ALBUFEIRA
Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)
TRUMP já é Presidente dos EUA
Nesta sexta-feira 20
DONALD TRUMP acaba de tomar posse como 45º Presidente dos EUA
(devendo o cargo aos Democratas pela sua inesperada campanha pró-TRUMP)
WINTER COMES
Trump Gets The Nuclear Codes
Numerous Executive Actions Ready To Go On Day One
National Security Handover ‘Bumpy,’ U.S. Allies ‘Rattled’
Washington A ‘Virtual Fortress’ As It Braces For Massive Protests
25,000 Rally In NYC
Riot Police Outside ‘DeploraBall’
(huffingtonpost.com)
Numa última e desesperada tentativa de assassinar seja de que modo for a imagem há muito construída e divulgada do SUPER-MONSTRO ZOMBIE DONALD TRUMP, os subsídio-dependentes e subservientes fiéis do antigo regime de atribuição de benefícios e benfeitorias continuam a poucas horas da transição de poder das suas mãos para outras mãos agora vencedoras (e apesar de todos os lados terem respeitado as regras básicas do jogo em curso), a atacar impiedosamente, com total falta de vergonha e de respeito e utilizando todas as armas que vêm ter consigo (sejam verdadeiras ou falsas o que é que isso interessa) – e desrespeitando todas as regras mínimas que segundo eles é devida a um Presidente – aquele que a partir de hoje e durante quatro anos será a imagem do que eles e os outros afirmam representar a maior potência do Mundo e o exemplo a seguir por todos os outros: isto se esses outros quiserem ser como eles. Mas quererão?
“Donald Trump has been called a con man and a huckster. An unstable pathological liar. A degenerate. And that’s just by other Republicans. At noon Friday, they and every other American will call him Mr. President. “God has a sense of humor,” said John Weaver, who ran Ohio Gov. John Kasich’s campaign during the GOP primaries.”(huffingtonpost.com)
Como se vê pelo título do antigo conjunto de blogues alternativos agora transformado numa máquina trituradora e violenta de propaganda descaradamente pró-Democrata (pondo em causa a sua origem, credibilidade e imparcialidade), nem mesmo no dia da tomada de posse do 45º Presidente dos EUA (eleito segundo as regras previamente aceites por todos) o largando (tal como um bando de cães esfomeados atirando-se a um osso) com os seus opositores não respeitando de novo o símbolo eleito conjuntamente pelos seus 50 Estados, sugerindo mais uma vez questões claramente sem conteúdo e mesmo desonestas (pelo menos extremamente controversas senão mesmo insultuosas) e invocando face à inexperiência do mesmo, à sua imprevisibilidade extrema e já agora até à sua loucura (ou não tivesse sido ele contaminado através de ondas totalitárias transmitidas via Web por Vladimir Putin), a possibilidade do novo Presidente mal tenha tomado posse, virado as costas à América e inopinadamente isolando-se de imediato num canto (como uma criança pronta a experimentar todos os brinquedos postos à sua disposição sem critério nem proteção), possa entre outros dos seus primeiros atos senão loucos, irresponsáveis – mas para ele uma simples brincadeira (que maior insulto existe?) – brincar com a mala e com as suas palavras-chave. Acabando por,
Carregar no botão Nuclear!
Novamente com os não vencedores querendo acreditar que os protestos maciços de cidadãos norte-americanos (que se produzirão hoje em Washington e um pouco por todo os cinquenta Estados dos EUA), mostrarão mais uma vez e até ao último segundo que nem a fortaleza de segurança protegendo o (para eles ilegítimo) 45º Presidente dos EUA Donald Trump, impedirá toda aquela multidão de chegar a Washington, aproximar-se do Presidente já empossado, protestar, gritar, talvez provocar motins e assim obriga-lo a demitir-se. Loucura? Talvez não – ou não tivesse os EUA uma tradição já antiga de matar ou tentar matar Presidentes.
Duma coisa podendo todos estar bem certos (sejam eles norte-americanos ou então alienas como nós): os Estados Unidos da América são no presente ideológica e estruturalmente, o Estado que mais se assemelha àquilo que desde sempre interiorizamos e visualizamos (no sentido social mas sobretudo económico) aos tempos passados do Capitalismo de Estado da extinta URSS. Com a única e fundamental diferença (e que levou ao fim da União Soviética) de os comunistas assentaram desde o início todo o seu poder numa máquina de um único partido (mantendo sempre a mesma clientela e não a obrigando a evoluir), enquanto os capitalistas conhecendo melhor a pirâmide (social) até por a criarem e explorarem (tendo que ser dinâmicos senão sendo ultrapassados), souberam abrir a sociedade ao povo para depois progressiva e sem grandes sobressaltos a irem filtrando (por proteção) e fechando (por segurança): a pouco-e-pouco diminuindo o número de milionários, de empresas e mesmo de corporações, transformando-os numa meia-dúzia de grandes conglomerados estendendo-se por todo o território como um polvo mas revelando finalmente a sua cabeça (e à qual todos devem obediência seja Obama, Clinton ou Trump) – tal como diria Eisenhower o “Military Industrial Complex” e todos a ele infelizmente associados.
(imagem: huffingtonpost.com)