Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

27
Ago 19

“Numa aplicação da teoria da TERRA QUEIMADA – destruindo, arrasando e aproveitando para Algo e/ou Alguém ser beneficiado – podendo ter origem na China e consistindo na queima das colheitas (casas, transportes, comunicações, indústria, incluídas) para não deixar o inimigo alimentar-se, sobreviver: e com o inimigo a poder sermos nós.”

 

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Albufeira nos anos 50/60

Pelas ruas da vila de pescadores

(arturpastor.tumblr.com)

 

Antes do mais e pela atualidade (nesta altura de férias e talvez devido à SILLY SEASON, promovendo os “fazedores-de-opinião e críticos” do Estado), sendo conveniente de salientar que o se passa nesta Região do ALGARVE − “ao longo de muitos anos, de uma forma irreversível, mas intervindo utilizando técnicas SOFT” e  afetando o HOMEM – é em tudo semelhante (apesar de Local) ao que se passa (enchendo de momento todos os órgãos de Comunicação Mundial) no Brasil mais especificamente na SELVA da AMAZÓNIA e afetando de uma forma HARD  (pelo curto espaço de tempo e extrema intensidade) a NATUREZA (a nível Global). No caso da proliferação dos incêndios na Amazónia (quase o dobro do ano passado) tratando-se de um problema sem solução, já que sendo o Brasil o perpetrador, sendo o financiador e o crítico (desse crime) o mesmo: os EUA e os seus parceiros da Europa. E no caso do Algarve terá o mesmo solução?

 

Substituindo-o radicalmente

(o DESÍGNIO PATRIÓTICO,

na fase anterior e dado o abandono desse território,

de facto, nunca tendo existido)

E “aplicando-o como um novo Filão-de-Ouro

 

− Em nome “do Progresso e do Desenvolvimento Turístico Algarvio” –

 

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Albufeira nos anos 50/70

Praia dos Pescadores

(arturpastor.tumblr.com)

 

Permitindo progressivamente o abate “da Cultura e da Memória das Gentes do Sul de Portugal” e logo na sua mudança de objetivos (feita a transição e introduzindo-se numa nova Fase) a sua substituição por uma “Nova Cultura Espetacularmente Intrusiva”, parasitária, irreversível e só podendo mesmo ser substituída (numa outra Fase) por “Algo Ainda Pior”: como por exemplo reconvertendo a Indústria Hoteleira da Região e aplicando-a agora como base (fundadora) dos futuros estaleiros e outras estruturas de apoio (servindo de alicerce) às plataformas marítimas e à “Indústria do Gás e Petrolífera”. Como se vê (para não criar ondas e rivalidades entre diferentes sectores de investimento) mantendo-se até sobre a jurisdição dos mesmos organismos, como o Ministério da Terra e do Mar.

 

E em cerca de duas Gerações (tomando como referência a descoberta do Algarve pelo Governo português, concretizado ainda durante o Antigo Regime) destruindo-se completamente o sector Agrícola e o sector das Pescas Algarvio (ficando um pequeno recanto, para o financiamento dessa exploração − agora especializada e com entrada no Mercado Turístico − por parte dos novos residentes-investidores estrangeiros), de lá retirando “o Agricultor e o Pescador” como imagem e HISTÓRIA de um Povo e de uma Região e lá colocando em sua vez (e marginalizando de diversas formas o Algarvio, se não já desterrado e desprovido das suas raízes, sendo ainda um sobrevivente, mas dito por especialistas como desadaptado, condenado), de um lado o TURISTA e do outro o seu CRIADO (mas agora especializado):

 

E desse modo em nome do “Progresso, da Economia e das Finanças (no fundo e só do “Dinheiro de Alguns”, esquecendo as suas Gentes, a sua Cultura e a sua Memória, os seus valores), substituindo (para nossos pecados como católico-romanos que dizem sermos) por exemplo (para desgraça da memória dos seus antepassados, aqui tendo trabalhado e vivido, ao mesmo tempo que  iam sofrendo sozinhos e sem apoio − dado o abandono desta faixa estreita e então longínqua do sul do país, pelo Estado)

 

− E não dando muitos exemplos (apenas 4) para “não ficarmos com água na boca, para logo de imediato e com receios de origem organoléticos, a mesma secar” –

 

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Albufeira nos anos 70

Vendo-se na baixa o jardim central

(algarve-old-images.blogspot.com)

 

Evolução Gastronómica no Algarve

(Entre o Antes e o Depois)

 

De Substituição

(mesmo na apresentação e no preço, substituindo não só a comida por uma sua redução e o prato de carne/peixe pelo prato de sobremesa, como tornando-o “gourmet” subindo-lhe o preço dessa “espuma dos dias”, injustificada e exponencialmente)

Antes

(da chegada dos camones)

Depois

(da chegada dos camones)

