneira clara, que se poderia mesmo afirmar que seria dum branco perfeito: um verdadeiro Albino.


O Túnel

 

Passado o momento inicial durante o qual o Dog saiu “como uma bala” em direcção ao espaço exterior, completamente possuído pelo terror suscitado pelo aparecimento súbito do “seu fantasma” – para ele a confirmação real de todos os seus piores receios – a paz e o silêncio retornaram de novo ao local. Concentrando-se agora no Albino – ainda parado do lado de lá, da porta de acesso ao túnel – o Tobias pode constatar em poucos segundos de análise superficial, a sensação não impositiva e serena que o mesmo parecia transmitir. Parecia calmo perante a situação em que se encontrava actualmente, não denotando no seu rosto ou na sua expressão corporal, qualquer traço fisionómico que pudesse sugerir ser uma criatura violenta. Pelo contrário: com uma tranquilidade que se espalhava como uma aura por todo o espaço que o envolvia – e que já atingia o Tobias, antes de qualquer movimento da criatura – foi o próprio Albino a tomar a iniciativa e a transpor a porta para ir ter com ele. Ao chegar perto do Tobias o Albino baixou-se um pouco e passou suavemente a sua mão no corpo deste, fazendo com que os seus pelos se eriçassem instantaneamente e por uns largos segundos “em direcção ao céu”, talvez extasiados com a mensagem de serenidade e de confiança transmitida: o Albino transmitia a bondade e a partilha dos seus donos e assim era impossível resistir-lhe. E antes mesmo da situação entre os dois evoluir – como prova suplementar de amizade e de solidariedade – garantiu pessoalmente ao Tobias que asseguraria até aos seus limites que nada de mal aconteceria ao seu companheiro na sua viagem de regresso a casa.

 

Virando-se para a porta do túnel e utilizando uma clara linguagem gestual que espantou um pouco o Tobias pela sua fácil compreensão, o Albino convidou-o a acompanhá-lo numa pequena visita às suas humildes instalações, onde prometia algum descanso e alimentos, uma explicação importante sobre o trajecto subterrâneo que o Tobias pretendia seguir até Albufeira e – ligado ao ponto anterior – contar-lhe uma pequena história sobre o passado desta região e de todos os intervenientes (internos e externos) na sua concretização. Entraram numa grande sala onde três seres os esperavam – não parecendo ser Humanos nem Albinos – dirigindo-se para um módulo esférico que aí se encontrava, encostado a um dos pilares que suportava a abóbada do tecto: enquanto o Albino falava com os outros presentes entrou no módulo e ficou espantado com a quantidade de equipamento ali existentes. Ainda pode verificar que o grupo de três elementos que vira anteriormente era constituído por dois seres que dali não conseguia identificar, mas que se assemelhavam pela sua forma e atitudes a biomáquinas, enquanto que o terceiro era um Humano. Após alguns minutos de conversa entre os três elementos do grupo e o Albino – e de um olhar divertido lançado pelo humano na direcção do Tobias (que o olhava sem parar) – o grupo afastou-se, enquanto o Albino se dirigiu para o módulo ao encontro do gato Tobias.


Instalações Subterrâneas

 

E já no interior do módulo com todos bem instalados, alimentados e confortáveis, o Albino começou a sua lição de História. Não se esquecendo previamente de dizer que sabia muito bem quem era o Tobias e quais as suas verdadeiras origens – “mas isso ficaria para mais tarde”, disse ele gracejando. Por essa altura e depois duma correria louca que durou uns bons dez minutos fazendo-o passar pelo lugar das Fontes em direcção à vila de Paderne, o Dog atravessou a ponte no Purgatório, virou à sua esquerda e enfiou pela estrada que ia dar às Ferreiras. Aí encontrou um jipe estrangeiro de caixa aberta, parado ao lado da estrada no sentido das Ferreiras, pelo que sem perda de tempo e inúteis reflexões, aproveitou a ausência do condutor para entrar à socapa e apanhar uma boleia. Mal o fez o condutor verificou que estava na altura de regressar – o elemento humano que o Tobias visionara de relance nas instalações para onde o levara o Albino – pelo que se dirigiu em direcção ao jipe, entrou nele e pondo o motor a trabalhar, arrancou para Albufeira.

 

A História da Terra era imensa. Para não falar das suas etapas de formação e de todos os outros períodos que se lhe seguiram e se foram perdendo no tempo – e que comportavam já uma mão cheia de civilizações erguidas e de seguida desaparecidas e esquecidas – o Albino decidiu limitar-se apenas ao último período histórico da Terra, no fundo aquele que actualmente se desenrolava e que mais interessava a todos os seres vivos. Até porque o tempo de que dispunham era limitado.

