Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Ago 17

Mesmo não se observando na Lua e em Marte vestígios evidentes da existência de água à sua superfície (em quantidade relevante como na Terra com os seus rios e oceanos), nada impede que estes dois corpos celestes não possam conter água (em depósitos subterrâneos), podendo representar para o Espaço o papel aqui reservado (na Terra) aos oásis nos Desertos ‒ um ponto intermédio de apoio (se quisermos sobreviver), à nossa obrigatória partida e Conquista do Universo. Depois destes, talvez mais longe e só mais tarde Trappist-1.

 

Habituados a procurar a grandes distâncias aquilo que poderemos encontrar perto de nós (como a água) e perdidas quase todas as esperanças de descobrir indícios de Vida (por mais primitivos que sejam) no nosso Sistema Planetário, mais uma vez (e tal como “um ferreiro usando um espeto de pau”) viramo-nos para o incessível e pomo-nos a sonhar: com um sistema rodeando uma estrela, com vários planetas orbitando a mesma, com condições favoráveis à existência de água e talvez mesmo com condições necessárias para a existência de vida (orgânica).

 

PIA21751.jpg

 

Sistema Planetário Trappist-1

(com a estrela rodeada por sete planetas)

 

Nesse sentido se encontrando a estrela Trappist-1 (observada inicialmente no final do século XX), identificada mais tarde como uma anã-vermelha e com sete planetas identificados até ao ano de 2017: conjuntamente formando um sistema planetário (Trappist-1) constituída por uma estrela (de tipo espectral M8V) rodeada por sete planetas (todos eles podendo conter água) e com todos eles orbitando a estrela (de referência) a uma distância menor que a distância Mercúrio/Sol (quase 58 milhões de Km) ‒ com a distância entre dois desses planetas a andar pelos 600.000Km (pouco mais que 1,5 X distância Terra/Lua).

 

1024px-Comparison_between_the_Sun_and_the_ultracoo

 

Tamanho comparativo do Sol e de Trappist-1

(a segunda estrela com pouco mais de 10% do diâmetro do Sol)

 

Um Sistema Planetário edificado em torno de uma estrela com cerca de 500 milhões de anos (e com um tempo de vida muito maior que a do Sol) e localizado a cerca de 40 anos-luz do nosso Sistema (o Sistema Solar) ‒ qualquer coisa como 380 biliões de Km: observado na constelação de Aquários e com todos os seus sete planetas sensivelmente do mesmo tamanho que o apresentado pela Terra (e com os cientistas denominando-os terrestres, talvez pelas condições e por algumas semelhanças ‒ como ambientais ‒ com o nosso planeta).

 

PIA21422_-_TRAPPIST-1_Planet_Lineup,_Figure_1.jpg

 

A estrela e os sete planetas integrando o Sistema Trappist-1

(com os planetas f, g e h situados na zona habitável)

 

Projetando à nossa imagem um Outro Mundo (que não o nosso mas parecido) situando-se a 40 anos de distância do Sistema Solar viajando à velocidade da luz ‒ e tomando como referência a velocidade da sonda Juno (v = 40km/s), transformando-se numa eternidade medida em muitos milhares de anos. Rodeando uma estrela-anã extremamente fria e com 7 planetas à sua volta, comportando-se face à sua estrela como a Lua face à Terra e assim numa das suas faces sendo sempre de dia e na outra pelo contrário sendo sempre de noite: senão numa ou na outra (face) podendo existir zonas fronteiriças (com condições intermédias e suportáveis) compatíveis com Vida (especialmente nos planetas mais distantes da estrela Trappist-1).

 

“Researchers say in a new study that the TRAPPIST-1 star is quite old: between 5.4 and 9.8 billion years. This is up to twice as old as our own solar system, which formed some 4.5 billion years ago.” (nasa.gov)

 

(imagens: nasa.gov/wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:01

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