Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Mai 16

Pode-se sempre sugerir que em Marte terá existido Vida (e porque não contando já com a presença da nossa espécie) numa das etapas de desenvolvimento e transformação do Sistema Solar. E como o Movimento é um dos sinónimos de Vida é natural que a um (planeta) se suceda um outro – bastando para tal ser compatível, em matéria e energia (muito provável entre vizinhos ou familiares).

 

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Marte – Opportunity Rover – SOL 4382

 

Quando olhamos para Outros Mundos ainda-por-cima localizados tão perto de nós, a primeira coisa que fazemos mal nos interessamos por ele, é o de aí procurar algo que interior e profundamente nos toque e reflita e que simultaneamente nos indique que nesse Mundo poderá ter existido algo de comum, até mesmo semelhante e porque não em tudo muito idêntico.

 

E olhando para os corpos celestes com o mesmo estatuto da TERRA e situados mais perto de nós, aquele que mais se parece despertando-nos maior atenção, será indubitavelmente o nosso vizinho o planeta MARTE: localizado a uma distância média de 230.000.000Km do Sol (a Terra fica a aproximadamente 150 milhões) e viajando numa nave espacial deslocando-se à velocidade da luz demorando-se cerca de 4,5 minutos a lá chegar.

 

Um Outro Mundo onde há cerca de 3,5 biliões de anos terá existido um grande oceano cobrindo uma parte significativa da sua superfície (numa área menor que a da Terra), certamente acompanhada e rodeada por uma camada atmosférica e muito possivelmente onde terá existido vida mesmo que sob forma primitiva (não se tendo até agora descoberto qualquer tipo de vestígios que confirmem este facto, apesar de tantos indícios geológicos observados a apontarem para tal).

 

Onde segundo os cientistas e tal como na Terra terá existido um oceano, com ondas e marés recortadas pelas linhas de costa e até possível de surfar. Mais tarde atingido por cataclismos, mergulhando em erupções e tsunamis, modificando toda a sua geologia, perdendo a sua atmosfera e mergulhando num abismo desértico, seco e sem vida. Num Outro Mundo que até poderia ser o Nosso Mundo, se pensássemos que Marte nos poderia estar a mostrar aquilo que a Terra será (no futuro), mostrando-nos nós a Marte aquilo que ele já foi (no passado).

 

Como se fizéssemos parte de uma projeção no espaço mas decomposta no tempo – em etapas planetárias. Dando-nos a entender que o Futuro (do HOMEM) estará sempre para além do Sistema (SOLAR) e que tal como os navegadores terão todos que partir, procurar e descobrir – ou então não teremos mais História e morreremos todos aqui. Como se nunca tivéssemos existido. Algo em que não acredito pois Marte continua a acenar.

 

Como quando olhamos para as milhares de imagens que nos chegam por diversas vias do planeta Marte e consecutivamente reparamos em paisagens secas, desérticas e sem vida, que no entanto nos recordam os nossos tempos de infância e as zonas costeiras banhadas pelo mar – onde muitas vezes passávamos entretidos uma tarde de Verão, brincando na areia, mergulhando no mar, mexendo em tudo e apreendendo o mundo que nos rodeava: em Marte com areia e pedrinhas e mesmo sem água num cenário tão sentido e familiar.

 

(imagem: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:09

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