Uma amarguinha (como poderia ser em alternativa um medronho) e um doce fino (ou um arrepiado),

Por umas panquecas, um pudim, uma fatia de bolo ou uns scones, acompanhados por uma cerveja (ou um whisky);

Uma refeição de Polvo Assado com Batata Doce de Aljezur (como poderia ser uma Cataplana de Peixe e Marisco),

Por um prato de Fish & Chips;

 

Um prato de Caracóis com Orégãos,

Por umas salsichas, uma torta, uma tarte ou uma sandwich de carne (e acompanhamentos);

Ou ainda uns figos ou umas laranjas, umas azeitonas, umas alfarrobas ou a Flor de Sal Marinho, ou então até um Dom Rodrigo ou ainda as sardinhas algarvias,

Por (alargando o espectro a outras nacionalidades) e sendo holandês, um prato de arenque cru c/ cebolas e pickles, com um waffle como sobremesa; sendo alemão podendo-se optar pelo Wurst (salsicha), terminando com um folhado de maçã.

 

Na prática e implementação de um crime-perfeito (logo tornado e sendo legal) mas que mesmo que sendo feito (segundo as Autoridades) e concretizado em nome do desenvolvimento e do progresso (Económico-Financeiro) da Região (do Algarve), apenas tendo beneficiado (desde há mais de meio-século) uma minoria (ligado à Hotelaria & Restauração e à Construção Civil/Sector Imobiliário) nem sequer ligada à região (ingleses, nacionais/em fase de transição e agora asiáticos) e sem nenhum objetivo comum ligando o Passado-Presente-Futuro (desta comunidade regional), assim cumprindo (“Distorcendo-a”) uma linha sempre contínua ditada pela nossa presença neste tão curto Espaço-Tempo a todos nós (e sem exceção) disponibilizado (ou devendo ter sido obrigatoriamente distribuído), mas (e como se vê apenas olhando em nosso redor) não o tendo sido por estrangulamento cultural e adoção de uma monocultura exclusivamente direcionada (pegando aqui e ali nalguns dinossauros-ainda-vivos ou já fósseis) para o Turismo.

 

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Cidade de Albufeira hoje

Completamente adaptada ao Turismo

(www.clickandgo.com)

 

Direcionando toda uma região (não será toda uma ou mais gerações e simultaneamente um País?) e os anseios dos nossos filhos, para serem “criados ou pedreiros”, no máximo prestadores de outros serviços correlacionados maioritariamente com a área e o seu sector de controlo e de manutenção (do Esquema/Sistema) − como economistas, advogados, médicos, professores, etc. todos eles importados alguns do estrangeiro (não sendo culpa destes, por ocuparem um lugar vago) dada a extinção da espécie, os ALGARVIOS. E depois da 1ª Espada sobre a Cabeça do Algarve e dos Algarvios − a “Muralha Imobiliária” colocada entre o Mar e a Serra, alienando um (o Litoral) do outro (do interior) – podendo-se seguir uma outra muito mais assertiva e definitiva:

 

Com a 2ª Espada sobre a Cabeça do Algarve/Algarvios (neste último caso e dada a extinção dos originais, os sucedâneos) aproveitando a experiência e as edificações anteriores a ser dirigido então para a Exploração do Mar (sugada a terra até ao tutano), servindo o já construído como Estaleiro e outras estruturas de apoio às Plataformas e Exploração de Gás e Petróleo (sendo pois uma profissão de futuro, até para os especialistas e fabricantes de doutores desempregados − oportunistas existindo em todos os lados, “sejam manuais/de mãos ou mentais/de cabeça” − um curso multidisciplinar e inserido nas áreas do Turismo e do Petróleo).

 

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Albufeira em 2017

Violência e som de tiros na Av. Sá Carneiro Rua dos Bares na Oura

(J Ramos/Facebook.com/mirror.co.uk)

 

[Para no decurso destes ciclos infernais, olhando apenas para o lucro (OBJETOS) e desprezando as pessoas (SUJEITO) – e aí sendo nós corresponsáveis, por não nos prevenirmos e aos nossos filhos – surgirem tristezas tremendas e definitivas (trágicas pela idade e pela injustiça) como a da recente morte de um jovem de Paderne (Albufeira), ocupando os seus tempos-livres (entre outras atividades sociais como  na Banda Musical e Recreio Popular de Paderne) trabalhando num espaço em princípio aberto, público ou privado mas obrigatoriamente (por Lei, cumprindo-a, sendo fiscalizado) seguro: mas não o sendo e provocando − mais uma vez e certamente sem culpados (não se podendo acusar apenas o outro jovem envolvido, como se tudo o resto em torno dele nada valesse e tal como pretende a Extrema-Direita, sabendo-o de cor negra) − uma nova vítima mortal.]

 

(imagens: as indicadas)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:04

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