Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Fev 14

Os EUA empurram, a Alemanha deixa-se empurrar, a Ucrânia é empurrada...e depois vem a Rússia e empurra ao contrário. De que é que estavam à espera? E é por coisas como esta que a Europa está a morrer às mãos da Alemanha, com a Rússia a controlar, os EUA a ver e o resto do mundo sem ligar: para eles a morte da Europa, já há muito foi declarada.

 

Sebastopol

 

Com a crise política na vizinha Ucrânia a atingir o seu clímax – o Presidente fugiu da Ucrânia para a Rússia talvez através da Crimeia, entregando virtualmente todo o poder nas mãos dos rebeldes pró-ocidentais – a Rússia viu-se obrigada a defender de imediato os seus interesses nesta importante região fronteiriça tal e qual como o fez na Geórgia.

 

Desse modo não causa nenhuma admiração para qualquer indivíduo minimamente informado, que a Rússia na defesa dos seus interesses e da forte comunidade russa vivendo na Crimeia, tenha aparentemente iniciado a invasão da Ucrânia: primeiro duma forma não declarada, mas rapidamente se podendo traduzir numa invasão efectiva.

 

O que não se compreende no meio disto tudo é a estratégia adoptada pelos Estados Unidos da América e pela Alemanha com os acontecimentos que têm afectado a Ucrânia e que poderão levar a mais uma espécie de balcanização. Com que objectivo? Provocar a Rússia?

 

E se tudo se passasse por exemplo no México ou no Canadá – países fronteiriços com ligações históricas aos EUA – e os interesses e cidadãos norte-americanos começassem a ser perseguidos e agredidos – o que faria a América?

 

(imagem – huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:52

Nao queremos maís 3 guerra mundial.
Anónimo a 1 de Março de 2014 às 11:20

Queremos sim!
ratatui a 1 de Março de 2014 às 17:04

A sua análise parece-me clara como a água? Quem está por detrás de tudo isto e sem se comprometer? Naturalmente que são os EUA! Facto importante e propositadamente esquecido, foi que num passado bastante recente a Russia tentou uma aproximação à UE. Houve algum embaraço inicial dos decisores europeus e de seguida os avanços abortaram. Qual a razão? EUA! Como tal os contornos deste conflito são claros!
Alberto a 1 de Março de 2014 às 13:11

A russia vai fazer na ucrania o que está a fazer na tchechénia...
ratatui a 1 de Março de 2014 às 17:05

A Ucrânia estaria bem melhor com a Rússia do que com a UE. As manobras de bastidores dos EUA para desestabilizar varias zonas do mundo para reverter situações politicas a seu favor continuam. Só que desta vez estão a ir longe de mais. E a Rússia não vaie permitir. E ainda bem. Invertendo a situação, como reagiriam os EUA com tentativas de desestabilização junto à sua fronteira?!
Anónimo a 1 de Março de 2014 às 22:41

O imperialismo russo não desarma facilmente e é comum a todos os seus regimes. A OTAN deve tornar claro que não permitirá a anexação da Ucrânia, preparando-se para enviar tropas para a Ucrânia ocidental, se os russos forem além da Crimeia. A futura Ucrânia deve ser admitida na UE e na OTAN se for essa a sua vontade. Os russos que colonizem a Sibéria e deixem os povos europeus em paz descolonizando a Ocidente...
Desculpem, já me esquecia..., só há colonização e colonialismo quando os colonos foram de barco à vela e não quando ocuparam terras indo em carroças puxadas por cavalos. Russos e americanos não são colonialistas... São ocupantes legítimos daquilo que muito bem entenderem e só "defendem os seus interesses", coisa que os portugueses e outros não tinham qualquer direito a fazer, porque foram de barco..., certo?
Eu a 1 de Março de 2014 às 21:10

A Ucrânia estaria bem melhor com a Rússia do que com a UE. As manobras de bastidores dos EUA para desestabilizar varias zonas do mundo para reverter situações politicas a seu favor continuam. Só que desta vez estão a ir longe de mais. E a Rússia não vaie permitir. E ainda bem. Invertendo a situação, como reagiriam os EUA com tentativas de desestabilização junto às suas fronteiras?!
Anónimo a 1 de Março de 2014 às 22:44

Ainda bem que regiões da Europa deixam de ter possibilidades de integrar o mundo livre das democracias liberais e são abocanhadas por estados de regime autocrático... Só foi pena que os desestabilizadores norte-americanos tenham alguma vez posto o pé na Europa..., doutro modo seríamos hoje bem mais felizes e não haveria esta fantasia dos direitos humanos e das liberdades individuais no nosso continente...
Eu a 2 de Março de 2014 às 11:49

Sr. Alberto, ganhe juizo. Que é anti americano já se percebeu... mas daí a dar razão ao Putin, seja no que for... ganhe juizo.
Vladimiro a 1 de Março de 2014 às 23:28

Oh Vladimiro, então por ter uma posição objetiva e equidistante, padeço de falta de juízo? Anti americano? Porquê? Relembro-lhe por ex. que entre o Putin e o Bush, venha o diabo e que escolha. Certamente que o Sr. para fazer comentários tão categóricos deve ser o dono da verdade! Dou-lhe os parabéns pela sua clarividência e superioridade!
Alberto a 2 de Março de 2014 às 02:21

Mas devemos ter uma posição "equidistante" quando está a alternativa para um povo se coloca entre um futuro autocrático ou um futuro democrático? É igual ser oprimido e ocupado ou vir a ser uma nação livre na Europa?
Equidistância sim..., mas entre regimes igualmente democráticos... Ou já se esqueceram das "equidistâncias" relativamente à política de Hitler que levaram à 2º Guerra????
Eu a 2 de Março de 2014 às 11:58

Os seus conceitos de democracia estão completamente adulterados (e ultrapassados). Mas enfim, há que respeitar todas as opiniões, mesmo as mais sectárias e manipuladas. V. Exª dificilmente consegue ser "Eupróprios". Só se pertence à elite financeira dominante. o que duvido!
Albino a 2 de Março de 2014 às 19:47

Ou seja, em termos democráticos é melhor os povos viverem sob o domínio russo (ou chinês) do que integrados na U.E. ou aliados aos EUA., de forma a que possam seguir conceitos de democracia modernos ao invés de adulterações ocidentais, nas quais, apesar de tudo, ainda é possível destituir governantes em eleições livres e participar em manifestações sem incorrer em prisão...
Curiosamente, chineses e russos parecem, atualmente, ter muito menos aversão à "élite financeira dominante" do que noutros tempos..., será que isso faz parte do seu avanço para democracias menos adulteradas?
Somos europeus ou somos um povo equidistante entre os interesses europeus e os interesses imperiais russos? Somos da OTAN e das democracias ocidentais ou não? Para nós tanto faz e é tudo igual?
Mais nada importa senão a aversão à dita "elite financeira dominante"? Devemos aceitar eventuais regimes inimigos da liberdade de pensamento, apenas porque ficamos satisfeitos por estes controlarem a "elite financeira"?
Eu a 3 de Março de 2014 às 12:02

Esquece-se que os conceitos em que V. Exª. se fundamentava para tomar partido (interesses imperiais russos/interesses imperiais americanos) sofreram alterações substanciais. Por acaso já terá reparado que os países que refere (Rússia e China) deixaram de ser comunistas? Ou ainda não se apercebeu? Se for o caso, ainda entendo esse antagonismo para com os ditos países, porquanto só de recordar o comunismo pode criar alguma aversão. Acrescentarei que comunismo, nunca mais! Só que o xadrez estratégico mundial alterou-se profundamente e a "elite financeira dominante" que tanto defende(?!) não tem pátria, país ou rosto. É um inimigo muito mais perverso (porque mais subtil, corrosivo e perigoso) que, se não travado a tempo, continuará a corroer os valores fundamentais da civilização humana, como sejam, a fraternidade, a igualdade, etc. Com o devido respeito, fico-me por aqui..
Albino a 3 de Março de 2014 às 19:01

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