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Jul 17

Iraq Recaptures Al Nuri Mosque in Mosul, but Only Rubble Remains

 

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Recuperando o último reduto do Estado Islâmico

(centrado na Grande Mesquita de Al Nuri com a mesma e tudo o mais em seu redor ‒ parte antiga da cidade de Mosul ‒ reduzida a um extenso monte de escombros)

 

Numa VITÓRIA considerada histórica pelo 1º Ministro do Iraque HAIDER AL-ABADI, as autoridades militares do seu país declararam na passada terça-feira dia 27 a captura do último reduto ainda na posse dos militantes do ESTADO ISLÂMICO (incluindo a grande mesquita de AL NURI e toda a zona envolvente) e a conquista total e definitiva da cidade iraquiana de MOSUL ‒ numa derradeira operação militar iniciada há cerca de 8 meses pelas Forças Armadas Iraquianas, contando com o apoio aéreo e com a colaboração no terreno de militares norte-americanos.

 

The mosque complex is nearly gone, reduced to a pile of rubble on June 21, after Islamic State militants packed the building with explosives as their grasp on the city continued to slip.

 

Com HAIDER AL-ABADI a afirmar estarmos perante os últimos momentos de vida do (falso) ESTADO ISLÂMICO na região, num combate que só terminará quando o último terrorista for expulso do IRAQUE. De momento e apesar destas declarações com os militantes do ESTADO ISLÂMICO a não se darem ainda como vencidos, estando ainda presentes e ativos nalgumas bolsas de resistência e podendo tal facto ser um sinal de uma futura retirada estratégica muito provavelmente em direção à SÍRIA: onde provavelmente se sentirão mais seguros (talvez contando com a colaboração norte-americana) mas onde já começam a ser atacados (bombardeados pela força aérea russa no ataque a comboios de terroristas em fuga).

 

“Al Hadba minaret and Al Nuri Mosque in Mosul were among the most iconic sites in the city, and stood as a symbol of identity, resilience and belonging. This new destruction deepens the wounds of a society already affected by an unprecedented humanitarian tragedy.”

 

Por um lado não deixando de ser curioso esta correria desenfreada entre dois países vizinhos e em GUERRA CIVIL, os dois antes da Guerra sendo dos países mais abertos ao denominado MUNDO OCIDENTAL e no entanto e talvez por isso mesmo (veja-se a política inflexível da ARÁBIA SAUDITA) sendo sacrificados por estes últimos em nome de maiores valores (o PETRÓLEO) mesmo tendo que terraplanar um país cometendo inevitavelmente GENOCÍDIO: sempre com o mesmo protagonista, sempre com as mesmas consequências e no entanto com os únicos responsáveis (os que arrancaram com as armas esmagadoras) a sempre vistos invariavelmente e caso após caso, como os salvadores e como os guardiões da Lei e da Verdade (autodenominando-se EXCECIONAIS).

 

“The retaking of Mosul does not mean an automatic end to the suffering of the 1.5 million people that spent more than two years living under harsh ISIS rule. Despite the declaration, ISIS still controls some areas in the Old City of Mosul and ongoing fighting will continue to threaten the lives of civilians.”

 

AFEGANISTÃO, IRAQUE, LÍBIA, SÍRIA e agora o IÉMEN. E com o IRÃO sempre na lista e outros como o QATAR a ainda a poder integrar (por sugestão da Arábia Saudita solicitando aos norte-americanos o bombardeamento da Al-JAZEERA). O que poderia levar o conflito no Médio Oriente a alastrar-se a toda a região do Golfo (e não só), deixando em alerta a CHINA, levando ao reforço militar na RÚSSIA (pela proximidade do conflito a territórios destas duas grandes potências), pondo a TURQUIA em polvorosa (fazendo fronteira com a Síria), colocando todo o norte de ÁFRICA (do Egito a Marrocos) de novo em erupção e pela proximidade (já iniciada com migrações maciças após o recrudescimento destes conflitos) atirando de vez a EUROPA para um beco sem saída, sem nada poder fazer e sem lugar para fugir (talvez Portugal como na II Guerra Mundial). E nestas contas não entrando, até pelo oceano que os separa, os ESTADOS UNIDOS da AMÉRICA (que podendo ser sacanas não têm culpa de os outros serem burros).

 

(texto/negrito: nytimes.com/29 Junho 2017 ‒ imagem: Felipe Dana/Associated Press/nytimes.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:01

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