Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

03
Ago 15

Segundo os cientistas Vénus seria um planeta possível de colonização. Não só pela sua proximidade em relação ao planeta Terra, como também por apresentar parâmetros de pressão atmosférica e de temperatura muito semelhantes aos nossos. Não a nível da sua superfície (evidentemente) mas a altitudes por volta dos 50km: aí seria possível instalar uma colónia (estilo estação espacial) que se protegesse na sua trajectória orbital da perigosa radiação solar, usufruindo de pressões e temperaturas aceitáveis para os humanos. Tudo no entanto adiado devido à densidade da atmosfera de Vénus e ao seu altíssimo teor de ácido sulfúrico.

 

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Missão Magellan – Estla Regio

 

Quando pensamos em planetas para onde pudéssemos viajar um dia, um dos primeiros a podermos considerar seria certamente o nosso satélite a Lua (localizada a uma distância da Terra superior a 380.000km). O problema é que ela nem sequer é um planeta (pelo menos principal), o Homem já lá esteve (há mais de quatro décadas) e pelos vistos não gostou (como o confirma o fim do programa Apollo). Já mais afastados temos ainda os nossos dois planetas mais próximos e que consideramos vizinhos: um interior à órbita da Terra e localizado a mais de 100 milhões de quilómetros do Sol, o outro exterior a essa órbita e a mais de 220 milhões. O segundo sendo Marte e o primeiro o 2.ºplaneta mais próximo do Sol o planeta Vénus. Mas como será Vénus (já que Marte parece um planeta morto e em decadência desde há biliões de anos)?

 

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Missão Magellan – Mat Mons

 

Imaginemo-nos a viver num mundo em que ao sairmos de casa e abrirmos a porta levássemos violentamente e sem qualquer possibilidade de resposta com um bafo de ar quente na ordem dos 500°C.

 

Num ambiente onde a força de gravidade apesar de ser muito próxima da nossa, é acompanhada por uma pressão atmosférica quase cem vezes superior à da Terra, constituída essencialmente por nuvens de ácido sulfúrico compostas maioritariamente por dióxido de carbono.

 

Num planeta que tal como Marte se pensa poder ter existido água (num passado muito remoto), entretanto perdida por evaporação (devido ao aumento de temperatura por responsabilidade da actividade solar) ou devido ao fraco poder do campo magnético de Vénus (e da sua reduzida capacidade de fixação da sua atmosfera inicial).

 

E numa superfície calcinada e sem vida, sem evidências de existência de actividade geológica interior, sem indícios da existência de placas tectónicas ou de algum tipo de evolução ou movimento associado, deixando-nos apenas perante um solo fortemente preenchido por crateras de origem previsível (crateras de impacto) ou então de origem estranha ou duvidosa: como aquelas crateras inequivocamente associadas a fenómenos de vulcanismo, contando com a presença de indícios claros de lava mesmo não existindo actividade geológica comprovada no interior do planeta (Vénus).

 

(dados: wikipedia.org – imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:57
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