 

E no centro duma esfera enigmática e acompanhado por uma entidade desconhecida e misteriosa, o Albino começou a contar:

- A observação da Terra por parte de Entidades exteriores ao planeta já vinha de tempos anteriores ao aparecimento do Homo Sapiens, quando na sua origem evolutiva – talvez há mais de seis milhões de anos – surgiram os primeiros seres apresentando características dos primatas originais, associadas a outras características que definiriam os futuros hominídeos – bípedes e com maior volume craniano. Mais tarde essas Entidades deixariam de dar prioridade absoluta ao estudo evolutivo dos processos de formação do Sistema Solar e particularmente do planeta Terra, começando duma forma crescente a interessar-se pela evolução de todos os seres vivendo à sua superfície, principalmente desde que uma dessas espécies já relevantes anteriormente – e que se sobrepunha às restantes, tentando exercer sobre as outras espécies o seu domínio e exploração – iniciou o seu processo de registo dos acontecimentos que tinham vivido e experimentado, “inventando” a escrita e tornando-se capazes de guardar os seus conhecimentos adquiridos durante o seu período de vida, para posterior utilização e desenvolvimento dos seus grupos organizados e dos seus sucessores: ou seja – e de acordo com a nossa História da Humanidade – desde o fim da Pré-História e ao início da História. Esse tempo de mudança suscitou no entanto o crescente interesse de diversas Entidades vindas do exterior, cujo nível de intervenção se verificaria ser muito diferenciado – mais ou menos directos, mais ou menos activos – e que mais tarde se revelou contraproducente e mesmo nalguns casos abusivo, interferindo indevidamente no processo de desenvolvimento interno deste mundo ainda em formação e alterando os seus processos naturais e internos de estabilização e de desenvolvimento. São incontáveis ao longo da História da Terra e do início do registo dos acontecimentos mais intensos vividos por parte da sua raça dominante – pelo menos no último período já com mais de 5.000 anos – os relatos de todo o tipo de aparições inexplicáveis presenciados pelos humanos, desde o contacto com seres com capacidades extraordinárias, até naves voadoras vindas do céu trazendo morte ou felicidade. Que por um simples acaso coincidiram com a concretização de grandes feitos por parte do Homem, mas também com o aparecimento de guerras e de outras catástrofes – naturais ou provocadas – que afectaram negativamente o seu desenvolvimento. Nesse ponto da sua história o Albino interrompeu o seu relato, dirigindo-se ao Tobias como se o fizesse a toda a raça humana: “se desde há mais de cinquenta milénios os seres humanos se tinham lançado à conquista do seu planeta e lar, como explicar racionalmente esta explosão de conhecimentos e de elevado desenvolvimento tecnológico aplicado, registada e concentrada maioritariamente nos últimos cinco milénios? É que já há mais de um milénio, se trabalhavam os metais”!

 

Fim da 3.ª parte de 8

 

(imagens – WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:42

05
Nov 11

Elenin chega na primeira quinzena de Novembro, após um passeio à volta da nossa estrela. No caminho em direcção ao Sol, a NASA afirma que o cometa se desintegrou e que “já era”. Agora e no regresso, pelos vistos “ainda é”, o que vai levar a agência espacial norte-americana, a uma aplicada e cuidada observação do fenómeno, da passagem do cometa.

 

 

Elenin – em 6 de Agosto de 2011 e comparando-o com as dimensões da Terra e da Lua

(nem um pixel o representa, o que não quer dizer nada, sobre as consequências catastróficas de um impacto do cometa, com um destes astros)

 

 

Teorias conspirativas afirmam que Elenin é uma nave espacial

(esta afirmação chegou a ser veiculada diversas vezes por astrónomos russos e confirmada por outras entidades responsáveis de leste)

 

Este cometa está ligado a muitas incertezas e teorias conspirativas anunciando o “fim do mundo”, muito por culpa das entidades responsáveis por nos esclarecer, neste caso a NASA, que em vez de exercer o seu trabalho em prol do esclarecimento de toda a comunidade, leiga e erudita, só nos mergulha em confusões constantes, devido às suas sucessivas (e premeditadas?) contradições e desprezo por toda a comunidade, nos esclarecimentos a prestar. Quando algo se aproxima convém avisar as pessoas, seja boa nova, má nova ou nenhuma – ou então as consequências poderão ser um choque, com resultados muito graves e imprevisíveis.

 

Conspirações e encobrimentos

 

Passagem do asteróide 2005 YU55

(o cometa Elenin ao passar nas proximidades da Terra, terá ainda a companhia do asteróide 2005 YU55 – na zona indicada no mapa)

 

“Elenin” significa para muitos teorizadores da conspiração e encobrimento, “Eleven Nine” ou seja “11/09”, dia da chegada do cometa – já repararam a coincidência com as datas do ataque às torres gémeas de Nova Iorque?

Outros traduzem “Elenin” de uma forma mais catastrófica: “Ele+nin” traduzido como, “extinction level event+nibiru is near”.

Até o próprio indivíduo que descobriu o cometa – Leonid Elenin – é posto em causa: será que alguma vez existiu? Não será o seu nome apenas um código de aviso?

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:46

Setembro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9

16
18
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO