Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

19
Out 14

Estava eu a pensar na rápida propagação registada em África do vírus hemorrágico (e mortal) EBOLA – e noutros vírus tão ou mais perigosos como o vírus de MARBURG (conhecido desde o ano de 1967 e com epicentro em Angola) – quando me lembrei de uma outra grande ameaça pairando sobre a cabeça de toda a Humanidade: tendo agora como epicentro a Central Nuclear de Fukushima e o acidente aí registado aquando do tsunami de 11 de Março de 2011 (já lá vão mais de três anos).

 

Enquanto o vírus EBOLA não era transmissível pelo ar (pelo menos é o que os especialistas têm afirmado até hoje), os efeitos para a saúde pública na sequência da libertação de radioactividade aquando das explosões registadas na central de Fukushima, poderiam ser muito mais perigosos e mortais: com o passar do tempo a radioactividade proveniente da central nuclear ir-se-ia espalhar (inevitavelmente) em todas as direcções, propagando-se tanto pelo oceano como pelo ar. É só aguardar.

 

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Efeitos da explosão dos reactores da central nuclear

 

A quantidade de césio-137 radioactivo libertada pela central nuclear de Fukushima, na sequência da destruição causada pelos sismo e tsunami de Março deste ano, é equivalente ao que seria emitido se explodissem 168 bombas atómicas iguais à que destruiu Hiroshima durante a II Guerra Mundial. (DN – 26.06.2011)

 

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Anos 2011 e 2012

 

As seis imagens aqui disponibilizadas a partir de um vídeo da responsabilidade da GEOMAR fazem parte de uma sequência representativa da diluição do elemento Cs-137 (um isótopo do césio) no oceano Pacífico, após o desastre nuclear de Fukushima. Um isótopo (radioactivo) extremamente perigoso por se espalhar com muita facilidade na Natureza (bastante solúvel na água).

 

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Anos 2013 e 2014

 

A GEOMAR (Centro de Pesquisa Oceânica Helmholtz) é uma das mais importantes instituições mundiais (localizada na Europa) no campo da pesquisa marinha. Situada na cidade de Kiel na Alemanha, a instituição dedica-se ao estudo das ligações (e interacções) entre os oceanos, os seus leitos e a atmosfera terrestre envolvente: como no caso ocorrido em Fukushima.

 

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Anos 2015 e 2021

 

Desde o ano de 2012 que os cientistas têm vindo a advertir as pessoas e as autoridades para o problema ambiental provocado pela explosão na central nuclear de Fukushima. Mas tal como já tem sucedido em muitos outros casos, ninguém pareceu dar-lhes muita importância. Como assim o mundo não tinha acabado com as duas bombas atómicas lançadas sobre o Japão, nem mesmo mais recentemente com a explosão dos reactores de Chernobyl. Nem mesmo o Governo do Japão se mostrou muito preocupado (então como agora) com a saúde dos seus cidadãos, escondendo irresponsavelmente os números de modo a evitar mais alarme. Mesmo na capital Tóquio (situada não muito longe de Fukushima) os valores detectados de radioactividade são já bastante elevados, afectando a qualidade do solo, da água e do ar.

 

Como se pode verificar após o visionamento da sequência de imagens aqui apresentadas – um modelo simulado da contaminação radioactiva do oceano Pacífico ao longo de dez anos (iniciada no ano de 2011 em Fukushima) – é fácil de concluir até onde poderão chegar as consequências dramáticas para o Ambiente e para o Homem deste brutal desastre ecológico: nunca nos poderemos esquecer do período de vida de substâncias radioactivas como o Césio-137 que se estendem por dezenas e dezenas de anos. E com os Estados Unidos da América nas proximidades, as imagens projectadas apenas confirmam os factos (presentes e futuros). Até porque já circulam informações (de medições fora dos limites aceitáveis) na costa oeste dos EUA.

 

Mas talvez ainda possamos comprar numa loja chinesa um fato à prova de bala (radioactiva).

 

(imagens – retiradas de infinitepower8.blog.fc2.com/obtidas a partir de geomar.de)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:04

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