Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

12
Mar 17

Se a procura de água na Terra já começa a ser para o Homem o novo desafio do Presente, a procura daquele composto que se tornará num Futuro cada vez mais próximo (se por acaso já não estiver por aí) num bem cada vez mais precioso para a nossa sobrevivência (e neste planeta já sob forte pressão de consumo e desperdício), inevitavelmente que se estenderá para fora do nosso ecossistema e na direção de objetos prometedores. Tendo logo à frente Europa/lua de Júpiter e Encelados/lua de Saturno (os mais prometedores podendo mesmo existir a possibilidade da existência de Vida), seguido de Ganimedes/lua de Júpiter (a maior lua do Sistema Solar podendo ter um oceano subterrâneo), Ceres (de entre os incertos o mais capaz de conter água) e porque não Marte (com vestígios de num passado bastante distante parte do planeta poder ter estado coberto por um oceano e ainda evidenciando no presente alguns sinais da presença de gelos sazonais e seu derretimento – levantando-se mesmo a hipótese da existência de depósitos subterrâneos, líquidos ou sólidos).

 

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Ceres – Cratera Occator

Combinação de imagens do planeta-anão recolhidas pela sonda Dawn

(entre Setembro/2015 e Fevereiro/2016)

Uma cratera iniciada com um impacto forçando o material a sair e formando a cúpula central

 

Situado a cerca de metade da viagem entre o nosso planeta e o maior planeta do Sistema Solar – JÚPITER localizado a uma distância média de 5.2 UA – existe um pequeno corpo celeste que quando descoberto no início do séc. XIX pelo astrónomo italiano GUISEPPE PIAZZI (em 1801), foi inicialmente considerado como sendo um possível cometa, depois sendo a sua definição alterada para planeta menor e hoje em dia não passando de um simples PLANETA-ANÃO (localizado a uma distância média de 2.8 UA).

 

Sugerida a sua existência em 1772 (através de cálculos matemáticos levados a cabo por JOHANN BODE), descoberto 29 depois pelo padre católico e matemático Guiseppe Piazzi e já tendo sido considerado o 5ºplaneta do Sistema planetário centrado na nossa estrela o SOL (um planeta que ocuparia a região do Espaço onde se situa a Cintura de Asteroides), CERES faz agora companhia ao seu colega PLUTÃO: no grupo (dos anões) mas não no local (um na Cintura de Asteroides outro no Cinturão de Kuiper a 30/50 UA).

 

Hoje, tal como Plutão ainda há poucos anos considerado o nono, último e mais distante planeta do Sistema Solar (supostamente para lá dele não existindo outros corpos com características de planeta), com Ceres fazendo parte do grupo de corpos celestes integrando a Cintura de Asteroides (com um número indeterminado de objetos aí circulando), uns menores outros de dimensões mais relevantes e com órbitas interiores mais apertadas ou alargadas (com uma órbita como a de Plutão).

 

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A cratera Occator

Contendo uma das áreas mais brilhantes observadas na superfície de Ceres

(com mais de 90Km de extensão e 4Km de profundidade)

Com a matéria brilhante a ser composta por sais de carbonato

 

Com Ceres a ser o único planeta-anão assim considerado (e pertencendo à Cintura de Asteroides) e como tal sendo até ao momento o maior objeto aí descoberto: tomando como referência VESTA um asteroide pertencendo à 1ªCintura (entre MARTE e Júpiter) e com cerca de 500Km de dimensão, com o planeta-anão Ceres a ser quase 2X Vesta e por sua vez com Plutão a ser mais de 4X Vesta e mais de 2X Ceres.

 

Como se vê com Ceres e Plutão a apresentarem dimensões mínimas e aceitáveis para ainda poderem ser considerados como planetas (o diâmetro de MERCÚRIO é aproximadamente o dobro de Plutão), mas sendo condicionados nas suas órbitas não podendo (por definição) ser considerados como tais (dependendo e podendo a mesma ser alterada por influência de outros corpos aí existentes). Se tomarmos como termo de comparação a LUA (um satélite) com esta a ser maior que Ceres e menor que Plutão.

 

E para quem ainda pretende descobrir os segredos deste imenso (para nós) e tão pequeno SISTEMA SOLAR (para o Universo) nada melhor que dirigirmo-nos a um corpo celeste se possível não muito distante, localizado próximo das rotas e dos últimos destinos procurados e claro está que nos possa dar antecipadamente pelo menos alguns sinais da presença de água de minerais e até de matéria orgânica (já que onde há água estará sempre presente o Mundo Mineral e talvez a base de construção do Mundo Orgânico).

 

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Segundo os cientistas com a parte central e mais brilhante da cratera de Occator

A ser alguns milhões de anos mais nova

Do que a superfície do planeta-anão onde a mesma assenta

Com a matéria escura a ser composta por carbonatos misturados com outros materiais

 

Com a distância que já se faz assiduamente e com a maior das normalidades utilizando sondas automáticas entre a Terra e o planeta Marte (e que nos próximos anos segundo desejos da NASA e ambições da SPACE-X deixarão de ser automáticas passando a ser tripuladas – e desse modo retomando o envio de terrestres pelo interior do Sistema), podendo-se muito bem complementar a viagem com mais um pequeno salto até à Cintura (de Asteroides) aproveitando o momento para visitar Ceres.

 

Um corpo celeste localizado relativamente perto de nós (Marte fica a uma distância média de 1.5 UA do Sol e Ceres fica a cerca de 2.8 UA) e que pela sua distância à Terra (menos que 2x a distância) poderia demorar entre 300 a 600 dias a atingir o seu objetivo (tomando como referência o tempo gasto pelas sondas automáticas): dependendo esse tempo da velocidade de lançamento da nave espacial, do seu alinhamento com Ceres (preferencial quando está no seu afélio) e do total da distância necessária a percorrer entre o planeta e o planeta-anão.

 

Numa viagem interplanetária que levaria o Homem até à fronteira que separa os planetas interiores (Mercúrio, Vénus, Terra e Marte) dos planetas exteriores (Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno) do Sistema Solar, decorrendo num espaço temporal entre 1 a 2 anos e que colocaria pela 1ªvez a Humanidade face a um mundo alienígena (e gelado) e podendo conter no seu seio os componentes essenciais da Vida (pelo menos na Terra) – água e sais minerais – suportando a partir daí a possibilidade do aparecimento de material orgânico (mesmo que primitivo).

 

(imagens: photojournal.jpl.nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:28
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