Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

19
Ago 14

Sentado no sofá como um morto-vivo mas de telecomando na mão, assisto indiferente ao que vai dando na TV: lá longe continuam as matanças, já com mais de dois milhares de mortos em Gaza e a caminho disso na Ucrânia. Mudo então de canal: mas não dá mesmo nada de jeito. É sempre o mesmo: quando queremos descansar só pensam em chatear!

 

Ucrânia

E se fosse a minha avó, a minha mãe, a minha filha, a minha neta, a minha família?

A qual delas teria eu o descaramento de atribuir a culpa?

 

Como é possível não termos um mínimo de dignidade e de vergonha, ao pactuarmos com estes actos horrendos e criminosos cometidos e consentidos por esta classe política europeia, que sempre nos jurou defender? Ainda por cima continuando a viver como se nada se estivesse a passar – nem fosse nada connosco – sossegadinhos e caladinhos no nosso cantinho, para que assim nunca reparem em nós!

 

Não podemos ignorar que fomos criados sob juramento dos ascendentes destes políticos miseráveis – e que desde sempre se comprometeram a oferecer-nos um mundo melhor (o mais próximo possível dos nossos sonhos) – perdoando-lhes invariavelmente os seus erros e falsidades muitas das vezes cometidos sem pudor e deliberadamente (por simples ausência de debate) e criando dessa forma e por nossa própria culpa, uma excepção que para eles se transformou instantaneamente numa regra: não respeitar o seu semelhante.

 

(imagem – USA TODAY)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:24

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